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Retrospectiva 2013

Serra Fina: um dos destaques de 2013
Na foto, o maciço do Itatiaia desde o Alto dos Ivos
Mais um ano se foi e parece que 2013 passou a jato! Me esforcei por levar uma vida menos corrida, mas confesso que ainda estou a anos luz do ponto de equilíbrio. Não sei se isto ocorre com outros aventureiros, mas tive a sensação de que poderia ter feito mais em 2013. Não somente em número de trilhas, mas sobretudo no esforço de compreender o tempo da natureza, que é um exemplo para todos nós! Mas enfim, 2014 já está aí e a vida segue. Quem sabe em 2014 consiga subir mais um degrau nessa compreensão. Se isto ocorrer já será um grande passo. Mesmo com poucas atividades relatadas aqui no Blog ano passado, quero apresentar neste post alguns pontos de destaque em minha vida aventureira no ano de 2013; além de mostrar alguns objetivos para este ano de 2014. Bola pra frente, não é mesmo?


Atividades em 2013

Cachoeira das Braúnas no ParnaCipó
Dentre bate e voltas e travessias, foram 16 aventuras narradas aqui neste Blog no ano de 2013. Uma média que considero pífia para alguém de origem rural como eu! Além destas aventuras aqui descritas, fiz algumas outras, dentre as quais a participação na futura Travessia Farofa - Braúnas, projeto do Parque Nacional da Serra do Cipó, aqui em Minas Gerais. Por lá estive em duas ocasiões, fazendo trajetos diferentes, que felizmente foram úteis para algumas definições do Parque. Estive também em outros locais pelo Sul de Minas, mas que farão parte de projetos mais completos futuramente.

Castelos do Açu na Petro-Terê
Em 2013, a travessia mais importante foi a Travessia da Serra Fina, que serviu para desmistificar e refazer os conceitos fácil-difícil. Já visualmente, sem dúvidas a Petrópolis - Teresópolis é um páreo duro: estive por lá em duas ocasiões; uma em meio à neblina e outra com tempo magnífico e aberto. Dentre os bate e volta, um dos lugares com visual mais bonito que presenciei foi a Serra da Moeda, aqui próximo à Belo Horizonte. Visitei ainda o Parque Estadual do Itacolomi, onde me surpreendi com o cuidado no lugar. Além disso, meu post nesse Blog serviu de inspiração para o pessoal do site Da Porta pra Fora, que visitaram e escreveram sobre o lugar no portal da web. 

Torres e Céu na Serra da Piedade, em Caeté
Também não faltaram passeios com registros históricos, como a ida ao Forte de Brumadinho e a Travessia Caeté-Sabará pela linha do trem; bem como nova vista ao Caraça, dessa vez para visitar o Pico da Carapuça. Tive também um momento de Fé e Caminhada, quando em "romaria" caminhei de Santa Luzia ao Santuário da Piedade, em Caeté; onde mais uma vez pude admirar a fé daquelas pessoas simples que peregrinam ao lugar. Como nem tudo são flores, pude constatar o avanço e a ganância da mineração nas visitas à Pedra Grande de Igarapé e ao Pico Três Irmãos de Brumadinho. Por outro lado, já diziam os mais experientes que aventura sem perrengues não é aventura. Polêmicas à parte, passei por uma labuta na Travessia Duas Pontes à Cabeça de Boi. Um erro na navegação obrigou-nos a dar uma volta de mais de 20 km, quase na totalidade sem visual e debaixo de chuva.

Cachoeira do Bicame
E pra não faltar cachoeiras, ter visitado as Cachoeiras do Bicame e a da Braúna, ambas no Espinhaço foram prêmios de campeão. "Navegando" por águas, estive também no Cânion das Bandeirinhas no ParnaCipó duas vezes ano passado. É um lugar maravilhoso, de fácil acesso a qualquer vivente e que oferece recantos incríveis para merecido refresco! Em 2013 também descobri um lugar simples e até um pouco desprezado nos arredores de BH: a Serra do Elefante em Mateus Leme, que parecia um jardim quando por lá estive. E por último, finalizei o ano pela Lagoa Dourada, um dos lugares mais belos do Espinhaço.


Equipamentos

Barraca Manaslu: pesadona mas guerreira
Neste ano renovei alguns equipamentos dentre aqueles que compramos de vez em quando. Destaque para novas barraca e cargueira. Estou satisfeito com a nova barraca Manaslu, aquisição que me passa bastante segurança; apesar do seu peso. Ainda estou devendo um review desta barraca aqui no Blog. E voltar a utilizar uma cargueira Deuter facilita muito as coisas e oferece maior conforto. Já em vestuário, constatei que as camisetas Solo são bastante eficientes; e me surpreendi com as segunda pele da Hi-Tec. Por outro lado, acostumado à navegação manual, me rendi ao GPS numa busca por simplificar as coisas. Sabe como é, a idade vai chegando...


Perspectivas e novidades para 2014

Neste ano de 2014 pretendo me dedicar um pouco mais ao Espinhaço. Além da proximidade de Belo Horizonte, é uma das mais belas regiões do Brasil e riquíssima em possibilidades de trilhas e travessias interessantes. Além disso, pretendo circular pelo Sul de Minas, em especial pela Mantiqueira, revisitando lugares que há 10, 15 anos não boto os pés, como é o caso do Parque Nacional do Itatiaia. Também pretendo revisitar alguns lugares isolados na região sul mineira aonde estive na década de 90. Também pretendo continuar com o Projeto Arredores de Belo Horizonte, que visa oferecer possibilidades de trilhas mais simples a aventureiros de quaisquer níveis; em especial aos iniciantes aqui próximo à Capital.

A princípio não tenho objetivos definidos para aventuras em locais mais distantes, em especial àqueles no Norte, Nordeste ou Sul do Brasil; ou ainda pelo exterior. Se acontecerem serão bônus eheh. Também pretendo continuar contribuindo com Dicas para o Mundo Trekking, elaboradas com simplicidade e de modo direto; em um linguajar acessível; além de oferecer a possibilidade de viagens conjuntas para alguns roteiros sob o modelo de baixo custo a quem possa se interessar.


Obrigado pelas visitas!

Por fim, quero agradecer a cada um de vocês que dedicou um tempinho e visitou este Blog; seja no Brasil ou no exterior. Apesar de estar há pouco tempo no ar (15 meses); de eu não fazer uma divulgação sistemática do Blog; e não existir um link do Blog com a principal rede social da web, que é a grande impulsionadora da audiência dos Blogs atualmente, 2013 significou mais de 50 mil acessos às páginas deste humilde e simples espaço. Este número a princípio pode parecer pequeno, porém é maior que a população individual de mais de 4 mil cidades brasileiras. 

Foram também algumas centenas de informações trocadas através de e-mails. Fiz também excelentes amizades, conhecendo pessoas com objetivos comuns, com as quais sempre aprendo muito mais! Também recebi alguns puxões de orelha de alguns que se irritam com o compartilhamento de informações, alegando prejuízos profissionais; comportamento que não concordo, porém respeito. Em suma, tudo isso me deixa muito feliz e consciente de que o Blog está aos poucos atingindo o seu objetivo; que não é e nunca será numérico, mas sempre de conteúdo!


Abraços a todos, excelente 2014 e boas trips para todos nós!!!


Mais Trekking Pra Você...

Alimentação: o que levar para as trilhas

A alimentação em trilhas é um aspecto que preocupa a muitos, especialmente os iniciantes na prática de hiking ou trekking. E é uma preocupação pertinente, pois naturalmente ninguém quer passar fome enquanto se caminha; em especial se estiver em ambientes mais distantes e isolados. Além disso, somos resultados do que ingerimos, já diz a velha máxima! Entretanto, a preocupação e dúvida sobre o que levar muitas vezes faz com que o caminhante se abasteça de alimentos nem sempre adequados a uma aventura; ou ainda, exagere na sua quantidade; comprometendo seriamente o êxito de uma aventura!

Complexo do Viana em Rio Acima: as maiores cachoeiras nos arredores de BH!

A região localizada a leste-sudeste de Belo Horizonte é rica em atrativos naturais. É a tão falada região da Serra do Gandarela, cujos limites ampliados vão da encosta leste da Capital até os limites do Caraça, em Santa Bárbara no sentido oeste-leste; e desde Itabirito até Caeté no sentido sul-norte. É recoberta por vegetação de transição, mesclando mata atlântica, cerrado e campos de altitude. Seu relevo é movimentado, como é comum nas Minas Gerais, possuindo as maiores porções de cangas do Brasil. Ao mesmo tempo, guarda em seu subsolo imensas reservas de água e minerais, em especial o minério de ferro...

Ponta da Joatinga: a Travessia que une paixões!

Localizada no município de Parati, litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, a Ponta da Joatinga é uma península conhecida pela sua expressiva beleza natural. Região habitada pelos descendentes Caiçaras, caracteriza-se por vegetação de mata atlântica, relevo acidentado e clima quente e úmido; além de inúmeras praias em sua maioria desertas. A importância e beleza da região são tão expressivas que a península está protegida pela Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e a pela Reserva Ecológica da Joatinga, limitando-se com áreas do Parque Nacional da Serra da Bocaina...

Serra da Contagem: recanto surpreendente

A Serra da Contagem está localizada na porção oeste do Complexo do Espinhaço, no município de Jaboticatubas, a aproximadamente 80 km ao norte de Belo Horizonte. Está grudada no lado oeste da sua irmã maior, a Serra da Lagoa Dourada, formação mais elevada, famosa e conhecida daquela região. Talvez essa presença maior faça com que a Serra da Contagem seja um terreno pouco conhecido de nós, montanhistas. Beleza não falta por lá, destacando os incríveis visuais das terras ao sul, norte e à oeste do Espinhaço; além de abrigar várias nascentes e esconder belas cachoeiras em seus recortes. Com objetivo de chamar a atenção para esse recanto esquecido, escolhemos o mês de fevereiro de 2017 para revisitá-la...
► Esta postagem apresenta parte das imagens captadas em fins de 2015. Agora em 2017 ao constatar que os acidentes continuam praticamente em mesmo estado pouco utilizei a câmera.
1 Depois de uma semana de adiamento devido a chuvas que danificou acessos, nos dias 11 e 12 de fevereiro nos co…

Navegação Manual: Conhecendo a Carta Topográfica - Parte 2/2

Para nós aventureiros, até poucos anos atrás, a Bússola e a Carta Topográfica eram praticamente as únicas fontes seguras de navegação por áreas desconhecidas. Aliás, a dupla Bússola e Carta Topográfica foram e continuam sendo inseparáveis. Entretanto, com o advento e popularização do GPS, ambas tornaram-se pouco usuais, principalmente pelos aventureiros mais novatos. Na postagem anterior conhecemos um pouco da Bússola, bem como os graus e cálculos de azimutes, que permitem uma navegação sem mapa por curtas distâncias. Nesta postagem, a segunda e última da série sobre Navegação Manual, abordaremos a Carta Topográfica, pois juntamente com a Bússola formam um casal perfeito. Veremos também como efetuar alguns cálculos utilizando informações da própria Carta Topográfica; que permitirão utilizar a Bússola auxiliados pela Carta Topográfica.