Travessia da Serra do Lobo

Localizada no Espinhaço Sul, nos limites entre os municípios de Itambé do Mato Dentro e Itabira, região Central de Minas Gerais, a Serra do Lobo não é a maior serra da região; nem aquela que apresenta os cumes mais elevados. Porém, sua posição estratégica em relação a vertente principal do Espinhaço possibilita observar as formações do relevo pelo vasto trecho entre o Pico do Itambé ao Norte; até a Região do Caraça, no extremo Sul do Espinhaço. Por isso, pode ser considerada uma Serra Didática, nos ensinando que a observação é fator indispensável aos praticantes do Montanhismo...

Serra do Lobo vista desde o ParnaCipó

Havia anos não revisitava a Serra do Lobo. Decidi a ida, dessa vez com pernoite na Serra. Alguns até estranharam, porque em quilometragem a serra é pequena! Mas eu queria ir para poder novamente aproveitar o didatismo daquele lugar! Como água na serra ocorre somente em tempo de chuvas, poucos dias antes da Travessia estive no início da Serra juntamente com os amigos Polar e Cláudio apenas para confirmar se havia água no ponto corrente. Bom, essa ida foi somente para confirmar a ausência...

Relato Dia 1

Assim, no dia 4 de setembro por volta de 5h00 da manhã deixei BH juntamente aos amigos que acreditaram na realização. Beirando 7h00 chegamos e fizemos uma parada para café numa padaria no Distrito de Senhora do Carmo, município de Itabira. Ao contrário de dias anteriores, fazia friozinho naquela manhã de sábado e o tempo estava com a cara feia.

Com as panças cheias, embarcados tomamos a estradinha que separa o distrito de Senhora do Carmo do Povoado de Mata Grande. Sempre em aclive e com umas ladeiras nervosas que até recebera recente calçamento, à medida que avançamos o tempo foi se fechando e rolou até uns chuviscos. Mas a previsão do tempo não indicava chances concretas de chuvas naqueles dias.

Perto das 8h30 desembarcamos nos arredores da antiga escola de Mata Grande, aonde hoje reside o Sr. Nenego. Embora tivesse chamado, não apareceu ninguém nos arredores, modos que ajeitamos as tralhas e logo nos pusemos em marcha. Pulamos a cerca do terreiro e tomamos a trilha que sobe pasto acima, tendo uma mata a nossa direita. O caminho se alargou e perto de 8h45 chegamos até um lago, com a caixa d'água do Sr. Nenego metros antes.

Antiga escola.
Atual casa Sr. Nenego

Paramos para nos abastecer quando demos de cara com a caixa d'água seca. Então verificamos o cano de captação. Por lá corria um fio d'água e aquilo era suficiente para nos abastecer. Com a criatividade do nosso amigo Bruno, tivemos que improvisar um coador de pano para a coleta. Embora a água não estivesse límpida, era suficiente!

Em dias abertos, esse é o paredão visto desde
a caixa d'água: Cruzeiro e Itambé

Tempo bastante fechado, enquanto nos abastecíamos, o chuvisco retornou! Tratamos logo de retomar a caminhada. A trilha em aclive acentuado mergulha na mata da encosta. Primeiros passos e o que era apenas um chuvisco engrossou de vez! Desceu mesmo uma boa pancada de chuva, suficiente para uma boa molhada geral. Prosseguimos mata adentro até nos despontar em pasto sujo, já bem próximos ao paredão Oeste da Serra do Lobo.

Embora a nebulosidade e chuva fina guardem seus encantos, o tempo estava desanimador para aproveitar o didatismo da Serra do Lobo, pois não se via muita coisa pelos arredores. E fazia frio, com um ventinho amolante! Beirando uma cerca velha, nos aproximamos do paredão. Iniciamos a passagem inicial, que de tão íngreme torna-se uma escalaminhada.

Com cuidado subimos as rochas lisas da encosta. Trilha discreta, próximo das 10h00 chegamos ao ponto de onde sai a trilha para o Pico do Cruzeiro, mais ao Sul da Serra. Como não se via nada, apenas informei e nem cogitamos ida até lá! Prosseguimos a Norte-Nordeste por trilha discreta rumo ao Pico do Itambé. Em poucos minutos chegamos ao degrau que antecede seu amplo cume! Mais alguns metros e chegamos ao cume do Itambé de Itambé do Mato Dentro. Com altitude superior a 1.600m, justamente do ponto culminante de toda a Serra do Lobo não tínhamos visual algum!

Um pouco desanimados com o clima seguimos pela trilha discreta que em suave declive desce o Itambé no rumo Norte. Trecho que mistura campos e lajeados, passamos por belíssimos exemplares de canelas de ema gigantes! Adiante, a declividade se acentuou e a discreta trilha foi sumindo de vez. Com aquele clima, seguimos mantendo o rumo sem trilha consolidada. O jeito foi tocar direto para a grande Lapa da Serra do Lobo, porque pelo menos lá poderíamos nos abrigar daquele clima chuvoso e fechado.

Pouco após 10h30 da manhã chegamos à Lapa. Analisamos a situação e definimos que ali armaríamos nosso acampamento, afinal com o clima naquelas condições não fazia sentido prosseguir; pois "perderíamos" toda a beleza da Serra. Também não fazia sentido encerrar a pernada e ir inventar moda pros lados de Cabeça de Boi, afinal havíamos programado acampar na serra! De toda forma, em muitos anos de trilhas e travessias, talvez esta tenha sido a ocasião em que definimos acampar em horário incomum e mais cedo de todos os tempos!

Discreta e até imperceptível a muitos que passam pela Serra, a Lapa da Serra do Lobo é formada por gigantescos blocos rochosos. Com facilitado acesso ao Leste, no seu interior irregular deposita finíssima camada de areia em alguns pontos, locais excelentes para se montar uma barraca. Para o Oeste há uma baita janela, por onde adentra sol e vento. Há ainda abrigo parcial formado pela inclinação negativa da rocha na borda Leste. Inclusive foi por ali que me defini!

Interior da Lapa:
Espaço amplo e arejado
(imagem de outra ocasião)

Na imagem parece pequena,
Mas a Lapa tem alto pé direito
(imagem de outra ocasião)

Fomos nos ajeitando e escolhendo os pontos, modos que, em pouco tempo estávamos com o acampamento armado! Ali era o único lugar abrigado na Serra do Lobo frente aquele clima enjoado. Inclusive ventava bastante! Porém, a confiança era que as condições climáticas melhorassem, pois aquela chuva era totalmente atípica e desmentiam as previsões do tempo na véspera!

Trocamos as roupas molhadas e ficamos por ali feitos "meu Deus o que é isso"... Alguns nas barracas, outros espalhados... Sorte que o grupo era muito gentil e descontraído; e a maioria bem rodado e ciente dessas possibilidades! Enfim, muito papo fiado pra passar o tempo, pois tudo indicava que aquele seria um dia longo!

A medida que a hora foi avançando, o chuvisco foi diminuindo! Por volta das 14h00 o chuvisco cessou e o tempo lentamente começou a limpar! Próximo das 15h00, o sol já brilhava entre nuvens! Mais um tempinho e belíssimo fim de tarde baixou geral na Serra do Lobo!

Fofinho

Aliviado pela mudança, convidei os amigos para darmos uma volta nos arredores, inclusive retornar ao Pico do Itambé. Localizado ao Sul da Lapa, quando passamos por lá não foi possível ver nada. E o visual desde o Itambé é único e espetacular! E aquela seria oportunidade imperdível!

No topo do Itambé

Fomos retornando encosta acima maravilhados com as plantas que existem por ali. As cores e formas fazem da Serra do Lobo é um jardim incrível; de rara beleza! As canelas de ema floridas formavam tapetes enormes! Saímos do arremedo de trilha e nos deslocamos alguns metros até a borda Oeste da Serra. Lentamente fomos vencendo o aclive suave, alternando paradas para contemplação!

Fotos não conseguem captar
tamanha beleza!


Até que chegamos ao topo do Pico do Itambé de Itambé do Mato Dentro! Que visual incrível! A chuvinha daquela manhã deixou o tempo limpo pela tarde! Podíamos então observar e identificar as principais formações do relevo dessa porção do Espinhaço; desde o Pico do Itambé (do Serro) até a região do Caraça! Nenhum outro ponto do Espinhaço essa observação é tão clara e nítida! De fato, o Itambé de Itambé do Mato Dentro é um campo escola em matéria de observação!

Rumo Norte-Nordeste:
Sequência da Serra
Pontinha do Itacolomi

Permanecemos no Itambé até o por do sol; quando de modo alternado fomos retornando para nosso acampamento na Lapa. Aquele fim de tarde foi marcante; e até surpreendente para alguns de nós! Em poucos minutos vencemos o declive e chegamos à Lapa. Daí em diante os atos normais de um acampamento; seguido por uma noite tranquila e reparadora!

Relato Dia 2

Aquele domingo amanheceu parcialmente nublado. Como a quilometragem do dia não era alongada, somente deixamos a Lapa da Serra do Lobo após 9h00 da manhã. Embora pudéssemos deixar a Lapa pelo Oeste, preferimos o contorno das rochas a Leste, pois a Oeste há um degrau e uma passagem sob rocha que sem necessidade dificultaria nossa transposição com cargueiras.

Trilha discreta, que cruza a drenagem e se dirige para as rochas, galgando degraus e ascendendo um trecho mais inclinado. Fui à frente para observar se seguiríamos por ali ou pela outra passagem. Como estava limpa, avisei os amigos e sem dificuldades vencemos o trecho. Saímos no platô que margeia a costa rochosa então à nossa direita. É um conjunto impressionante, com espetacular visual a Leste!

Graúdas

Muito graúda!

Em suave declive vamos margeando o rochoso. Alguns sinais de pisoteio surgiram, mas sem continuidade; sinal que o trecho é pouco visitado. Mais abaixo há duas opções de passagem: a primeira mais próxima do rochoso; e a segunda mergulha declive abaixo indo transpor a drenagem no fundo do selado. Teríamos um pouco de trabalho, uma vez que qualquer uma das opções estava bem suja.

Como nos velhos tempos, decidi pela primeira. Para isso cruzamos a suja drenagem e a encosta oposta, tendendo à esquerda. Em poucos metros mais abaixo saímos em terreno mais aberto. Em declive por afloramentos nos dirigimos ao ponto de passagem abaixo; local onde no tempo das águas corre um fio d'água. Esse ponto também é o encontro com uma trilha que corta a serra no sentido Leste-Oeste.

Interceptada a trilha, tomamos a encosta em suave aclive. A trilha por ali é bem formada, porém rodeada por mato alto. Na dianteira e com aquele sol embaçado, fizemos breve parada para aglutinação e descanso pouco após 10h15. Em pouco mais de 10 minutos retomamos a pernada pelo aclive suave e trilha bem marcada.

A trilha tende a Nordeste e aproximamos de um morrote. Ignoramos a discreta saída à direita que desse a Serra no rumo Leste e seguimos bordejando o morro pela sua esquerda. Cruzamos uma capoeirinha e uma drenagem; onde novamente corre água no verão. Logo a frente cruzamos uma cerca, ignorando a discreta trilha que também desce a Serra no rumo Leste.

Percorremos um trecho relativamente plano, com afloramentos espaçados e belos exemplares de canela de ema. Esse é um bom lugar para pernoite; e era ali que pernoitaríamos caso não tivesse chovido no dia anterior. Prosseguimos e tínhamos a frente outro pequeno cume. Por trilha batida subimos um curto trecho íngreme e fizemos o contorno mais pela direita, de onde tivemos lindo mirante Leste.

Em declive passamos a deparar com grandes exemplares de canela de ema! Prosseguimos pela crista intermediária sempre rodeados por esses belos exemplares. É uma floresta mesmo! Não é exagero afirmar que, em todos os arredores da Serra do Cipó, é ali, na Serra do Lobo que encontramos os exemplares mais expressivos do gênero!

Prosseguimos pela discreta trilha embasbacados com tamanha beleza nos arredores. Passamos por discreto morrote de afloramentos e ignoramos a antiga e quase apagada saída a Leste que desvia do Itacolomi. Nos mantivemos na trilha mais batida, que em curto declive nos deixa cada vez mais próximos da íngreme encosta do Pico. A encosta é misteriosa, não apontando rota óbvia para vencê-la!

Subindo a encosta do Itacolomi
Ao fundo, Posses e Ernesto

Mas a trilha discreta cruza as canelas de ema e num vai e vem, galgando rochas se encaminha por uma passagem na encosta. Há pontos com degraus e beira rochas. Com cautela vamos vencendo o trecho pelas passagens mais expostas e apertadas. Cruzamos o Portal da Serra e pouco acima um último lance de degrau para chegarmos à bifurcação do topo do Itacolomi em torno de 11h45 daquela manhã.

Parcial da Serra

Paradinha para aglutinação e parte de nós tomou a apertada trilha da esquerda, que numa espécie de espinha de peixe nos levou em poucos minutos ao Pico do Itacolomi de Itambé do Mato Dentro. Aliás, o topo do Itacolomi é bem pequeno, com despenhadeiros em todas as direções. Dali é possível observar em detalhes toda a Serra do Lobo, bem como a rota percorrida. Pelos arredores, destaque para o arraial de Cabeça de Boi bem abaixo, à Oeste. Em plano superior, toda a parte alta do ParnaCipó pode ser observada! O dia não estava aberto, ao contrário haviam nuvens carregadas nos arredores. Mesmo assim, a vista desde o topo é incrível...

Desde o topo do Itacolomi:
Cabeça de Boi lá embaixo

Após uma meia hora no topo retornamos à bifurcação metros abaixo aonde o restante dos amigos nos aguardavam. Aglutinados fomos descendo a íngreme trilha pela encosta do Itacolomi através da sua via normal. É uma trilha recheada de rochas, degraus e cascalho. A certa altura a declividade diminuiu e novamente chegamos a outra bifurcação.

Fizemos uma parada para aglutinação e tomamos a trilha que segue pela Serra do Lobo; pois a saída à esquerda nos levaria diretamente para o arraial de Cabeça de Boi. Seguimos em trilha batida que agora em suave declive percorre a Serra. Observamos com clareza as bandas da Cachoeira da Vitória lá embaixo. Cruzamos uma cerca velha pelo campo e prosseguimos no sentido Leste. Como o sol num estava para brincadeira, pouco após 13h00 fizemos uma paradinha nas raras sombras do trecho de então!

Uns 20 minutos depois retomamos a caminhada. A declividade vai diminuindo e com isto a vegetação vai se modificando, surgindo árvores mais frondosas. A trilha toma o rumo Nordeste em definitivo. Logo mais abaixo passamos por uma drenagem rochosa; ponto que no verão corre uma aguinha. No trecho uma serpente pequena assustou alguns...

A trilha se estabiliza e segue acompanhando um capão de mata pela sua direita. Vamos seguindo em grupos. Logo à frente cruzamos uma cerca e observamos nosso resgate já a nossa espera na estradinha que liga a cidade a Cabeça de Boi. Mais uns poucos passos e pontualmente às 14h15 atingimos o nosso resgate!

Ali foi só ajeitar as tralhas e embarcar. Sacolejamos na estradinha até Itambé do Mato Dentro, aonde forramos o estômago num bom almoço no Restaurante da Claudene. Pouco após 15h30 deixamos a cidade rumo a BH, aonde chegamos por volta de 18h30!

Sem pretensões, esse trekking nos mostrou mais uma vez que "tamanho nem sempre é documento". A Serra do Lobo não é grandiosa em altitude ou quilometragem, mas guarda um lista de tesouros naturais que vale cada esforço para vivenciar. Juntamente aos amigos, foi um privilégio poder retornar a essa joia do Espinhaço! É um lugar único e extraordinário, surpreendente a cada volta!

Serviço

A Serra do Lobo é uma das mais belas formações no Espinhaço Sul. Está localizada nas imediações do Arraial de Cabeça de Boi, município de Itambé do Mato Dentro; limitando ao Sul com o município de Itabira; região central de Minas Gerais. A Serra é também o principal símbolo natural de Itambé. Seus dois principais picos - O Pico do Itacolomi e o Pico do Itambé são marcas da cidade.

A despeito da sua curta quilometragem de apenas 14 km, inclusos acessos iniciais, a Travessia da Serra do Lobo apresenta dificuldades específicas, como ausência de trilhas consolidadas em alguns trechos, aclives e declives acentuados, bem como cascalho, rochas e degraus; que em alguns pontos requerem pequenas escalaminhadas. Pode ser realizada em ambos sentidos e em apenas um único dia. Porém afirmamos que um pernoite na Serra do Lobo é algo surreal.

O grande destaque da Serra do Lobo é sua formação mais à Leste da vertente principal do Espinhaço. Esta posição possibilita observar e identificar pontos de interesse em vasta região do Espinhaço Sul que vai desde o Itambé (do Serro) ao Norte; até a região do Caraça ao Sul. É portanto uma serra estratégica e didática.

Além dos cumes tradicionais, compõem o cenário a enorme diversidade de plantas pela Serra, destacando a grande aglomeração de canelas de ema gigantes. Não é absurdo afirmar que, os exemplares de canela de ema gigantes da Serra do Lobo formam o conjunto mais expressivo da espécie em toda a região do entorno do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Distâncias Aproximadas - Cidade referência BH

BH x Itambé do Mato Dentro: 120 km (asfalto e terra)
Itambé do Mato Dentro x Cabeça de Boi: 12 km (terra)
BH x Distrito do Carmo: 110 km (asfalto e terra)
Distrito do Carmo x Mata Grande: 7 km (terra)

Como Chegar e Retornar - Cidade referência BH

De ônibus
► Ida: Viação Saritur até Distrito de Senhora do Carmo. Táxi ou a pé até Povoado de Mata Grande
► Retorno: Táxi ou a pé do km 5 da Estrada de Cabeça de Boi até Itambé do Mato Dentro. Viação Saritur até BH

Horários de ônibus escassos.  Trajeto via Ipoema. Também é possível ir e retornar via Itabira.

De carro:
► Ida: BR 381, LMG 776 estrada de terra municipal
► Retorno: estrada de terra municipal, LMG 776, BR 381

Necessário programar resgate, pois início e final se dão em pontos distintos e distantes.


Considerações Finais

► Áreas particulares: Respeitar locais. Manter porteiras fechadas. Não danificar cercas. Não é permitido fogueiras. Ao se aproximar do início da Travessia, solicitar autorização do Sr. Nenego para cruzar seu terreno.

► Logística de Acesso: Início e final da Travessia em pontos distintos e distantes. Necessário programar logística. Dependendo do modo escolhido a rota a percorrer à pé pode para chegar ao início da trilha; ou retornar ao final pode se alongar em vários quilômetros. Os acessos às localidades inicial e final se dão somente por estrada de terra, quase sempre em condições sofríveis, em especial no período chuvoso.

► Experiência em Trekking: Requerida

► Sentido e duração: A travessia pode ser realizada em ambos sentidos. Pode ser feita também em apenas um único dia.

► Atrativos Principais na Travessia: Cumes diversos, destacando o Pico do Itambé e o Pico do Itacolomi. Lapa da Serra do Lobo. Floresta de canelas de ema gigantes. Outro grande destaque do Serra é possibilitar o exercício da observação e identificação do relevo de amplo trecho do Espinhaço Sul.

► Trilhas 1: As trilhas são mistas, isto é, há trechos com trilhas amplas; porém há outros trechos mais fechados, antigos e até trechos ausentes. Há algumas bifurcações e saídas pela rota. Há aclives e declives, alguns acentuados. Há desfiladeiros! Há degraus e pontos que exigem escalaminhada simples. Sombreamento apenas no trecho inicial junto ao Povoado de Mata Grande.

► Eventual Camping: Natural.

► Infraestrutura: Não há pontos comerciais pela rota. Não há energia elétrica pela rota. Porém há sinal de telefonia celular em alguns pontos da rota.

► Água: Não há pontos perenes de água pela cumeada da Serra do Lobo. No período mais úmido que vai de outubro a março, é possível encontrar filetes de água em alguns pontos; em especial na área de influência da Lapa da Serra do Lobo e o rochoso adjacente.

► Época de realização: O melhor período para realização é de abril a setembro; que é a época mais seca na região. Entre outubro e março, em especial dezembro e janeiro, é comum ocorrências de chuvas mais fortes ou tempestades na região. Não há cursos d'água importantes a serem cruzados. Mesmo no período do inverno não é comum fazer frio na região.

► Segurança 1 - Escape: basicamente se restringem a retorno ao ponto inicial; ou adiantar-se para o ponto final. Outros opcionais podem ser utilizados, como descida antecipada para Cabeça de Boi após a Lapa da Serra do Lobo; ou após o Pico do Itacolomi. Tenha em mente que em circunstâncias adversas os deslocamentos podem ser longos. Não há estrutura de busca e resgate na região ou nos arredores. Há sinal de telefonia celular em alguns poucos pontos da rota. Obviamente não há terminais telefônicos.

► Segurança 2 - Vestuário: prefira utilizar calças e camisetas com mangas longas. Isto oferece maior proteção frente à vegetação e eventuais insetos; além de minorar a ação do sol.

► Segurança 3 - Ambiente: Ambientes naturais abrigam insetos e animais selvagens ou peçonhentos. Isto é normal. Portanto, seja ao caminhar ou ao se sentar esteja sempre atento. Ao manusear vestuário e equipamentos verifique com atenção se não há presença de animais ou insetos. Também esteja atento quanto a presença de animais selvagens de grande porte; evitando assustá-los.

► Cash: comum utilização de Pix e CC na região.

► Carta Topográfica: Conceição do Mato Dentro


► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto


Bons ventos!

Postar um comentário

Gostou? Deixe seu comentário, pergunta ou sugestão (0)

Postagem Anterior Próxima Postagem