Altamira a São José da Serra: travessia marcante pelo Espinhaço Mineiro!

Bucolismo no Vale da Lagoa Dourada
A Travessia Altamira a São José da Serra é uma rota bastante conhecida nos Arredores do Parnacipó. Percorre áreas nos municípios de Nova União e Jaboticatubas; um trecho significativo do Espinhaço na região Central de MG.

O ponto alto da Travessia é o monumental Vale da Lagoa Dourada; que é serpenteado pelo Rio Jaboticatubas e rodeado pela Serra da Lagoa Dourada.

Após rasgar o Vale da Lagoa Dourada, o Rio Jaboticatubas despenca em direção a um pequeno cânion formando uma bonita cachoeira; um dos conjuntos mais interessantes dos arredores do ParnaCipó!.

Essa travessia percorre trechos da Travessia Altamira-Lagoa Dourada-Parnacipó (Leia aqui). A diferença entre os trajetos é que após o Vale da Lagoa Dourada a trilha se bifurca.

Enquanto a saída discreta e quase apagada à direita prossegue até o Parnacipó; a bem marcada saída à esquerda segue para o Distrito de São José da Serra. Foi esse trajeto que percorremos nos dias 14 e 15 de junho último...

Rota realizada e disponibilizada no Wikiloc
Além de possibilitar estudar e visualizar a região, você poderá baixar este tracklog (necessário se cadastrar no Wikiloc); e inclusive utilizá-lo no seu GPS ou smartphone (necessário instalar aplicativo). Recomendamos que utilize esta rota como fonte complementar dos seus estudos. Procure sempre levar consigo croquis, mapas, bússola e outras anotações que possibilitem uma aventura mais segura. Melhor planejamento: Melhor aproveitamento.
Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Rota em duas partes:
A primeira inclui parte da estrada de acesso, passa por Altamira e segue até a Cachoeira da Lagoa Dourada. A segunda vai da Cachoeira da Lagoa Dourada até São José da Serra. Fiz esta divisão porque muitos realizam bate e volta na Cachoeira Lagoa Dourada; e assim poderão utilizar-se somente do trecho desejado.


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Relato Dia 1


Naqueles dias o Brasil estava a mil com a Copa do Mundo: tudo e todos só falavam desse assunto! Escapando desse burburinho, deixamos Belo Horizonte naquele sábado de sol e nos dirigimos para o Arraial de Altamira, município de Nova União.

Com apenas uma parada na rodovia BR 381 para um rápido café, às 9h30 da manhã desembarcávamos no início da trilha, a aproximadamente 4 km após o arraial de Altamira.

O ponto do desembarque foi na estradinha que liga Altamira à Mutuca- Cachoeira Alta, outro atrativo bastante conhecido naquela região. O tempo estava parcialmente nublado e o o chão um pouco úmido devido aos chuviscos da noite anterior...

Imagem à direita nas proximidades do início da Travessia
O ponto correto e inicial dessa Travessia é na estradinha um pouco antes da ponte de concreto que cruza o Rio Preto; e que muda o curso da estradinha para o lado esquerdo do rio.

No local há uma porteira do lado esquerdo da estrada, poucos metros antes de uma residência também do lado esquerdo. Já do lado direito há uma espécie de "ponte pênsil caseira" partindo do lado direito da estrada.

Atualização Jun 2018: Atualmente não mais aconselhamos utilizar esse ponto como início dessa Travessia. Devido à má utilização do trecho o proprietário proibiu passagem.

Começamos então a pernada passando pela cerca ao lado da porteira trancada à esquerda da estrada. Já de cara uma subida por uma estradinha precária que leva até um sítio logo acima.

Ao nos aproximar do sítio com plantação de bananeiras ignoramos a sua saída à esquerda. Tomamos a direita na trilha mais discreta e seguimos em aclive beirando uma cerca de arame. Em poucos metros passamos a margear uma matinha pela direita.

Em aclive, a trilha marcada levou-nos até um porteira, na base da mesma matinha; que pende ainda mais para a direita. Após cruzar a porteira demos uma guinada de 90 graus para a direita (norte).

Também em aclive passamos sobre algumas lajes de pedras em meio a arbustos, com a trilha se estabilizando logo a seguir. Do início da trilha até esse ponto perfaz aproximadamente 1 km e esta seria a única grande subida dessa Travessia.

Trecho sem erros, adiante passamos por um ponto de água, quando fizemos uma parada para descansar e beliscar de algum alimento.

Caminhada retomada, seguimos pela trilha batida, permeando campos e capoeiras. Cruzamos outra porteira, contornamos um morrote pela direita e logo chegamos a uma mata mais densa.

Tentei adentrar por um atalho para abreviar uma curva, mas o mato estava muito fechado. Assim, passamos pela trilha batida dentro da mata em leve declive, até chegarmos às 11h20 a um outro ponto de água na saída da mata.

Visual sul mostrando o trecho percorrido mais à direita
À esquerda, arredores do Pico Montes Claros
Adiante, trilhando entre arbustos emergimos em leve aclive por uma área de campos. Após a trilha se estabilizar há uma bifurcação importante: a trilha mais batida à esquerda leva para o alto da Serra da Lagoa Dourada.

E foi esta que erradamente caminhamos por alguns metros, até que percebendo o erro alertei ao Rodrigo de que teríamos que seguir pela direita.

Mudamos a direção cortando os campos em busca da discreta trilha mais abaixo e à nossa direita. Logo a interceptamos.

Passamos logo adiante por nova matinha e novo ponto de água, dessa vez mais volumoso. Este é o córrego formador da Cachoeira do Marimbondo na encosta direita inferior no sentido do vale do Rio Preto.

Cruzamos o córrego e seguimos em suave aclive pela direita da matinha ciliar. Aos poucos entramos em área de campos, com o visual se ampliando. Ao galgar o morrote tivemos visual espetacular do pequeno Vale do Rio Preto adiante.

Vale da Lagoa Dourada ao cetro
Percorremos um trecho em declive rumo ao fundo do vale. Cruzamos o Rio Preto dentro da mata ciliar e começamos a subir rumo norte por campos.

Mais à frente ignoramos uma saída à direita que segue para o Vale do Rio Preto lá embaixo onde se encontra a parte inferior da Cachoeira Alta.

A trilha desgastada sempre no rumo norte nos permite belo visual das encostas da Serra da Lagoa Dourada à esquerda; bem como do conjunto do Montes Claros à direita.

Em aclive seguimos sem alterações, ignorando alguma saída de trilha de vaca, em especial para a esquerda. Assim, chegamos ao ponto mais alto de toda a travessia. É um local com visual privilegiado do trecho percorrido. Vale parar e olhar para trás...

Após o alto do morro, a trilha segue um pouco apagada em leve declive, dando mostras de que já nos aproximávamos da cabeceira sul do Vale da Lagoa Dourada.

Adiante cruzamos um leito seco e não demorou a despontar aos nossos olhos o belíssimo Vale da Lagoa Dourada. Marcava 14h00 e aproveitamos o incrível visual para um descanso. É simplesmente impossível não parar para contemplar esse majestoso lugar...

Após uns 20 minutos de descanso retomamos a pernada. Em suave declive, logo adiante há uma bifurcação. A saída à esquerda leva para o Vale; enquanto à da direita segue cortando o morrote em diagonal, levando ao sentido das Travessias que seguem para o Travessão, Braúnas e Currais.

Como alguns mais apressados seguiram pela trilha mais à direita, ignorei a saída inicial para o Vale, preferindo cortar o veio de mato na encosta direita adiante e aproveitar para coletar água. Chegamos ao ponto de água, nos refrescamos e após fomos descendo sentido Vale.

Passar pelo ponto de água naquela altura não foi uma boa escolha, pois tivemos que enfrentar um forte declive para interceptar a trilha mais abaixo. Mas com calma fomos vencendo...

Atingida a rota normal seguimos descendo em blocos em direção à trilha cascalhada que segue para o Vale da Lagoa Dourada. Nesse trajeto, alguns (Fábio Ribeiro e Jonas) foram picados por marimbondos que estavam às margens da trilha. Fato perigoso, porém engraçado e que rendeu muitas risadas...

A mirrada queda d'água à nossa direita: forte estiagem
Vencido o trecho da cascalheira paramos para descanso no fundo Sul do Vale da Lagoa Dourada. É um lugar amplo, gramado, com água nos arredores e até uma pequena cachoeirinha.

Retomada a caminhada seguimos por curto trecho de trilha pela pela margem direita do Rio Jaboticatubas. Como o terreno foi ficando mais pantanoso preferimos mudar de margem.

Cruzamos o Rio Jaboticatubas através de uma passagem simples pulando pedras. Estabilizados seguimos em bom ritmo pelo vale no sentido Norte.

Nessa parte ainda no fundo Sul do vale a trilha alterna trechos batidos com outros totalmente apagados e encharcados. Assim, não teve jeito: tivemos que cruzar outro trecho de brejo para logo emergir em local seco e plano, repleto de gramíneas, um lugar tentador para pernoite...

Observamos do outro lado do rio na pirambeira leste a pequena e tradicional queda d'água, mirrada pelo tempo seco...

Acampamento nas proximidades da Cachoeira da Lagoa Dourada
Chegamos vindo do sul, daquelas serras ao fundo
Após novo descanso, como nosso objetivo era chegar à Cachoeira da Lagoa Dourada, retomamos a caminhada.

Encaramos novo trecho pantanoso, local em que o Anderson preferiu passar em solo seco mais pela esquerda (recomendável). Após essa passagem a trilha se estabilizou e tornou-se bem mais marcada.

Porém engana-se quem imagina que cruzar o Vale da Lagoa Dourada sentido sul-norte seja um trecho curto. Ao contrário, é bastante longo, algo próximo dos 4 km...

Além disso, mesmo com a caminhada tranquila, estávamos um pouco cansados. Alguns sentiam os joelhos desde a descida da cascalheira.

Assim, seguimos resistindo à tentação ao passar por inúmeras e belas áreas propícias para acampamento. Por volta de 17h00 cruzamos o Rio Jaboticatubas pouco acima da Cachoeira da Lagoa Dourada e chegamos no local do nosso pernoite!

O local de acampamento na Lagoa Dourada fica nas imediações da Cachoeira do mesmo nome, é relativamente plano e abrigado. É um lugar muito bonito, pois se vê grande parte da extensão do Vale, rodeado pelos morrotes característicos do Espinhaço! Além disso, a presença do Rio Jaboticatubas e a Cachoeira da Lagoa Dourada coroam o lugar de modo espetacular!

Rapidamente montamos acampamento e alguns ainda foram se banhar, apesar do frio e da água gelada do Jaboticatubas. Nesse intervalo, aproveitei e troquei ideias com outros aventureiros que estavam por lá!

Com a chegada da noite, fizemos nosso jantar coletivo e ficamos de bobeira papeando e curtindo a noite de lua cheia, apesar da fina nuvem que teimava em embaçar o céu...

Relato Dia 2


A Cachoeira da Lagoa Dourada com pouca água. Foto: Sol Mattos
Cânion do Jaboticatubas. Ao fundo, região de São José da Serra (oeste)
O domingo amanheceu com céu parcialmente nublado, mas aos poucos foi se abrindo. Tínhamos um bom tempo para curtir a Cachoeira da Lagoa Dourada e seus arredores...

Enquanto o Fernando e o Anderson sumiram por algum tempo explorando os arredores, nós outros preferimos nos contentar com os poços da singela cachoeira!

Recuperados pelo descanso e curtição, por volta de 11h30 desmontamos o acampamento. Beirando meio dia, sob um calor infernal tomamos a batida trilha sentido São José da Serra.

Sem dificuldades na navegação e em ritmo tranquilo vencemos o trecho de leve aclive até o alto da Serra. Visual magnífico à oeste e ao sul... É possível observar até a cidade de Belo Horizonte, ao longe, mais à sudoeste...

Descendo para São José da Serra
Descida da Cascalheira. É possível ver trecho da trilha que leva ao arraial
Passamos pela discreta bifurcação que segue para o Parnacipó e começamos a descida em direção ao Distrito de São José da Serra.

Sem pressa, curtindo o visual e em blocos vencemos o trecho chato da descida em cascalho.

Por volta de 14h00 desembocamos na bifurcação trilha-estrada secundária que marca o final da pernada; cerca de 1h00 antes do combinado com o resgate.

Como estávamos adiantados, enquanto o grupo ficou descansando segui pela estradinha até a via principal que leva ao distrito para aguardar o resgate, pois havíamos mudado o nosso ponto de encontro.

Anderson aproveitou para fazer uma corrida-treino, apesar do sol de fritar os miolos...

Igrejinha no centro de São José da Serra - Foto: Sol Mattos
Já na bifurcação da estrada principal, beirava às 15h00 quando chegou nosso resgate. Embarquei e em minutos chegamos até o ponto do resgate. 

Ajeitamos as tralhas e embarcamos. Tomamos a estrada secundária e nos dirigimos até o Restaurante da Cristina; localizado na parte antiga do distrito de São José da Serra.

Alimentados, deixamos o lugar por volta das 17h00. Estrada e retorno tranquilos! Em torno de 19h30 já estávamos de volta à Belo Horizonte; renovados para mais uma semana de batente! Valeu a pena!

Serviço


Travessia ligando o arraial de Altamira, município de Nova União ao Distrito de São José da Serra, município de Jaboticatubas, cortando os vales entre a Serra do Espinhaço e a Serra da Lagoa Dourada.

Totaliza aproximadamente 31 km do arraial ao distrito, incluindo estradinha inicial e final.

Entretanto, estando em veículo ou com sistema de leva e resgate preparados e preferir caminhar apenas por trilhas, a distância cai para 24 km, pois tanto o trecho inicial (4 km), quanto o trecho final (3 km) são transitáveis por veículos, inclusive de passeio.

O relevo da região é o típico do Espinhaço: movimentado e com inúmeras formações rochosas. Já a vegetação é formada por campos rupestres e matas de galerias.

Novos e velhos amigos - Foto: H Júnior
A trilha é marcada por todo o trajeto, embora em alguns trechos esteja um pouco suja e quase desaparecendo.

Há dois trechos íngremes e com presença de cascalho na rota. O primeiro é na descida para o Vale da Lagoa Dourada. Já o segundo encontra-se na parte final na descida da serra para o Distrito de São José da Serra.

Uma variante para a realização dessa Travessia é seguir do arraial de Altamira diretamente para a Cachoeira Alta e de lá subir através de trilha à sua parte superior. Caminha-se então sentido leste e intercepta a trilha que vem do sul, próximo ao Rio Preto.

A outra possibilidade é partir de Altamira e atingir o Cruzeiro de Altamira. De lá segue rumo norte pelas trilhas do platô da Serra da Lagoa Dourada. Há ainda a possibilidade Via Pico Montes Claros.

Além da bonita paisagem e vários mirantes, o destaque dessa Travessia é o Vale da Lagoa Dourada. O amplo lugar é marcado pelos meandros do Rio Jaboticatubas, cuja parte final resulta numa queda muito bonita, a Cachoeira da Lagoa Dourada.

A cachoeira não possui grande queda, mas oferece um bom poço para banho. Após a queda principal as águas formam pequenas corredeiras e poços. Vertiginosamente despenca no pequeno porém profundo cânion, uma queda muito bonita.

Lá embaixo há um grande poção, resultado do encontro das águas do Jaboticatubas com outros dois córregos secundários espremidos pelas rochas. Embora o cânion possa ser atingido através de descida em meio às rochas, trata-se de uma passagem complicada e não recomendável sem equipamentos.

Distâncias


Belo Horizonte a Nova União: 60 km (asfalto)
Nova União à Altamira: 18 km (estrada de terra)
São José da Serra ao Km 87 da MG 10: 11 km (estrada de terra)
Km 87 a Belo Horizonte: 87 km

Como chegar e voltar - de ônibus

Cidade referência: Belo Horizonte

Ida: Coletivo da linha 4882 no Terminal São Gabriel até Nova União; desembarcando no Posto São Cristóvão, na Praça São Cristóvão → Coletivo Rural Transtatão até o Arraial de Altamira.
Volta: A pé ou táxi até o km 87 da MG 10 → Viação Saritur ou Viação Serro na rodovia MG 10 até Belo Horizonte.

► Em Nova União há apenas dois horários diários para Altamira: o primeiro saindo após 11 horas da manhã; e o segundo ao final da tarde, após 16 horas.
► Em São José da Serra há um coletivo rumo à Serra do Cipó, de seg à sex pela manhã. Aos sábados há dois horários, um no meio do dia; outro ao final da tarde. Aos domingos somente à tarde.
► Para frequências e tarifas de ônibus, consulte as empresas de ônibus.
► Para frequências e tarifas de ônibus metropolitano em Belo Horizonte, consulte o DER-MG

Como chegar e voltar - de carro

Cidade referência: Belo Horizonte

Ida: BR 381 até cidade de Nova União → Na Praça São Cristóvão seguir pela estrada de terra até Altamira → Continuar pela estrada sentido Altamira de Cima, seguindo até o ponto conforme descrito no relato. 
Volta: Estrada de terra de São José até o km 87 da MG 10 → MG 10 da Serra do Cipó até Belo Horizonte.

► Atente-se que início e final se dão em pontos distintos e distantes. Programe o seu traslado in/out boca da trilha.

Considerações finais


► É uma Travessia que não apresenta dificuldades técnicas ou de navegação, portanto é ideal para aqueles que desejam migrar do sistema bate e volta para as Travessias, se ambientando com acampamentos. Porém fique atento: se não possui experiência em caminhadas mais longas; transporte em cargueiras e orientação, não vá realizar esta travessia sozinho. Procure alguém mais experiente para acompanhá-lo; ou contrate um guia; ou procure praticar mais antes de encarar a rota desacompanhado.

► Compensa fazer essa travessia com pernoite. A razão é simples: o lugar é muito belo e em dois dias possibilita maior curtição dos atrativos, em especial a Cachoeira da Lagoa Dourada.

► Atente-se para o horário do início da caminhada. Para realizar uma caminhada sem correrias, chegar e pernoitar nas imediações da Cachoeira da Lagoa Dourada, é recomendável que inicie a travessia no máximo às 10h00.

► Caso dependa exclusivamente do ônibus para chegar à Altamira, saiba que somente chegará ao arraial por volta de 12h00; tendo ainda que encarar mais de 3 km de estradinha vicinal até chegar no ponto do início da Travessia.
Neste caso, é recomendável que o caminhante seja ágil e faça somente paradas curtas. Mesmo assim, somente chegará à Cachoeira da Lagoa Dourada entre 18h00 e 19h00.
Caso não seja possível chegar ao lugar com o dia claro, é possível acampar em vários pontos do vale da Lagoa Dourada, pois como o nome indica, é um lugar plano e com rio em toda a sua extensão.

► Há abundância de fontes de água pelo trajeto. Porém fique atento, pois em época de estiagem muitas das fontes podem secar. Há também pouca sombra pelo trajeto, portanto, proteja-se!

► Não há sinal constante de telefonia móvel pelo trajeto. 

► No arraial de Altamira há pousada simples. Próximo à Cachoeira Alta há camping. Em São José da Serra há vários bares, restaurantes e pousadas.

► Confira algumas Dicas Básicas para a prática de atividades outdoor.

► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons ventos!
Última atualização: Jun 2018

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