sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Pedra da Campina em Alagoa, MG: matando saudades!

Visual leste desde o topo da Pedra da Campina
Serras do Ouro Fale e Mitra do Bispo
O pequenino município de Alagoa está localizado no Sul de Minas Gerais, a 450 km da capital Belo Horizonte, bem próximo à divisa dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Encrustado na Serra da Mantiqueira, nos arredores do município estão as terras do famoso Parque Nacional de Itatiaia, bem como do Parque Estadual da Serra do Papagaio, que engloba parte do município. É o núcleo urbano mais elevado das Terras Altas da Mantiqueira, sendo o primeiro a ser banhado pelas águas do Rio Aiuruoca, cujas nascentes se encontram no Planalto do Itatiaia. Baseado nessa localização dá pra imaginar um terreno fértil para o Montanhismo...

Os quase três mil moradores do município levam um modo de vida bastante pacato, aquele típico mineiro do interior, certamente fruto do isolamento provocado pelas montanhas da região. Isto fez com que várias serras locais somente tenham sido 'descobertas' recentemente, apesar de figurarem em listas com altitudes consideráveis pelos padrões brasileiros. Das suas terras, é possível obter visuais fantásticos da Parte Alta da Mantiqueira, desde Marins até a região do Itatiaia ao sul; bem como de toda a crista do Careta e Papagaio ao Norte. É um mundo em possibilidades, ponto de passagem da Transmantiqueira e suas ramificações...

Os principais atrativos no município são serras e picos. Destaque para o Pico do Garrafão (ou de Santo Agostinho); Pico do Chorão, Mitra do Bispo e as serras que os interligam. Na região é possível realizar várias Travessias, como Alagoa-Baependi; Alagoa-Aiuruoca; Itamonte-Alagoa; Alagoa-Carvalhos; Alagoa-Santo Antonio do Rio Grande. Em meio à esses atrativos mais conhecidos, há muitos outros pontos de particular interesse. Um desses é a Pedra da Campina, uma rocha que, apesar da baixa altitude, possibilita belo visual de grande parte do município.

Pedra da Campina vista da estradinha Alagoa-Aiuruoca
Ao fundo, a Serra do Paiol, divisa com Baependi
A Pedra da Campina é uma rocha irregular, com algumas falhas, de onde brotam árvores, arbustos, bromélias, orquídeas, samambaias e uma infinidade de capim gordura. Aliás, esse capim é muito comum na região. Creio que o nome deve-se à espécie de “gordura” que o capim produz quando é manuseado e que agarra na pele da gente, assemelhando à gordura animal. Muito apreciado pelo gado, principal fonte de renda na região, resulta na produção de um “leite gordo” pelas vacas, por isso esse capim é amado pelos fazendeiros e sitiantes mais tradicionais. No final do outono, esse capim produz uma florada de tom arroxeado, muito bonito.

Foi nas proximidades dessa rocha que passei minha infância e adolescência. Como morador da localidade, cerca de 2 km abaixo da Pedra da Campina, lembro-me do terror que alguns mais velhos faziam conosco quando ainda éramos crianças, dizendo que um dia aquela pedra iria “deitar” sobre todo o vale, matando a todos! Lembro-me ainda de certa ocasião em que houve um incêndio na sua base, resultado de uma queimada de um roçado para plantação. O fogo subia feito raio pelo capim gordura presente em sua face. A pedra chorava, literalmente. Fazia um barulho muito alto e confesso que o meu coração ardia de dó ao ver aquela cena. Foi terrível!

Apesar da proximidade e de estar várias vezes durante o ano na região, havia uns 20 anos que não botava o pé no topo dessa pedra. Quando voltava à região em visita aos familiares, pensava em ir até o seu topo novamente, mas o tempo voava e acabava deixando para outra ocasião. Sabe como é, próxima de casa, fácil acesso... Sempre que a via novamente, revivia em minha memória cada pedrinha ou raiz de pinheiro araucária que havia na trilha que levava até à pedra. É aquela saudade de criança, época que rodávamos toda a região atrás de brincadeiras, frutas silvestres ou mesmo por pura aventura de “ver o que tinha em dado lugar”!

Assim, ao voltar na localidade no mês de julho de 2012, resolvi tirar uma tarde de domingo para ir à Pedra da Campina. Era o dia 29 de julho, um lindo dia de inverno, daqueles em que o sol se mostra de verdade. Saí de casa por volta de 13h00, após o almoço, apenas com uma mochila de ataque, levando água e uns petiscos. A fácil e tranquila trilha de acesso se inicia na estradinha de terra Alagoa-Aiuruoca bem em frente e à esquerda da escolinha rural (hoje desativada), de nome Escola Municipal Monoel Olímpio Monteiro. Foi nesta escolinha há mais de trinta anos que eu aprendi a ler e a escrever com minha Mãe e minha primeira professora.

Moita de bambu e Pedra ao fundo
A trilha segue fácil e demarcada, à beira da velha cerca de arame farpado, muito nítida no pasto, com uma fila de araucárias à direita, que inclusive as vi crescer. Uns 200 metros adiante atravesso uma porteira e junto a ela um rego d’água, que costuma secar no inverno. A trilha continua um pouco desgastada e poucos metros adiante atravesso mais uma cerca de arame. Ao atravessar essa cerca já é possível sentir a energia da Pedra, grandiosa e imponente bem à sua frente. À esquerda, há sinais de um antigo mangueiro de criação de porcos; uma bela moita de bambu gigante e um pé de jabuticabeira mais adiante.

Já bem próximo à Pedra
Cacho de amora: bem docinha
Uns 500 metros adiante atravessei outra cerca de arame farpado e ainda levei um arranhão. Atravessando-a cheguei a uma trilha bem maior e mais larga, que hoje passa até automóvel e é um caminho de acesso a vários sítios na região. Tomei então essa estradinha à direita e segui por cerca de mais uns 500 metros. Após uma pequena subida, defronte à um sítio do lado direito, virei 90 graus à esquerda numa subida um pouco mais íngreme, inclusive alguns tijolos foram colocados no piso da estradinha, certamente para facilitar a passagem de veículos. A trilha-estradinha segue margeando a borda norte da Pedra da Campina. Vejo ao lado esquerdo um pé de amora espinheira, com um cacho madurinho. Não resisti e foi saboreá-lo. Que delícia! Comi até as mais verdinhas! Nesse ponto, há um curral com um rancho à direita.

Já quase no final da subida, onde há sinais de uma antiga porteira aproveito para descansar um pouco e me hidratar. Fico por mais de meia hora contemplando as serras da região e o belo vale, quando retomo a caminhada, subindo à esquerda!

Hora do descanso: Serra do Ouro Fala ao fundo.
É possível ver a estradinha na curva da Dona Lurdinha
Logo cheguei a uma casinha, antiga residência do Sr. Zé Moreira, já falecido. Me lembro que esse Senhor fazia aqueles pilões de madeira e era especialista em trabalhar legítimos cabos de ferramentas de guatambu! Atualmente é uma residência de fim de semana. Antigamente, nesse local haviam muitos pés de jabuticaba. Fiquei alguns minutos relembrando o tempo velho. Passada esta casinha, desci um lance de uns 100 metros por uma trilha bem demarcada que leva à algumas residências acima, nas localidades chamadas Morro e Brejo Grande. Nesse ponto, a Pedra da Campina já ficou para trás, então já estou atrás da pedra, por onde atacaria o seu topo. Assim, deixei a trilha, cruzei uma cerca de arame, passei embaixo de umas araucárias e segui morro acima, numa subida íngreme, em linha reta pelo pasto, sem trilha demarcada. E assim, após 40 minutos de caminhada (descontadas as paradas), cheguei ao seu topo, no lado mais ao norte.

Lados de Aiuruoca: Serras da Guapiara, Tamanduá e Nogueira à Nordeste.
Ao centro, arraial de Campina - Aiuruoca
Serra da Campina, PE da Serra do Papagaio
Por uns cinco minutos permanecei apenas contemplando o visual espetacular e tão familiar. Não pensei em nada. O silêncio do lugar, quebrado apenas pelos cantos dos passarinhos, pelo vento suave nas árvores e no capim eram meus companheiros. Foi uma volta linda. Caminhei em direção ao ponto mais elevado no sentido sul para apreciar as serras da região. O topo da pedra é relativamente plano. Curiosamente, em cima da Pedra da Campina não há rocha aparente. Nesse pedaço de terra não há nem uma pra remédio. Apenas um pasto de onde se vê á leste as serras do Ouro Fala e suas divisões Toca Grande, Conquista e Morro do Gambá, à esquerda; à direita a Mitra do Bispo, com seus 2.200 metros de altitude.

Serrado Grafite, Pedra do Juquinha e Serra do Condado
Serra do Paiol à oeste, Parque Estadual da Serra do Papagaio
A nordeste, contemplei as serras do Nogueira, Tamanduá e Guapiara. A norte os morros do Goulart, que tem o formato de um coração e a noroeste a Serra da Campina. Todas ficam no vizinho município de Aiuruoca. A Serra da Campina é formada por uma mata densa, com um rochoso no ponto mais alto. A oeste, imponente estava a Serra do Paiol, um rochoso bem elevado que seguramente deve ter bem mais de 2000 metros de altitude, e que divide os municípios de Alagoa e Baependi. Mais ao Sul e Sudeste, por entre as árvores, observei as serras do Paiolzinho, Borges, Condado, Pedra do Juquinha e Serra do Grafite, já no município de Alagoa. Todas lindas, muito lindas!

Permaneci no topo por mais de uma hora. O visual estava perfeito! Explorei a região, em especial a extremidade sul onde há uma mata bem formada. Constatei o que me disseram algum tempo atrás que havia ocorrido um incêndio naquele trecho. As árvores ainda possuem carvão nas suas cascas.

Por volta de três da tarde deixei o topo da Pedra da Campina tomando o rumo Sul. É uma descida curta, leve e suave pasto abaixo, sem trilha definida, passando ao lado do Morro da Canjerana. Passei acima de uma residência antiga da D. Conceição, que quando era criança costumava freqüentar. Não fui até lá.

Logo após atravessar uma cerca de arame, e depois mais uma, cheguei a uma trilha bem demarcada que é um atalho para aqueles que se dirigem da região para a cidade de Alagoa. Caminhando por cerca de 500 metros, sai no topo de uma ladeira, onde cruzei um quebra corpo e pude ver todas as Serras localizadas ao Sul/Sudeste: Serra do Paiolzinho, Condado, Pedra do Juquinha e Serra do Grafite, na divisa com Bocaina de Minas. A leste, a Mitra do Bispo; além da região do Parque Nacional do Itatiaia.

Parcial do lado leste, pros lados de Santo Antonio do Rio Grande
Exemplar de guatambu
Exemplar de candeia em floração
Desci a ladeira pelo pasto e ao chegar em uma bifurcação, tomei rumo à direita, passando abaixo de uma casinha que hoje se encontra fechada, onde na minha infância morava alguns amigos de escola. Me dirigi pela trilha no meio do pasto e logo adiante encontrei um local propício ao descanso, embaixo de uma árvore e próximo a um pequeno cupinzeiro "desativado". De frente para o leste e mesmo com o sol indo embora e a temperatura caindo, fiquei por cerca de uma hora admirando o vale! Aliás, belos exemplos de jacarandás, guatambus, candeias e muitas outras espécies circundam a região. Comecei a diferenciar os variados cantos de sabiás, trinca-ferros, tucanos, pintassilgos etc. Um bando de tico-tico ficou me rodeando! Tudo isso com a Mitra do Bispo à minha frente. Lá embaixo, no fundo do vale, descia tranqüilo o Rio Aiuruoca! Um mar de morros!

Parcial do Planalto de Itatiaia (zoom)
Nesse ponto, tentei identificar alguma serra pros lados do Parque Nacional de Itatiaia. Entretanto, é comum nos meses de julho e agosto, época do inverno e seca na região, o tempo ficar enfumaçado, atrapalhando o visual. Confesso que forcei os olhos, mas não consegui identificar com clareza quais as Serras daquela região eu via. Pelo destaque, direção e formato devem ser o Altar e Agulhas, porque logo mais à esquerda, sentido leste, há umas elevações que parecem ser a Pedra do Sino. A Pedra Furada não se tem dúvida!

Depois de uma hora mais ou menos, comecei a descer lentamente. Voltei à trilha embaixo da casinha de meu amigo de infância e fui descendo. Após algumas fotos, cruzei por um quebra corpo, onde à esquerda há um curral com gado e uma residência. Me dirigi à direita, no sentido da estradinha logo abaixo, tomando-a à esquerda para voltar à base da Pedra da Campina. Descendo a estradinha, passei ao lado de um outro sítio, com um curral, silos e uma espécie de chalé mais acima. Nesse local só existia pasto quando eu era criança! Não parei e continuei a caminhada, passando por uma matinha rala, onde antigamente havia muito barro preto daqueles que atolam e grudam, várias pés de ingá e minas d’água temporárias. Hoje é uma estradinha, ideal para 4x4.

Cheguei então à base da Pedra da Campina. Fiquei observando a imponência da rocha, com aquela grande quantidade de pedra de vários tamanhos e formatos no meio do pasto verde, como que se em priscas eras foram lançadas lá de cima. Fiquei lá por cerca de meia hora. Há várias e diferentes orquídeas no meio de matéria orgânica e pedras. Vários cliques, vou descendo e logo chego no ponto de deixar a estradinha, cruzar a cerca de arame à direita e tomar o caminho de volta pra casa pela mesma trilha do início, lá chegando por volta de 17 horas. Muito mais do que um ponto geográfico relevante, a Pedra da Campina é como se fosse parte da minha família. Desde que me vi por gente, ela estava lá, à minha frente. Então, voltar à esse lugar foi um resgate pra minha alma, um exercício para a minha memória. Voltei de lá mais leve, após 7 km de caminhada!


Serviço

A Pedra da Campina localiza-se no bairro rural de mesmo nome, 4 km ao norte da cidade de Alagoa e às margens da estradinha que liga Alagoa à Aiuruoca. Trata-se de uma rocha de uns 600 metros de comprimento e uns 130-140 metros de altura. Sua altitude gira entre 1300 e 1400m. Em seu lado Sul, apresenta uma pequena, mas robusta mata na íngreme encosta. Em sua base leste, o terreno é “forrado” por pedras menores, de tamanhos e formas variadas. À oeste, terras superiores sentido sopé da Serra do Paiol. Ao norte, um vale a separa da Serra da Campina.

Seu topo é relativamente plano, de onde é possível observar praticamente todo o município de alagoa e parte do município de Aiuruoca. É um belo mirante para se observar o leste, onde se localiza a Mitra do Bispo; além de possibilitar visualizar parte do Planalto de Itatiaia. O acesso é muito fácil, a partir da escolinha desativada do bairro. A trilha até o topo perfaz aproximadamente 3 km; e o retorno pode ser feito pelo mesmo caminho da ida; ou então, contornando a rocha pelo lado sul. É um excelente lugar para um bate e volta desprentensioso.

A Pedra da Campina se destaca no visual da região, principalmente por quem caminha ou transita pela estradinha de chão batido que liga a cidade de Alagoa à Aiuruoca. Ao despontar nesta estrada, na chamada curva do Zé Monteiro ou da D. Lurdinha (no interior de Minas, os acidentes geográficos costumam ter nome, normalmente o do morador mais próximo), vindo de Alagoa, o impacto visual é grande. Impossível não se impressionar com a sua imponência e beleza, apesar de não ter grande altitude.

Cidade/Região:

Alagoa é uma cidadezinha de 3 mil habitantes e aproximadamente 160 km² de área. Economicamente vive da agropecuária, sendo famosa pelo seu queijo tipo parmesão, o Queijo de Alagoa. Seu comércio é básico, bem como a sua rede de saúde e de serviços. Essa deficiência é compensada pela receptividade e simplicidade de seus moradores. Não possui hotel de grande porte no município, apenas algumas pousadas bem simples. Há na localidade de Campina, município de Aiuruoca, distante 5 km de Alagoa, o Camping Morro do Sol (telefone 35 9918-5605 / 3366-1457). Entretanto, dada à receptividade da população, é possível acampar em praticamente qualquer local da região. Isto até que um morador apareça e o convide para dormir na sua casa!

O Turismo no município, em especial o turismo de aventura, ainda é incipiente. Talvez pela proximidade do Parque Nacional do Itatiaia que polariza as atenções na região, bem como pelo acesso difícil, especialmente no período das chuvas. Com a efervescência de alguns pontos na região a partir de fins da década de 80, como a Região do Matutu, em Aiuruoca, um número maior de aventureiros passou a navegar pela região. Apesar disso, o número é ainda muito pequeno. Uma das iniciativas interessantes visando o desenvolvimento do Turismo na região é a Associação Terras Altas da Mantiqueira, que faz excelente trabalho em prol não só de Alagoa, mas de outras cidades vizinhas, como Itamonte, Aiuruoca, Itanhandu, Pouso Alto, Virgínia, São Sebastião do Rio Verde e Passa Quatro.

Alagoa é o município que possui a maior média de altitude da Região conhecida como Terras Altas da Mantiqueira. Destaque para os Picos da Mitra do Bispo (2200m de altitude) e o Pico do Garrafão ou de Santo Agostinho (2359m de altitude, 29° do Brasil, segundo IBGE). De ambos os picos é possível ver parte ou toda a região do Planalto de Itatiaia, Pico do Papagaio, Serra Fina e até o Marins-Itaguaré. Além desses, destaque para outras serras, como a do Paiol, Capoeirão, Condado-Paiolzinho-Grafite e Pico do Chorão, que é uma bela formação vista inclusive da cidade.

Possui também algumas cachoeiras, todas de pequeno porte. É a primeira cidade banhada pelo Rio Aiuruoca, famoso por ter sua nascente nos domínios do Parna Itatiaia. Importante salientar que o inverno é bastante rigoroso na região, sendo comuns temperaturas negativas ou próximas à zero.

Como chegar em Alagoa - Pedra da Campina

De ônibus

Ida - De Belo Horizonte:

Opção 1:
Expresso Gardênia, desembarcando em Caxambu. Em Caxambu Viação Sandra até Aiuruoca. Em Aiuruoca há um ônibus coletivo de segunda à sexta feira, às 14h30.
Opção 2:
Viação Útil, desembarcando em Capivari, Distrito de Pouso Alto, próximo a Itamonte. No Distrito, Viação Delfim (35 3366-1260) para Itamonte. Em Itamonte Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) para Alagoa, com partida às 14h00 de segunda à sábado; 15h30 aos domingos. 

Volta - Para Belo Horizonte:

Opção 1:
Viação Souza Aguiar até Aiuruoca (seg a sex às 7h00). Em Aiuruoca Viação Santa Cruz ou Viação Sandra para Caxambu. Em Caxambu Expresso Gardênia para Belo Horizonte.
Opção 2:
Viação Souza Aguiar (seg a sab às 6h00; dom às 13h00) para Itamonte; em Itamonte, Viação Delfim para Capivari; Em Capivari embarcar na Viação Útil para Belo Horizonte.

De São Paulo: siga para o Distrito de Capivari (Viação Cometa).
Do Rio de Janeiro: siga para a cidade de Itamonte (Viação Cidade do Aço).
►►Destas localidades, embarcar em ônibus e rotas conforme descrito acima.

► Ao comprar passagem da Viação Útil para a região, adquira o trecho Belo Horizonte - Cruzeiro. Faça isto com antecedência, inclusive a volta, pois não há postos de venda na região, nem vendem-se passagens nos ônibus.
► Há outras rotas possíveis, referenciei as mais fáceis.
► A Viação Delfim que faz a linha Itamonte-Capivari-Itanhandu é administrada pela Viação Souza Aguiar.
► Em Aiuruoca é possível embarcar no ônibus da Santa Cruz e desembarcar em Três Corações (ao invés de Caxambu), agilizando eventual retorno para Belo Horizonte.
►►Para horários de ônibus e suas frequências, confira nos sites ou ligue nas empresas de transporte, pois horários e frequências costumam sofrer alterações sem prévio aviso.

De carro

Ida ou Volta - De Belo Horizonte

Opção 1:
Rodovia Fernão Dias sentido São Paulo até Campanha → BR 267 sentido Juiz de Fora até o trevo de Aiuruoca → Entrar à direita, passar por Aiuruoca → Alagoa (32 km estrada de terra).
A localidade de Pedra da Campina fica 4 km antes de Alagoa.
Opção 2:
Rodovia BR 040 até Lafaiete → seguir para São João Del Rey → Cruzília → Aiuruoca → Alagoa (32 km estrada de terra).
A localidade de Pedra da Campina fica 4 km antes de Alagoa.

De São Paulo: Rodovia Pres. Dutra até Cruzeiro → Itamonte → Alagoa (29 km asfalto, 7 km de terra). Chegando à cidade de Alagoa, a localidade de Pedra da Campina fica a 4 km sentido Aiuruoca.
Do Rio de Janeiro: Rodovia Pres. Dutra até Resende → Itamonte → Alagoa (29 km asfalto, 7 km de terra). Chegando à cidade de Alagoa, a localidade de Pedra da Campina fica a 4 km sentido Aiuruoca.

Distâncias Aproximadas

Belo Horizonte: 435 km 
Rio de Janeiro: 270 km 
São Paulo: 350 km

Hospedagem e Alimentação

Pousada Fazenda Corguinho
Estrada Alagoa x Bocaina de Minas - km 3 - Bairro Corguinho
Telefone: 35 3366 – 1399

Pousada Flores da Mantiqueira
Rua João Alves de Sena, nº 35 - Centro 
Telefones: 35 9 9983-2804 | 9 9911-4566

Pousada Pica Pau
Rua Antero Lopes de Siqueira, 344 - Pedra Furada
Telefone: 35 3366– 1221

Pousada Trilha do Ouro
Estrada Alagoa x Engenho - Km 10 - Bairro Engenho 
Telefone: 35 9 9949-1144

Camping Pedra do Gavião
Estrada Alagoa x Aiuruoca - km 6 - Bairro Campina de Cima
Telefone: 35 9 9918-5605

Considerações finais

► Há água logo no início da trilha, pouco acima da escolinha desativada. Porém, na estiagem essa água costuma secar. Há outros pontos de água, como nas imediações da antiga casa do Sr. Zé Moreira, Dona Conceição; ou mesmo se fizer o contorno sul há água ao final da descida.

► É possível acampar no topo da Pedra da Campina; mas a área é particular.

► Ao transitar na região, mantenha as porteiras fechadas e não corte eventuais cercas de arame; nem espante as criações.

► Apesar de instável, há sinal de telefonia móvel no topo da Pedra da Campina (operadora Vivo).

► Outras informações sobre Alagoa nos sites da Prefeitura Municipal e da Associação Terras Altas da Mantiqueira

►► Confira algumas Dicas Básicas de Segurança para a prática de Atividades Outdoor

►► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto


Bons ventos a todos!
Última Atualização: Mar 2016

Navegação Manual

FAQ