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Serra dos Poncianos e Selado em Monte Verde

Acampamento na Pedra da Onça
A Serra dos Poncianos e a Serra do Selado constituem serras locais e pontos significativos da Mantiqueira; localizadas na divisa dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, próximas ao Distrito de Monte Verde, município de Camanducaia, no Sul de Minas Gerais. Com altitudes em torno de 2000m é portanto um trecho fundamental a todo Montanhista que deseja conhecer e vivenciar um pouco mais da grandiosa Mantiqueira. Há por ali interessante e acessível circuito!

O Distrito de Monte Verde é amplamente conhecido no meio turístico. O principal visitante do lugar é aquele que busca um pouquinho do clima de montanha, mas não dispensa uma boa dose de conforto; que é facilmente encontrado no lugar. Mas há também espaço para aquele mais aventureiro que prefere sumir pelas serras do entorno na tentativa de fugir do intenso movimento naquele Distrito durante o inverno. Mesmo ciente de que isto é quase impossível, este era o nosso objetivo...

► Confira outros dois relatos dessa região; ambos mais antigos e completos que este. Um do Rodrigo Hortenciano, do Blog Exploradores, que trata desse mesmo Circuito. E outro, do Augusto do Blog Trilhas e Trips, que inclui toda a Trilha do Jorge. 

1 Depois de uma viagem tranquila desde BH, aproximamos do Distrito de Monte Verde naquela fria manhã do dia 22 de julho. Não havia geada significativa pelos vales, algo comum na região durante o inverno. Mas fazia frio! Por volta de 7h00 desembarcamos na Praça da Árvore, miolo comercial do Distrito. Após uma voltinha e com o comércio ainda fechado, tocamos para a padaria Lua de Mel para um café. Lá chegando, parecia uma festa com muita gente, afinal naquele horário, era o único comércio aberto no Distrito.

Rota realizada e disponibilizada no Wikiloc
Além de possibilitar estudar e visualizar a região, você poderá baixar este tracklog (necessário se cadastrar no Wikiloc); e inclusive utilizá-lo no seu GPS ou smartphone (necessário instalar aplicativo). Recomendamos que utilize esta rota como fonte complementar dos seus estudos. Procure sempre levar consigo croquis, mapas, bússola e outras anotações que possibilitem uma aventura mais segura.
Quanto melhor for o seu planejamento, melhor será o seu aproveitamento.
Caso não sinta seguro o suficiente para realizá-la,
é altamente recomendável contratar um condutor ou recrutar um companheiro de viagem.
Recomendável que leia este relato para melhor compreender esta rota.
Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto
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Sem pressa tomamos nosso café; pois o programa daquele dia era curto e simples: ir pernoitar na Pedra da Onça! Retornamos à Praça da Árvore para dar mais uma voltinha na Avenida principal de Monte Verde... Logo o Sol chegou de vez para esquentar e por volta de 10h00 já estávamos satisfeitos do Distrito... Voltamos até a Praça da Árvore, reembarcamos e tratamos de ir para Serra dos Poncianos. Tomamos a Av. das Montanhas e seguimos até próximo ao Portal das Montanhas; onde desembarcamos. Poderíamos ter ido de carro até mais adiante, mas precisávamos mesmo era começar a andar...

O tambor azul: tomar à esquerda
Por volta de 10h30 iniciamos nossa caminhada pela Rua Taurus indo no sentido das Missões Horizontes; onde chegamos às 10h45. É nesse ponto que tem início a conhecida Trilha do Jorge; que liga Monte Verde (MG) à São Francisco Xavier (SP). Em frente a portaria da Horizontes seguimos à direita beirando a cerca das Missões. Logo acima avistamos um tambor azul; que parece ser um coletor de lixo, identificado pelo nome de uma Pousada. É nesse ponto que entramos à esquerda pela Trilha do Jorge.

A trilha batida segue em meio à mata e logo à frente, às 11h55 chegamos em uma passagem na cerca de arame. Há uma placa da Fazenda Melhoramentos no local. Também há uma trilha que sobe à direita, mas o caminho correto é cruzando a cerca. Após cruzar a cerca passamos por uma área úmida e tomamos uma trilha mais batida à direita. Mais alguns passos e às 11h00 chegamos na primeira fonte de água da trilha. Trata-se de um riachinho, tendo um tronco para auxiliar a passagem quando há mais volume de água. Dessa vez cruzamos num pulo, já que o volume era pouco...

Rocha às margens da trilha
Nem paramos para abastecimento, pois mal havíamos deixado o Distrito. Do riachinho em diante a trilha inicia um aclive entre a mata. É uma trilha gostosa, batida, sem lances complicados; subida absolutamente light e normal para uma serra. Por volta de 11h25 passamos por uma grande rocha à beira da trilha; na cota de 1700m de altitude. A aclividade da trilha suaviza bastante a partir dessa rocha e às 11h45 chegamos até o segundo ponto de água da subida. Fizemos uma parada para descanso e abastecimento. Este era o último e mais fácil ponto de água que tínhamos naquele primeiro dia e até a metade do dia seguinte. Então era importante abastecer total.

Aproveitei para fazer voltar para o Distrito dois cães que teimavam em nos acompanhar desde as Missões Horizontes. Adoro cachorro e temos 4 em casa, mas cães em trilhas na montanha não é recomendável. Primeiro há o problema do desaparecimento, deixando donos preocupados. Segundo não há alimentação suficiente e adequada à disposição. Terceiro, a presença de cães em matas estressa animais silvestres... E não para por aí, há uma lista grande de inconvenientes! Então, sempre que possível, não deixemos cães nos acompanhar, em especial em travessias ou em trilhas mais longas e com pernoite. É bonito, engraçado, divertido... Mas vá por mim, é melhor que os cães permaneçam juntos aos seus tutores locais!

O chamado Bosque dos Duendes
Passava do meio dia quando retomamos a caminhada. A subida agora mais suave continua pela ampla trilha entre a mata. A sombra ajuda aliviar o calor e deixa tudo mais agradável. Por volta de 12h25 aproximamos do apelidado Bosque dos Duendes. Nesse ponto a mata dá uma raleada, e o solo recoberto por folhas secas dá um aspecto cinematográfico ao lugar; realmente parecido àqueles dos desenhos infantis. Impossível não parar para umas fotos...

Se chegamos ao chamado Bosque dos Duendes isto significava que a subida estava no seu final. Continuamos pela trilha larga e batida e às 12h45 chegamos à bifurcação da Pedra da Onça, na cota de 1800m de altitude. Esse ponto marca a virada da Serra e fim da subida. A Trilha do Jorge galga a Serra e seguirá em declive para SFX.

Como íamos para a Pedra da Onça, deixamos a Trilha do Jorge e tomamos a trilha que sai à direita (oeste) e que percorre a cumeada da serra em suave aclive. A mata se apresenta mais rala, porém suficiente para nos brindar com sombras agradáveis. Às 12h55 passamos pelo bloco de rochas onde há uma pequena caverna. Tocamos adiante pela trilha batida e com algumas aberturas. Encontramos então com um grande grupo de pessoas que voltavam da Pedra da Onça. Adiante passamos por um bonito Mirante à esquerda (Sul) e pontualmente às 13h10 botamos os pés na Pedra da Onça.

Havia algumas pessoas na Pedra da Onça, porém a área de camping estava vazia, de modo que pudemos escolher os pontos para armada das barracas. Em pouco tempo estávamos instalados. O resto da tarde era para curtir o lugar e as horas de ócio. A caminhada curta e chegada mais cedo na Pedra da Onça foi intencional, pois além de permitir curtir o visual, poderíamos descansar da longa viagem e com isso estarmos mais preparados para a pernada do dia seguinte, que seria mais intensa.

Vista da Pedra Partida desde a Pedra da Onça. Selado ao fundo
A Pedra da Onça é um bonito mirante da Serra dos Poncianos, com pouco mais de 1950m de altitude. Consiste num discreto conjunto de rochas na crista da serra. Permite visual tanto pro Sul-Sudeste, lados de São Francisco Xavier (SP), quanto pro Norte-Noroeste, pros lados de Monte Verde (MG); bem como a sudoeste, pela continuação da Serra dos Poncianos e do Selado. É um ponto tradicional de pernoite para quem está com cargueiras, em especial fazendo a Trilha do Jorge. É mais reservada que os outros pontos da Serra de Monte Verde, não recebendo a mesma multidão de visitantes como a Pedra Partida ou Redonda. Mesmo assim, costuma ficar cheia, até porque a área de acampamento é pequena. Aliás, essa área estava razoavelmente limpa; mas apresentava ponto de fogueira, algo que ainda insistem em fazer por lá...

Permanecemos descansando e nos afazeres normais de um acampamento. Mais pessoas foram chegando ao lugar. Por volta de 15h30 resolvi dar um pulinho na Pedra que muitos chamam Bonita, ponto a cerca de 1 km a sudoeste da Pedra da Onça. Sol, Poly, Gleisson e o Zé também toparam a caminhadinha.

Deixamos o acampamento seguindo pela mesma trilha que percorreríamos no dia seguinte. Inicialmente em suave declive e entre a mata fina da crista da serra, a trilha bem marcada apresenta uma ou outra bifurcação, porém em sua maioria trata-se apenas de alguma variante. Exceção são duas discretas saídas à direita que se dirigem pro norte e que leva a um ponto inferior da encosta. Tratam-se de um outro caminho que eventualmente segue para a Pedra Partida; ou então, em caso de emergência para busca de água na grota abaixo.

Pras bandas de SFX
Após a segunda e última discreta saída à direita, a trilha entra em curto aclive. Metros adiante topamos com uma saída à esquerda; que também em poucos metros nos levou a um lindo mirante. Fizemos uma parada, afinal o visual é de encher os olhos. Este é um Mirador até mais bonito que aquele desde a Pedra da Onça. Ao lado, um espacinho suficiente para uma barraca. Impressiona ver dali a Pedra Bonita bem acima, à nossa direita; e o desfiladeiro abaixo dos nossos pés...

Nóis na Bonita
Alguns minutos e retomamos a trilha que passa a apresentar aclive mais acentuado. Aproximamos de vez da Pedra Bonita. Ali, aos pés do conjunto de rochas e à direita é que partirá nosso caminho no dia seguinte. Por hora, seguimos cortando em aclive e em diagonal o lajeado. Seguimos até a extremidade mais ao sul, onde chegamos pouco antes das 16h00. De lá, visual espetacular e impressionante da encosta sul, um desfiladeiro de respeito; além é claro da bem próxima Pedra Partida e continuação da serra.

Partida e Cia no por do sol desde a Pedra da Onça
Depois de muitas fotos, papos e risadas, por volta de 16h40 iniciamos nosso retorno, quando investimos em outras possibilidades de mirantes sob a rocha. Porém a vegetação alta e arbustiva nos vários pontos frustrou as tentativas. Além disso, a principal rocha no lajeado de onde certamente o visual seria sensacional não oferece a possibilidade de ascensão sem equipamentos. Então, pelo mesmo caminho da ida fizemos o retorno, chegando novamente na Pedra da Onça pouco depois das 17h00, a tempo de presenciar o lindo por do sol...

Depois do sol, rotina normal de um acampamento; que estava completamente lotado. Fazia frio, mas nada exagerado! Admiramos a coragem de alguns rapazes de São José dos Campos que subiram até a Onça com uma barraca gigante, que pesava quase uma arroba... Sorte que conseguiram um espaço ao centro do lugar... Eles pretendiam seguir para a Pedra Partida no dia seguinte! Circulando pela Onça conheci outras pessoas que também tinham esses planos! No mais, uma noite perfeita, um pouco fria e com céu estrelado lindo de viver...


Vale SFX logo pela manhã
2 O domingo dia 23 de julho amanheceu lindo... Alguns mais animados pularam cedo pra curtir o nascer do sol. Eu fiquei um pouco mais curtindo o quentinho da barraca. Desmontamos acampamento e na enrolação da manhã, somente por volta de 8h30 deixamos a Pedra da Onça. Seguimos pela mesma trilha que na tarde anterior nos levou até a Pedra Bonita. Aqueles outros que pretendiam seguir pelo mesmo trecho ao que tudo indicou, desistiram da pernada...

Por volta de 9h00 chegamos à base do lajeado da Pedra Bonita. Ao invés de subir o lajeado, tomamos uma discreta trilha que adentra à mata à nossa direita. Em declive suave, vamos percorrendo os discretos sinais. Há uma trilha por ali. Qualquer pessoa com um pouco mais de experiência logo identificará os sinais. Topamos com alguns cavalos e vamos nos esforçando em nos manter pela discreta e pouco usada trilha no meio da mata.

Sinais da picada na subida para Pedra Partida
Os discretos sinais agora em suave aclive vão nos levando em direção aonde há uma pequena nascente de verão. Ao nos aproximar, tudo seco; afinal estamos em pleno inverno! Demos então uma guinada para a esquerda, passamos por umas moitas de bambus e interceptamos uma picada morro acima. Margeamos uma grande rocha pela esquerda e fomos subindo pela picada; que vai se tornando cada vez mais íngreme. Necessário se agarrar na vegetação em alguns pontos. Também fizemos algumas paradas estratégicas para aglutinação; quando ouvia os xingamentos por fazer a galera avançar mato adentro (hahahaha)... Pouco acima, em uma abertura observamos a Pedra da Onça já distante. Seguimos na labuta pela picada e às 9h50 botamos os pés na base da Pedra Partida.

Dali, subimos a rocha pelo seu trajeto da direita, que é aquele que tem que contornar uma pequena rocha; mas nada complicado. Fizemos uma corrente de ajuda com as cargueiras e em pouco mais de 10 minutos estávamos todos no topo da Pedra Partida. A tarefa mais difícil do dia havia sido vencida!

Vista desde a Pedra Partida: O que ainda nos esperava aquele dia...
A Pedra Partida está a aproximadamente 2050m de altitude e oferece incrível visual em 360 graus de toda a Serra dos Poncianos, Serra do Selado e arredores paulista e mineiro. É um ponto bastante visitado na região e por isso sinalizado. Naquela linda manhã de sol somente nós estávamos por ali, o que permitiu curtir com calma o lugar. Aproveitamos até pra fazer um lanchinho...

Beirava às 10h40 quando retomamos nossa pernada pela Serra dos Poncianos, agora com destino à Pedra Redonda; que já observávamos recebia bom número de visitantes. A trilha entre a Pedra Partida e a Pedra Redonda é batida e sinalizada; porém um pouco longa e com erosões em vários pontos. Até chegar às proximidades do acesso à Pedra Redonda é predominantemente em declive; com alguns pontos mais acentuados, com alguns degraus. Mas não oferece dificuldade de navegação; sendo um trecho bastante turístico na região de Monte Verde.

Um dos visus desde a Pedra Redonda
Caminhamos num ritmo tranquilo e encontramos com alguns turistas que seguiam para a Pedra Partida. Às 11h20 chegamos à bifurcação da Pedra Redonda. Muita gente por ali, com congestionamento na trilha. Montanhista que visita essa Serra tem que ir com o coração aberto e ter paciência e compreensão. Foi o que fizemos. Nem todos do nosso grupo quiseram ir até a Pedra Redonda, uns já conheciam o lugar; outros preferiram fugir do movimento. Deixamos então as mochilas na bifurcação e lá fomos alguns de nós...

Em minutos percorremos a batida trilha-ataque e chegamos no topo da Pedra Redonda, que é amplo e com vários mirantes. Havia muita, mas muita gente na Pedra Redonda. Então, fizemos apenas algumas fotos e demos uma voltinha, o suficiente para quem não conhecia tomar ciência do lugar. Logo voltamos à bifurcação da trilha principal; onde chegamos às 11h40.

Deck Norte cheio
Dali seguimos pela trilha ampla que leva até o Portal do Star Bar. Seguimos em procissão pois a trilha estava congestionada. Passamos pelo deck, pela bifurcação da Fazenda Santa Cruz e ao meio dia chegamos na Bica D’Água. Parada para abastecimento e refresco. Ali na bica alguns amigos decidiram descer pra Monte Verde e curtir o resto da tarde nos bares do Distrito. Confesso que isto era tentador, ainda mais com o calorão daquele meio dia... Mas havia tanto tempo que não retornava por ali que não poderia perder a oportunidade...

Assim, parte dos amigos tomou o rumo do Distrito. Nós que procurávamos mais um pouco de mato ficamos para trás. Após nos abastecer – aquela seria nossa última fonte de água até a ida e volta do Selado e a descida do Platô para o Distrito – rumamos para o Portal do Star Bar. Claro, havia uma multidão por ali. Passamos rápido e às 12h15 fizemos a curva e tomamos a trilha sinalizada à esquerda que adentra à mata e que leva ao Chapéu do Bispo.

Alivio por sair do meio da multidão no trecho Redonda-Star Bar, rapidamente fomos subindo a trilha batida; variante que leva ao Chapéu do Bispo-Platô-Selado. Estávamos apenas eu, Sol, Poly, Gleison e sua esposa Dani. É um trecho bastante percorrido por turistas, mas incrivelmente o encontramos vazio naquele momento. Às 12h30 já estávamos no Chapéu do Bispo.

Eles no topo do Chapéu do Bispo
O Chapéu do Bispo é um conjunto de rochas bem destacado no meio da intensa vegetação da Serra dos Poncianos. O acesso ao topo exige certa habilidade do aventureiro, pois a inclinação é grande e há um degrau logo no início da subida. Há um ferro cravado na rocha que auxilia a subida. Os espertíssimos Poly e Gleisson subiram sem dificuldades e ficaram lá em cima dando tialzinho eheheh... Nós outros ficamos embaixo, à sombra, descansando e alimentando um cachorrinho esfomeado que surgiu por ali! Acho que o calor do meio dia espantou as pessoas e somente algumas poucas apareceram no Chapéu do Bispo naquele horário...

Platô. Selado ao fundo
Por volta de 12h50 e agrupados retomamos a pernada. Seguimos agora para o Platô. A trilha batida e praticamente em nível nos levou até lá em menos de 10 minutos. O Platô, como o próprio nome sugere, consiste num grande lajeado, levemente inclinado e com bonito visual, em especial para o Sul. Havia um bocado de gente por lá, mas muito menos que na Pedra Redonda. Demos apenas uma rápida circulada e decidimos seguir para o Pico do Selado.

Descemos um trecho do lajeado do Platô e entramos na trilha do Selado. O ponto é facilmente identificado, há até uma plaquinha velha no local correto. Caminhamos alguns metros e saímos à direita da trilha para esconder nossas cargueiras no mato. Às 13h10 e apenas com mochilinha de ataque começamos em definitivo a pernada para o Pico do Selado.

Logo no início topamos com alguns rapazes que pareciam voltar do Pico. Tocamos adiante pela ampla e gostosa trilha. É sombreada, e em quase toda sua extensão se desenvolve praticamente em nível. Também não há bifurcações significativas ou que possam confundir; pelo menos os mais atentos e acostumados às trilhas.

Aproximando do Selado, aquele ponto mais alto logo adiante
A pernada se desenvolveu bem e por volta de 13h25 passamos por um belo mirante para o norte. Encontramos com alguns caminhantes, alguns deles já de mais idade e bastante animados. Em suave aclive, cinco minutos depois topamos com uma placa da Empresa Melhoramentos. Dali em diante suave aclive e às 13h40 chegamos até um primeiro lajeado; para na sequência passarmos por mais dois. A vista se amplia e significa que já estamos nas influências do Pico do Selado.

Mais alguns passos e avistamos adiante o conjunto-cume de rochas do Selado. Percorremos a matinha rala, que apresenta na sua margem norte umas pirambas. No trecho, a trilha se divide em duas: uma pela capoeira e a outra passando pela rocha norte. Seguimos pela capoeira, enquanto a Poly foi pela rocha beirando as pirambas. Adiante passamos por algumas pequenas áreas para acampamento em meio à mata. Então, sem delongas chegamos até as primeiras rochas do Pico do Selado às 13h55.

Conjunto principal do Selado
O Pico do Selado (2.082m) é um ponto significativo da Mantiqueira. Consiste num conjunto de rochas amontoadas na crista da Serra do Selado, a quase 2.100m de altitude. O cume verdadeiro é uma rocha irregular, cuja ascensão pode apresentar alguma dificuldade; em especial em dias úmidos; quando pode exigir o uso de algum equipamento. Além da inclinação, esta mesma rocha apresenta ao seu centro uma fenda de aproximadamente 60 centímetros. O livro cume encontra-se no ponto mais elevado, após a fenda. Ou seja, para chegar até o livro é necessário pular essa fenda. Também há a possibilidade de fixar uma corda na chapeleta do livro cume e assim acessar o ponto diretamente, sem a necessidade de pular a fenda. Isto é recomendável principalmente àqueles menos experientes e em especial nos dias úmidos.

Vista da  Selado e Poncianos desde o cume do Selado. Destaque para a Pedra Partida
Os arredores do Cume do Selado, além de viçosa vegetação de matas, apresentam desfiladeiros e alguns platôs, em especial mais a oeste. Também a oeste, margeando a base da rocha do livro cume há um pequeno espaço para acampamento. Enfim, o Pico do Selado possibilita bonito e amplo visual de toda aquela região da Mantiqueira, destacando todo o trecho que percorremos desde a Pedra da Onça.

Rocha cume. Livro no topo
Aproximamos então das rochas do Selado. Passamos pela janela, onde através de uma greta na rocha é possível observar o lado norte da região. Subimos um lance e chegamos até a rocha irregular que conduz ao cume verdadeiro do Pico. Subi a rocha e indiquei aos amigos como proceder na subida. Na verdade, com o clima seco, estando com um calçado cujo solado inspire confiança e tenha alguma experiência em rochas o ataque final não é complicado. Em condições normais, há duas possibilidades de subir esta rocha; mas vale destacar que em ambas requer estar e sentir-se seguro das ações. 

Livro
Estivemos pelo cume e como este é pequeno logo tratamos de descer. Chegou por lá um outro casal de visitantes; com quem batemos boa prosa. Descemos e ficamos por um tempo no mirante anterior, que é mais espaçoso e tão bonito quanto a rocha do cume. Em termos de visual simplesmente não há diferença. Aproveitei e dei uma circulada nos arredores, afinal havia tempo que não visitava o Selado...

O tempo passa rápido e beirava às 15h00 quando botamos os pés na trilha de volta do Selado. O trajeto é o mesmo da ida e fizemos de modo tranquilo e com cuidado. Uma de nossas amigas apresentava um probleminha no joelho. Aliás, o meu joelho também dava uns gritos vez ou outra. Pouco depois das 15h30 estávamos de volta à base do Platô, no ponto aonde deixamos nossas mochilas. Dali foi colocá-las nas costas e tratar de descer pra Monte Verde.

Passamos non stop pelo Platô e tomamos a trilha que desce a serra no sentido Norte e deságua no Café Platô. A trilha muito bonita em meio a mata se apresenta batida, não oferecendo dificuldades de navegação. Mas é íngreme em certos pontos; e há trechos com alguns degraus, raízes e erosões. Isto foi um veneno para o meu joelho que gritou de vez...

Café Platô
Por volta de 16h00 chegamos até a única fonte de água do trecho; a primeira desde as proximidades do Star Bar. Por lá topamos com um grupo de jovens que subiam rumo ao Platô. Aproveitamos para nos refrescar e tirar o suor do rosto. Aglutinados continuamos a descida, que não é longa; mas nas condições do meu joelho parecia interminável... Mais abaixo encontramos com mais alguns que subiam em direção ao platô; inclusive crianças. Continuamos a descida e pouco à frente passamos pela caixa d’água que marca o final da Trilha do Platô, já entrando em uma rua do Distrito de Monte Verde. Mais alguns metros e pontualmente às 16h20 chegamos ao Café Platô, dando por encerrada a nossa pernada!

Nóis - Foto Acervo Zé Mendes
No Café Platô já nos aguardava o resgate e os amigos que encurtaram a caminhada e foram curtir Monte Verde quando passamos lá pelo Star Bar. Nós outros ajeitamos as tralhas e almoçamos ali mesmo no Café Platô. Pouco depois das 17h30 embarcamos. Percorremos algumas ruas de Monte Verde e constatamos que o lugar estava tomado por turistas... Após alguns desvios de ruas devido ao intenso movimento, por volta de 17h45 passamos pelo Portal de Monte Verde e tomamos rumo definitivo de volta à BH...

Foi uma pernada tranquila, suficiente para matar saudades e mostrar outra vez a importância daquele ponto da Mantiqueira. Outro aspecto interessante é que por ali diferentes estilos se encontram, mostrando que, com respeito há espaço para todos na natureza. Outra vez obrigado aos amigos pela companhia. Inté!


Serviço

Circuito com pouco mais de 20 km que percorre a Serra dos Poncianos e parte da Serra do Selado; ambas localizadas na divisa dos Estados de MG e SP. São denominações locais do Complexo da Mantiqueira, importante conjunto de elevações do Sudeste brasileiro nas imediações do Distrito de Monte Verde, município de Camanducaia, no sul de Minas Gerais.

São pontos importantes da Serra dos Poncianos os picos da Pedra da Onça (1955m), Pedra Bonita (1970m), Pedra Partida (2046m), Pedra Redonda (1950m). A vertente a partir do Chapéu do Bispo (1955m) e Platô (1945m) já tendem para a Serra do Selado; além é claro do Pico do Selado (2082m). Esses picos estão na crista divisória das serras e são pontos mais destacados, muito embora a diferença de altitude entre eles e a continuação da crista não sejam significativos. Como é comum nas serras da Mantiqueira, as encostas locais são recobertas por densa mata atlântica, que abrigam grande número de nascentes.

O Circuito tem início e término no Distrito de Monte Verde. Inicialmente percorre a Trilha do Jorge; antiga rota que liga Monte Verde (MG) ao Distrito de São Francisco Xavier (SP). Esse trecho predominantemente em aclive segue até a crista divisória dos estados. A partir desse ponto deixa a Trilha do Jorge e toma rumo sudoeste sempre pela crista e seus vales de ligação, atingindo na sequência as Pedras da Onça, Bonita, Partida.

O trecho entre a Pedra Bonita e a Pedra Partida é o mais exigente de todo o Circuito, pois consiste numa quase apagada trilha por ente a mata; bem como uma picada antiga que em forte aclive se dirige à Base da Pedra Partida.

A partir da Pedra Partida, o Circuito entra na rota comum e turística de Monte Verde; seguindo para a Pedra Redonda, Chapéu do Bispo e Platô. Esse trecho exige certa paciência do Montanhista justamente pelo grande número de visitantes que passam por ali.

A partir do Platô há o acesso à Pedra do Selado, que é a mais interessante de todo o circuito. Menos visitada que a tríade Redonda-Chapéu-Platô, seu cume constitui de uma interessante rocha, inclusive com pequena fenda. Por isso o acesso ao cume é um pouco mais exigente e requer certa experiência do caminhante. O Circuito finaliza no retorno do Selado até o Platô; e deste descendo para o acesso no Distrito de Monte Verde (referência Café Platô).

Apesar da intensa visitação em alguns pontos do Circuito, é fundamental que todo Montanhista possa conhecer este significativo ponto da Mantiqueira. Juntamente com alguns outros pontos em Atibaia, Extrema e Campos do Jordão, constituem a borda oeste desse importante conjunto de serras do Sudeste brasileiro. Mas vale uma recomendação especial: vá com o coração aberto; ciente que predominantemente encontrará outro perfil de turista na serra; e por isso mesmo merecedor de todo nosso respeito e consideração.

Distâncias aproximadas

Belo Horizonte a Monte Verde → 485 km
São Paulo a Monte Verde → 165 km
Rio de Janeiro a Monte Verde → 530 km via Atibaia ou 475 km via Pouso Alegre
Camanducaia a Monte Verde → 30 km

Como chegar e voltar – De Carro

Cidade referência: BH
BR 381 até Camanducaia → MG LMG 886 de Camanducaia até Monte Verde
Cidade referência: SP
BR 381 até Camanducaia MG → LMG 886 de Camanducaia até Monte Verde
Cidade referência: RJ
BR 116 até Jacareí → SP 65 até Atibaia → BR 381 até Camanducaia → LMG 886 de Camanducaia até Monte Verde OU
BR 116 até Lorena → BR 459 até Pouso Alegre → BR 381 até Camanducaia → LMG 886 de Camanducaia até Monte Verde

Como chegar e voltar – De ônibus

Cidade referência: BH
Expresso Gardênia até Camanducaia → Viação Cambuí (35 3431-1972) até Monte Verde
Cidade referência: SP
Viação Cambuí (35 3431-1972) até Camanducaia e Monte Verde
Cidade referência: RJ
Viação Sampaio até Pouso Alegre → Viação Cambuí (35 3431-1972) até Camanducaia e Monte Verde

Considerações Finais

► Trilhas e Trajeto: Trata-se de um Circuito, isto é, início e final se dão na mesma localidade. Há sombreamento em grande parte da rota. Há subidas: 1) no trecho da Trilha do Jorge; porém é bastante discreta; 2) na subida à Pedra Partida, um pouco mais intensa, porém curta. Há descidas: 1) no trecho Partida-Redonda, porém é discreta; 2) no trecho final da Trilha do Platô, também discreta. Trilhas são amplas e batidas em todo o trajeto; exceto no trecho entre a Pedra da Onça-Pedra Bonita-Pedra Partida. Ente Onça e Bonita há uma trilha consolidada; porém mais discreta e menos percorrida que o restante do Circuito. Entre Bonita e Partida não há trilha consolidada, mas apenas um sinal e uma picada em meio à mata; sendo um trecho que exige experiência; não sendo recomendado a marinheiros de primeira viagem. Atenção também nas ascensões: 1) Chapéu do Bispo, há um degrau mais alto na base da rocha; havendo uma estaca de ferro cravada na rocha para auxílio; 2) Pico do Selado, cujo cume verdadeiro exige subida por aderência e pulo de uma fenda, se desejar ir até o livro cume. Pode exigir uso de equipamentos de ascensão em dias úmidos, que pode ser fixado na chapeleta do livro cume.

► Logística de Acesso: Como se trata de um Circuito em uma região turística, o acesso é bastante facilitado; inclusive por via totalmente asfaltada. Necessário atentar-se nos casos de utilização de ônibus, pois a frequência Camanducaia-Monte Verde pode ser pouca (Consulte a Viação Cambuí).

► Camping: Não há estrutura de camping pelo trajeto do Circuito. Há ponto de acampamento na Pedra da Onça (maior e suficiente para várias barracas); e no Pico do Selado (pequeno e suficiente para poucas barracas). Entretanto em ambos os pontos não há água por perto. Embora não recomendável, há diversos pontos por toda a rota em que, pelo menos em tese se poderia acampar. Independente de qual for a opção, fundamental trazer todo o lixo de volta!

► Água: Há pontos de água pela rota: 1) riachinho logo no início da Trilha do Jorge; 2) Rego d’água na cota de 1700m na Trilha do Jorge; 3) Bica d’água após a Pedra Redonda, já chegando no Portal do Star Bar; 4) Riachinho na Trilha do Platô, já na descida para o final do Circuito. No verão podem surgir alguns outros pontos, mas não são perenes. Fique atento e use sempre purificador!

► Exposição ao Sol: Baixa; mesmo assim use protetor solar.

► Época de realização: O melhor período para realização dessa travessia é de abril a setembro; que é a época mais seca na região. De toda forma, pode ser realizado a qualquer época, desde que ocorra uma janela de tempo firme. Desaconselhável realização sob tempo chuvoso ou fechado; porque além do risco de descargas elétricas (em especial no verão), perde-se o principal chamativo, que é o visual dos arredores.

► Tempo e Sentido para realização: Pode ser feito em 2 dias (caso de menos experientes ou que estejam com tempo disponível) ou em apenas 1 dia (modo speed). O sentido mais indicado é começar pela Trilha do Jorge, pois desse modo enfrentará o trecho Onça-Bonita-Partida que é mais isolado no princípio da caminhada. De todo modo, pode ser feito em ambos os sentidos. Esteja atento a água!

► Segurança: É um Circuito que permite vários pontos de escape; ademais é de curta distância. Se estiver até a Pedra da Onça, retorne pela Trilha do Jorge. Nas imediações da Bonita, Partida, Redonda e Chapéu do Bispo desça pelo portal Star Bar. Na região do Platô e Selado desça pela Trilha do Platô. Há sinal de telefone celular por toda a rota.

► Atenção: Ambientes naturais abrigam insetos e animais selvagens ou peçonhentos. Isto é natural e normal. Portanto ao manusear suas roupas e equipamentos verifique com atenção e rigor se não há presença desses animais ou insetos; evitando acidentes. Também fique atento quanto a presença de animais selvagens de grande porte; e evite assustá-los.

► Cash: em Monte Verde todas as principais formas de pagamentos são aceitas.

► Carta Topográfica da região: Camanducaia


► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons ventos!

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Alimentação: o que levar para as trilhas

A alimentação em trilhas é um aspecto que preocupa a muitos, especialmente os iniciantes na prática de hiking ou trekking. E é uma preocupação pertinente, pois naturalmente ninguém quer passar fome enquanto se caminha; em especial se estiver em ambientes mais distantes e isolados.

Além disso, somos resultados do que comemos, já diz a velha máxima! Entretanto, a preocupação e dúvida sobre o que levar muitas vezes faz com que o caminhante se abasteça de alimentos nem sempre adequados a uma aventura; ou ainda, exagere na sua quantidade; comprometendo seriamente o êxito de uma aventura!
O pulo do gato para minimizar possíveis problemas é não fugir abruptamente do seu hábito alimentar cotidiano, que suponho, seja saudável. Normalmente, nosso organismo já é adaptado aos alimentos que costumeiramente ingerimos, de modo que, mantendo os hábitos, dificilmente teremos complicações.

Igualmente não se preocupe em abarrotar sua mochila com grandes quantidades de alimentos. Quando caminhamos, norm…

Ponta da Joatinga: a Travessia que une paixões!

Localizada no município de Parati, litoral Sul do Estado do Rio de Janeiro, a Ponta da Juatinga é uma península conhecida pela sua expressiva beleza natural. Região habitada pelos descendentes Caiçaras, caracteriza-se por vegetação de mata atlântica, relevo acidentado e clima quente e úmido; além de inúmeras praias em sua maioria desertas. A importância e beleza da região são tão expressivas que a península está protegida pela Área de Proteção Ambiental do Cairuçu e a pela Reserva Ecológica da Juatinga, limitando-se com áreas do Parque Nacional da Serra da Bocaina...
Atualização Fev 2016 Rota realizada e disponibilizada no Wikiloc Além de possibilitar estudar e visualizar a região, você poderá baixar este tracklog (necessário se cadastrar no Wikiloc); e inclusive utilizá-lo no seu GPS ou smartphone (necessário instalar aplicativo). Recomendamos que utilize esta rota como fonte complementar dos seus estudos. Procure sempre levar consigo croquis, mapas, bússola e outras anotações que poss…

Navegação Manual: Conhecendo a Carta Topográfica - Parte 2/2

Para nós aventureiros, até poucos anos atrás, a Bússola e a Carta Topográfica eram praticamente as únicas fontes seguras de navegação por áreas desconhecidas. Aliás, a dupla Bússola e Carta Topográfica foram e continuam sendo inseparáveis. Entretanto, com o advento e popularização do GPS, ambas tornaram-se pouco usuais, principalmente pelos aventureiros mais novatos.

Na postagem anterior conhecemos um pouco da Bússola, bem como os graus e cálculos de azimutes, que permitem uma navegação sem mapa por curtas distâncias. Nesta postagem, a segunda e última da série sobre Navegação Manual, abordaremos a Carta Topográfica, pois juntamente com a Bússola formam um casal perfeito. Veremos também como efetuar alguns cálculos utilizando informações da própria Carta Topográfica; que permitirão utilizar a Bússola auxiliados pela Carta Topográfica.
Esta é a segunda postagem da série de duas em que procurarei oferecer uma noção básica sobre o modelo de Navegação Manual com Carta Topográfica e Bússol…

Ponta da Joatinga e Cachoeira do Saco Bravo: impossível não se apaixonar...

Localizada no município de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro a Ponta da Juatinga é repleta de encantos. Mata atlântica exuberante, praias desertas e paradisíacas e nativos expressivos sempre com uma boa história pra contar. Sem estradas, caminhos e trilhas são testemunhas do vai e vem de alguns moradores e em especial de caminhantes.

Tornou-se ao longo do tempo uma rota clássica para o Montanhismo Brasileiro, em especial àqueles que gostam de caminhadas à beira mar... É daqueles lugares que fisgam o coração do aventureiro, e com razão é uma região pra se ir mil vezes...
Atendendo à essa conquista sentimental, na semana santa de 2015 retornamos ao lugar. Fizemos a rota tradicional, com início na Praia do Pouso da Cajaíba e término em Laranjeiras. Porém dessa vez, não fizemos à pé o trecho Martin de Sá a Ponta Negra; optamos por barcos; e com isto ganhando tempo para visitar a Cachoeira do Saco Bravo sem correrias, um dos pontos inusitados e mais espetaculares da famosa Juatinga...…

Pedra Grande em Igarapé: beleza e resistência!

Diferentemente do agito do carnaval de 2012, esse ano de 2013 decidi que era tempo para o sossego. Por outras circunstâncias também não programei trilha nenhuma. Mas depois de três dias em casa comecei a ficar incomodado... Recebi um convite pra dar um pulo em Ipoema, masjá saído de casa a coisa mudou...

Assim decidi no estalo que iria à Pedra Grande, na cidade de Igarapé, um lugar próximo à Belo Horizonte que há muito não visitava! Localizada na divisa dos municípios de Igarapé e Itatiaiuçu, a Pedra Grande é o ponto culminante dos municípios, com aproximadamente 1.400m de altitude. Do seu cume é possível ver grande parte da Região Metropolitana de Belo Horizonte...
► Leia também nosso relato de outra visita à Pedra Grande pela Rota Sul
A pequena cidade de Igarapé está situada às margens da BR 381, sentido Sul (para São Paulo), distante aproximadamente 60 km de Belo Horizonte.  A Pedra Grande fica logo após a cidade, no alto da Serra de Igarapé. Além de permitir ascensão ao seu cume,…