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Circuito Cemitério do Peixe-Córrego do Bicho

Corte na Serra do Indaial: Vale do Rio Paraúna. Ao fundo Cipó.
O Circuito Cemitério do Peixe-Córrego do Bicho consiste numa curta caminhada nas imediações do pitoresco Cemitério do Peixe, localizado no município de Conceição do Mato Dentro, centro-norte de MG. É um Trekking bonito, agradável e ideal para aqueles que desejam momentos de curtição sem a necessidade de grandes jornadas...

Relato Dia 1

Depois de um imprevisto com a cargueira de uma amiga, deixamos BH pouco depois das 2h00 da madrugada do dia 21 de outubro de 2018. Beirando as 5h30 desembarcamos na Vila de Alexandre Mascarenhas, município de Gouveia. Estávamos atrás do nosso desejum, afinal as rodovias BR 135 e 259 e até mesmo a cidade de Curvelo que cruzamos no trajeto oferecem nenhuma ou raras opções pra forrar o estômago nas horas mortas da madrugada.

Lá na Vila de Alexandre Mascarenhas, localizada logo após cruzar o Rio Paraúna deparamos com a Padaria Paulista já em pleno vapor. Sem pestanejar embocamos no pequeno comércio; suficiente para um café com pão e afins. Era também vital porque dali e até o nosso ponto inicial da caminhada no Cemitério do Peixe não haveria mais comércio algum.

Desejum feito, pouco depois das 6h00 reembarcamos e seguimos pela BR 259 até a saída em estrada de terra à nossa direita que segue para Congonhas do Norte. A partir daí sacolejamos pela bonita estradinha por quase 22 km. Pontualmente às 7h40 desembarcamos no pitoresco e então silencioso Cemitério do Peixe. O tempo estava parcialmente nublado e não fazia calor.

Capela de São Miguel no Cemitério do Peixe
O lugarejo é um amontoado de casinhas rodeando o Cemitério e uma Capela dedicada a São Miguel. Morador apenas um. O restante das outras muitas casinhas somente serão ocupadas a cada agosto, quando por lá realiza o Jubileu de São Miguel. Mas há um buteco, que naturalmente aquela hora da manhã estava fechado. Todo esse cenário é um convite à reflexão, mesmo àqueles mais racionais...

Depois de admirar o belo lugar, por volta de 8h20 ajeitamos as cargueiras e tomamos uma viela que leva para o início da trilha sentido Córrego do Bicho, a mesma que leva para Caiçara, Fechados ou para o Rio Paraúna. Naquele dia nosso sentido seria predominantemente sudoeste. Passamos à esquerda e acima da última casa; de onde um Senhor nos desejou boa empreitada. Cruzamos uma tronqueira e pouco adiante uma porteira de ferro pintada de azul.

Em papos animados seguimos observando o sentido do nosso destino. A neblina insistia em varrer o topo da Serrinha adiante e o calor chegava aos poucos. Cruzamos um ponto de água e logo à frente uma matinha, despontando adiante em campos; aonde cruzamos nova tronqueira.

Pouco à frente ignoramos uma saída que leva até um curral escondido à esquerda e adentramos num trecho em suave declive entre afloramentos. Nova tronqueira para metros adiante chegarmos às 9h20 ao Córrego da Saracura (IBGE); riacho afluente do Paraúna. Lugar bonito, esparramamos na rocha para curto descanso e beliscar dumas guloseimas.

Retomamos a pernada às 9h45 em suave aclive, cortando entre campos e afloramentos. Adiante, após cruzar outra tronqueira cruzamos um cerrado de solo avermelhado e árvores esparsas. Outra tronqueira e logo cruzamos umas áreas úmidas, já na encosta baixa e bem próximos à virada da Serrinha que avistávamos desde o início da pernada. Resolvemos fazer nova parada pra descanso às 10h30. Papos engraçados rolaram por ali...

Virada da Serrinha: Imagem de 2017 que mostra o vale por onde corre o Córrego do Bicho. Serra do Cipó ao fundo
Próximo de 11h00 sem pressa retomamos a caminhada. Passamos por outros trechos úmidos e seguimos trilha acima, que apesar do pouco uso se mantém batida. Próximo ao final da subida cruzamos outra tronqueira e metros adiante galgamos a garganta da Serrinha. Abriu-se à nossa frente o baixo Vale do Córrego do Bicho, emoldurado à oeste pela Serra do Cipó; uma vista por demais interessante.

Seguimos agora em declive mais acentuado. A trilha antiga permanece visível. Cruzamos uma fita de capoeira e um fiozinho d'água. A trilha erodida demonstra que em tempos passados era constante o movimento de tropa e gado naquele trecho. Pouco adiante a trilha se nivela. Desviamos de uma árvore caída e saímos em campo aberto. Cruzamos uma cerca velha de arame e pouco adiante, às 11h40 chegamos ao Córrego do Bicho.

Mais volumoso devido às primeiras chuvas tivemos que passar pulando rochas um pouco mais abaixo do ponto tradicional, evitando assim ter que tirar as botas. Pontualmente às 11h50 estávamos na margem esquerda do Córrego, ponto com gramíneas e local do nosso acampamento. O restante do dia seria inteiramente livre, dedicado às gostusuras do ócio e liberdade em meio à natureza...

Uma das várias quedas existentes no trecho
Esse ponto do Córrego do Bicho abriga algumas bonitas quedas, corredeiras e poços, todos muito agradáveis para curtição. É um trecho isolado entre duas vertentes de serras, sendo a principal a Serra do Cipó à oeste. É um ponto de encontro de rotas antigas; lugar de paz e sossego suficiente para um bom descanso.

Assim, sem pressa cada um tratou de se divertir à sua maneira; algo indispensável numa caminhada dessa natureza... O sol não deu as caras intensamente naquela tarde, predominando um tempo nublado, de certa forma bem favorável para um acampamento naquelas características. Ao cair da noite os afazeres normais de um camp natural, sempre regado com bom papo e muita alegria. Noite perfeita, com temperatura agradável!

Relato Dia 2

Após um sereninho de chuva pela madrugada, aquele domingo amanheceu parcialmente nublado, como no sábado. Sem pressa tomamos café e ainda havia tempo para curtir o lugar mais um pouco. Pretendíamos deixar o lugar lá pelas 11 da manhã, pois a jornada de retorno seria breve.

Curioso é que rolou uma confusão de horário, pois alguns dos nossos telefones adiantaram as horas automaticamente devido ao falso início do horário de verão eheheh... Mas logo alguém clareou as coisas. Já o tempo também foi clareando e o sol começou a dar as caras... Então, alguns foram lá pro riacho se banhar...

Imagem de 2017 dá ideia do trecho no Córrego do Bicho
Pouco depois das 11h00 finalizamos o ajeitar das tralhas e deixamos o lugar do nosso pernoite. Cruzamos um rego d'água que nos servira no dia anterior e seguimos pela trilha na margem esquerda do Bicho e que leva rumo norte ao Rio Paraúna. Trilha batida e arenosa entre rala capoeira, então com sinais de queimada recente. Logo adiante, em declive despontamos uma área de campo limpo.

Passamos pelos restos do que outrora existira uma antiga porteira, ignoramos uma saída discreta à direita que leva até outra cachoeirinha no Córrego do Bicho e adiante cruzamos uma fonte de água. Em nível, aproximamos então do local onde antigamente havia uma casa. Demos uma guinada à esquerda e seguimos margeando em aclive a cerca divisória da velha propriedade; interceptando logo acima uma precária estradinha de acesso.

A estradinha ampla e com muito cascalho segue em suave aclive. O sol passou a judiar e ao aproximarmos de uma sombra fizemos uma parada para descanso às 11h45. Pouco tempo após retomamos e subimos mais um pouco, para imediatamente iniciarmos um declive. Estradinha danificada, com cascalho e muita erosão; impossível trânsito de automóveis. Ao final do declive aproximamos do Córrego da Picada (IBGE); um curso d'água junto a um filete de capoeira. Que sombra gostosa fazia por lá, deu até vontade de permanecer no lugar... Mas prosseguimos pela estradinha precária perdendo altitude...

Ponto agradável do Córrego do Bicho próximo ao desemboque no Paraúna. Serra do Indaial ao fundo
Chegamos bem próximo à ponte do Paraúna, porém, antes da descida final entramos numa antiga trilha à nossa direita; deixando a estradinha. É uma trilha em declive repleta de cascalho, fato que nos obrigou a uma descida mais lenta e cuidadosa. Por incrível que pareça encontrei e recolhi umas quatro latinhas vazias de cerveja que alguém dispensou ao longo do trecho... Passamos por um ponto úmido e em poucos metros mais chegamos às 12h45 novamente ao leito do Córrego do Bicho.

Imagem típica do Espinhaço
Nesse ponto o Córrego do Bicho forma poços mistos, intercalados por rochas, bastante propícios para a curtição. Logo mais abaixo o Bicho desemboca no Rio Paraúna, um lugar igualmente interessante. Cruzamos o leito pulando rochas e já na margem direita fizemos então uma boa parada para descanso e aproveitar o lugar, uma vez que naquelas horas o sol torrava nossos miolos.

Enquanto a maioria foi pra água, acabei ficando nas margens e me lembro muito bem que o Tiago aproveitou pra fazer o seu almoço; que exalou um cheiro muito bom eheheh... Me lembro da sempre atenta Marta que apontou umas frutinhas de cagaita às margens do Córrego, mas que infelizmente ainda estavam verdes...

Lá pelas 14h00 botamos as cargueiras nas costas e deixamos as margens do Córrego do Bicho. Fazia muito calor e o protetor solar oferecido pela Cláudia me salvou! Bem marcada, a trilha corta uma capoeira alta e se aproxima da margem esquerda do Rio Paraúna, que logo se abre à nossa visão.

Rio Paraúna
Largo como sempre, infelizmente naquele dia o Paraúna apresentava águas barrentas, creio pela retirada de areia em um ponto acima próximo à estrada de Congonhas do Norte, bem antes do Cemitério do Peixe. Isto contrastava com tempos passados, onde era possível observar seu leito arenoso, com rochas aqui e acolá. Mesmo com águas barrentas o Paraúna é um rio bonito, com vários poções e corredeiras interessantes.

Seguimos então pela trilha às margens do Paraúna que rasga e divide a serra, mostrando em especial o lado sul com paredões e formações interessantes. Do outro lado, ao norte, as formações se elevam, formando a Serra do Indaial, que juntamente com a Arrozal formarão aquele bonito conjunto avistado no sentido Sul desde a BR 259 na região do Camelinho.

Uns 20 minutos depois de reiniciar a trilha começamos a nos afastar do Paraúna e chegamos a um ponto de água. Aproveitamos para nos reabastecer. Enquanto eu coletava a água os amigos adiante conversavam animadamente. Pouco depois prosseguimos em suave aclive pela trilha em campo sujo. Sem alterações e cada qual no seu ritmo voltamos a nos aproximar do Paraúna, porém a vegetação impediu que observássemos seu leito. Escutávamos apenas o som das águas.

Por volta de 15h00 cruzamos em pulos o mesmo Córrego da Saracura (IBGE) em um ponto bem abaixo daquele do dia anterior. Foi quando demos falta de alguns dos nossos amigos... Descobrimos que estavam pela trilha um pouco atrás e à minha espera! Pois bem, enquanto eles conversavam animadamente lá no ponto de água eu discretamente passei adiante. A animação do papo era tanta que nem me perceberam eheheh...

Lindo fim de tarde no Cemitério do Peixe. Destaque pras Serras do Indaial e Arrozal
Agora aglutinados, seguimos pela trilha na influência do Saracura, beirando pela direita um conjunto de amontoados de rochas cortadas. Logo à frente cruzamos uma tronqueira e prosseguimos entre afloramentos. Beirando às 15h10 interceptamos a trilha que fizemos na ida, completando o laço do Circuito. Dali, foram mais 50 minutos de caminhada pela mesma trilha da ida; até novamente colocarmos os pés no Cemitério do Peixe às 16h00, dando por encerrada a nossa pernada.

Adorável Linguinha, um legítimo saco sem fundo louco por gordices...
Já no Cemitério do Peixe, enquanto catávamos algumas jabuticabas às margens da estradinha, alguns se adiantaram e chegaram até o Buteco existente no lugar. Foi o ponto de encontro final ideal para descansar, bebericar uns "kisucos", jogar conversa fora e brincar com os engraçados cachorros do lugar... Somente por volta de 17h00 deixamos o Peixe. Na estrada próxima ao Paraúna houve quem corresse pelos pastos atrás de cagaitas... Reembarcados rumamos para BH, aonde chegamos pouco depois das 22h00.

Pois bem, este Circuito não é grandioso do ponto de vista da jornada, mas é interessante pela possibilidade de isolamento sem longa distância e com facilidade logística. Permite vivenciar e observar sem pressa a história do lugar, as formações rochosas, a rica e diversa vegetação; e na sorte até papear com locais. Ademais, o Córrego do Bicho se encarrega de completar a diversão. Lugar que vale a visita!

► Nosso amigo Rafael Cunha também escreveu em seu Blog um relato desse Trekking
► Confira mais fotos no Facebook de Tuca Máximo

Serviço: Informações da Rota, Acessos e Dicas

Circuito com aproximadamente 20 km localizado nos arredores do Cemitério do Peixe, município de Conceição do Mato Dentro, centro norte de Minas Gerais. Desenvolve nos sentidos sudoeste e oeste da localidade, com trajeto se assemelhando a um laço. Pode ser dividido em duas partes. A primeira parte do Cemitério do Peixe até o Córrego do Bicho é o mesmo trajeto da Rota Peixe-Fechados. Já a segunda parte é o retorno ao Peixe, passando pelas margens do Rio Paraúna.

Além da riqueza natural e paisagística do Espinhaço, os atrativos principais são o Cemitério do Peixe e as quedas no Córrego do Bicho. O Cemitério do Peixe é uma localidade dominado por uma Capela de São Miguel e um Cemitério. Moradores são escassos, porém um sem número de casinhas rodeiam a capela. Estas casinhas somente são ocupadas a cada agosto, quando acontece o Jubileu de São Miguel, tradicional festa católica na região. Por isso, é comum se referir ao lugar como um "arraial fantasma". Na verdade isto não seria correto, pois há inclusive um buteco em pleno funcionamento no lugar.

Já o Córrego do Bicho é um dos afluentes do Rio Paraúna, cuja foz localiza-se próxima à antiga e conhecida Barragem do Paraúna. Corre do Sul para o Norte e dada a declividade do terreno forma vários remansos e algumas quedas, em especial aquela nas confluências das antigas trilhas vindas do Camelinho e Cemitério do Peixe. Ali, o conjunto da Cachoeira do Bicho é um convite à curtição, emoldurada por morrotes de afloramentos.

Trata-se de um Circuito Nível Básico, ideal para aqueles que buscam a realização de um Trekking com baixa dificuldade. Pode ser realizado em 1 ou 2 dias - quanto mais tempo dedicar à atividade maior será o proveito, inclusive a possibilidade de acampamento natural. É uma região belíssima que compensa os esforços!

► Para caminhantes mais experientes e que desejam apimentar o roteiro, há uma variante desse Circuito que consiste em avançar sentido sul pela banda Leste da Serrinha; ampliando o laço. Através de antigas trilhas, trechos de campos e matações (sem trilhas batidas) o caminhante irá cruzá-la e despontar na região do Retiro do Bicho; tomando o sentido norte até a Cachoeira. A partir dali o trajeto é o mesmo realizado.


Distâncias aproximadas
Cidade referência: Belo Horizonte

BH ao Cemitério do Peixe Via BR 259: aprox. 270 km; sendo 22 km em estrada de terra
BH ao Cemitério do Peixe Via MG 10: aprox. 250 km; sendo 35 km em estrada de terra
Capitão Felizardo ao Cemitério do Peixe: aprox. 09 km estrada de terra
Capitão Felizardo a Gouveia: aprox. 22 km, sendo 13 em estrada de terra

Como chegar e voltar - de ônibus
Cidade referência: Belo Horizonte

Ida: Viação Pássaro Verde BH a Gouveia → Ônibus rural até Capitão Felizardo → a pé ou ajeitar um carro até Cemitério do Peixe
Volta: a pé ou ajeitar um carro até Capitão felizardo → Ônibus rural até Gouveia → Viação Pássaro Verde até BH 

► Confira no site da Viação Pássaro Verde os horários e frequências
► O ônibus de linha rural ligando Gouveia a Capitão Felizardo apresenta horários e frequências escassos. Na dúvida atualize a informação na Prefeitura ou rodoviária de Gouveia.
► Capitão Felizardo é um bairro rural de Conceição do Mato Dentro, distante 75 km da sede. É algo difícil de acreditar, pois o lugar está a 13 km da BR 259 e a 22 km de Gouveia. Próximo a Felizardo e na margem direita do Rio Paraúna há um distrito chamado Tombadouro, município de Datas, que oferece alguma variedade em serviços naquela região.
► É possível ao invés de seguir até Gouveia, desembarcar na BR 259 na bifurcação da estrada para Capitão Felizardo e Congonhas do Norte. Porém, como o local é ermo, há de se combinar antes alguma forma para chegar em Cemitério do Peixe, pois até lá são 22 km em estrada de terra. Igualmente há de se combinar o retorno.
► Também é possível ir pela Viação Serro até Conceição do Mato Dentro e depois Congonhas do Norte. Nesta cidade fretar um táxi até Cemitério do Peixe, distante 35 km em estrada de terra; bem como combinar com esse mesmo táxi uma data e hora para resgate em Cemitério do Peixe; e novamente retornar a Congonhas do Norte.

Como chegar e voltar - de carro
Cidade referência: Belo Horizonte

Ida: BR 040 até o Trevão → BR 135 até Curvelo → BR 259 até acesso Congonhas do Norte → Estrada de Terra até Cemitério do Peixe
Volta: Estrada de Terra de Cemitério do Peixe até BR 259 → BR 259 até Curvelo → BR 135 até BR 040 Trevão → BR 040 até BH

► Uma outra opção é usar a MG 10 até Conceição do Mato Dentro; depois MG até Congonhas do Norte. Após, estrada de terra com aprox 35 km até o Cemitério do Peixe.
► Como se trata de um Trekking Circuito, início e final se dão no mesmo ponto, facilitando a logística.

Considerações Finais

► Áreas Particulares: Em todo o trecho do circuito as trilhas percorrem áreas particulares; estando sujeitas às regras locais. Cemitério do Peixe é uma localidade que gira em torno da fé Católica. Por tudo isso, a visitação ao lugar e a realização do Trekking requer discrição e respeito por parte de praticantes. Proibido fazer fogueiras. Traga todo o seu lixo de volta.

► Trilhas e Trajeto: Trata-se de um circuito na banda sudoeste e oeste da localidade de Cemitério do Peixe. As trilhas são antigas; alternando trechos mais amplos com outros mais degradados e apagados. Realização sem equipamentos de navegação requer noção de orientação. Sombreamento em aproximadamente 5% do trajeto. Há forte presença de cascalho, em especial no trecho Cachoeira do Bicho-Foz com o Rio Paraúna. É um roteiro com subidas e descidas suaves; portanto de baixa variação altimétrica. 

► Logística de Acesso: Como em todo Circuito, a logística de acesso-regresso costuma ser a parte menos complicada para o caminhante que acessa o local via automóvel. As estradinhas de terra costumam apresentar boas condições de tráfego e apresentam sinalização nas bifurcações mais importantes. Já para quem acessa via ônibus, tenha em mente que se tratam de pequenas localidades em que transporte público é escasso ou simplesmente não existe. Dependendo do dia e horário, esta situação pode exigir a contratação de serviços de táxi; combinado com amigos; caronas; ou então restando a alternativa de se percorrer longos trechos à pé por estradinhas vicinais. Portanto, estude e avalie as opções antes de realizar a atividade. 

► Camping: Não há estrutura de camping pelo Circuito; somente camping natural. Seja discreto nas ações. Seja cordial com locais. Não faça desmatadas. Não faça fogueiras. Traga todo o seu lixo de volta!

► Água: Há pontos de água pela rota, não sendo necessário transportar grandes quantidades enquanto se caminha; ademais trata-se de um pequeno Circuito. Porém. em época de seca fique atento, pois algumas fontes desaparecem. Use sempre purificador!

► Exposição ao Sol: Intensa. Use protetor solar.

► Época de realização: O melhor período para realização dessa rota é de abril a setembro; que é a época mais seca na região. Porém é quando as águas das cachoeiras estão mais geladas e em menor volume. Em períodos chuvosos pode ser impossível a realização, pois há córregos a cruzar.

► Duração e Sentido para realização: Pode ser feito no sentido horário ou anti horário. Particularmente preferimos no sentido horário. Em 2 dias seria o formato ideal; suficientes para se caminhar com calma e curtir os atrativos sem pressa. Mas é possível realização em apenas 1 dia de caminhada mais intensa.

► Segurança: É um circuito curto, então naturalmente eventual rota de escape se direcionará para o Cemitério do Peixe. Mas tenha em mente que, a partir do Cemitério do Peixe as opções de saída seja para qual direção for são longas e em estrada de terra. Não há estrutura de busca e resgate na região, pois Cemitério do Peixe não é uma cidade; nem um bairro com alguma infraestrutura; e sim uma localidade com 1 ou 2 moradores. Seja cauteloso ao frequentar cachoeiras e rios. Não há sinal de telefonia celular pela rota; nem obviamente terminais telefônicos.

► Atenção: Ambientes naturais abrigam insetos e animais selvagens ou peçonhentos. Isto é natural e normal. Ao manusear suas roupas e equipamentos verifique com atenção e rigor se não há presença desses animais ou insetos peçonhentos; evitando acidentes. Use repelentes contra carrapatos. Também fique atento quanto a presença de animais selvagens de grande porte e evite assustá-los.

► Cash: leve dinheiro trocado e em espécie. Pequenas localidades não aceitam cartões ou cheques.

► Carta Topográfica: Presidente Kubitschek


► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons Ventos!!!

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