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Pico Três Irmãos em Brumadinho: visual de tirar o fôlego!

Caminhando pelo Pico Maior dos Três Irmãos
Depois de uma série e idas e vindas, no dia 28 de abril juntamente com alguns amigos fui conhecer o Pico dos Três Irmãos, localizado na serra de mesmo nome, na cidade de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais. Trata-se de um conjunto que pode ser visto de praticamente toda a região e que desperta a curiosidade pela sua bela formação.

Devido a pouca ou nenhuma informação disponível a respeito da localidade, bem como do acesso; a visita vinha sendo adiada; até que, concretizada revelou-se fácil, tranquila e extraordinariamente bela, confirmando a expectativa. Por conta da intensa atividade de mineração em seus arredores, o Pico dos Três Irmãos pode ser considerado um sobrevivente e só por isso já vale uma visita ao lugar...

Saí de casa por volta de 5h30 da manhã de domingo e somente cheguei em Brumadinho por volta de 8h30. Culpa do transporte coletivo! Lá me encontrei com a Sol, Déia, Valdir e Esposa. O tempo estava parcialmente nublado e após fazermos um tempinho por lá; em torno de 9h30 saímos em dois veículos em direção ao Pico dos Três Irmãos.

Voltamos no sentido de Belo Horizonte e ao chegarmos na saída da cidade de Brumadinho, tomamos a direção da direita (ou esquerda, para quem está vindo de Belo Horizonte) indo em direção ao Arraial de Tejuco. A estradinha é asfaltada, porém repleta de curvas. Devido a informações desencontradas a respeito do acesso ao Pico Três Irmãos, contávamos com a gentileza do animado e divertido Maurício, mais conhecido como Piau, que conhece a região como a palma da sua mão. Por isso nos conduziria até o Pico dos Três Irmãos! Como ele adora caminhar e nós estávamos atrasados, ele deixou a cidade de Brumadinho a pé, antes de nós; indo em direção ao Tejuco.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês do Tejuco
Ao seguirmos pela estradinha asfaltada, pouco tempo depois alcançamos o Piau, próximo a uma grande árvore. Ele já havia caminhado explorando a região em busca de sementes de árvores, pois desenvolve um trabalho de preservação ambiental e catalogação de exemplares em Brumadinho. Também é um preservacionista das diversas espécies de abelhas da região.

Rapidamente nos juntamos e mais umas "cinco mil curvas" passamos pelo arraial de Córrego do Barro; para pouco tempo depois adentrarmos no arraial de Tejuco. Esse arraial é bastante simpático e não tardou a Déia localizar alguns parentes seus que moram por lá! Seguimos pela rua principal do bairro indo em direção à Mineração Dona Marta, que é grudada ao arraial.

Três Irmãos vistos da Estradinha
Placa que identifica o ponto de inicio da trilha, às margens da estradinha.
Atualização Mar 2016: recentemente fui alertado que há uma primeira placa similar a esta no trecho da estrada.
Então, esta é uma segunda placa. Fique atento: a trilha inicia nesta segunda placa, à esquerda.
Agora o asfalto ficou para trás e tomamos uma estradinha de mineração. Passamos em frente a garagem da Mineração Dona Marta e após subir um pequeno trecho da estradinha, em uma bifurcação tomamos o sentido direito da estrada, que vai serpenteando a matinha rala. Esta estrada é de uso interno das mineradoras e pelo que me disseram, até bem pouco tempo estava fechada. Aliás, segundo nos informaram alguns moradores do Tejuco, caso o serviço de vigilância das mineradoras interceptem algum visitante por essa estrada, costumam impedir o acesso! Pois bem, isso não aconteceu conosco, ainda bem!

Mais ou menos 1 km nessa estrada e chegamos a um ponto onde os carros deveriam ficar estacionados. A referência é uma mata um pouco mais alta, que mantém característica de mata atlântica (o local é mais úmido); com uma placa de proibido a entrada (veja ao final desta postagem uma observação importante feito por um dos nossos leitores). No local, corre o único ponto de água da trilha, que também é fonte de abastecimento do arraial de Tejuco. Era por volta de 10h00 da manhã! 

Quedinha no único ponto de água da trilha. Abasteça!
Flores
Mais flores...
Muito mais flores... um jardim!!!
Rapidamente começamos a caminhada pela mata, margeando o rego d'água e indo em direção à uma pequena queda em uma pedra e ao precário ponto de captação de água para abastecimento! Por ali apenas um fio d'água, que certamente seca em períodos de seca prolongada; então fique atento! A trilha nesse trecho é bem definida, não tem erro e é bem curtinha.

Ao passarmos pelo ponto de água logo saímos em um descampado, de onde é possível ter uma vista parcial e magnífica do Pico dos Três Irmãos bem cima. Os arredores pareciam um imenso jardim: flores diversas e de cores intensas: amarelas, roxas, brancas; quaresmeiras, sorocabas, alecrim do campo; enfim uma belezura! 

A trilha íngreme sobe por esse vale entre os Picos
A partir desse ponto, a trilha não passa de um sinal no solo e tomamos o sentido da direita, indo em direção ao Pico, já bem visível! Logo depois, após um pequeno vale, chegamos a um ponto mais alto, de onde é possível ver todo o sentido da trilha, que sobe entre o Pico Sudoeste (o menor deles) e o Pico do Meio, que possui um grande ombro, que desse ângulo até parece como sendo o terceiro Pico!

Canelas de Ema queimadas, algumas morreram
Canelas e o conjunto ao fundo
A região é repleta de canelas de ema, que apresentavam sinais de queimadas devido a um incêndio de dois anos atrás. Inclusive, algumas estavam mortas, o que é uma pena, pois essa planta leva dezenas de anos para crescerem centímetros! Desse ponto pode-se ver um outro e possível acesso aos Picos pelo ombro do do Pico Sudoeste, porém creio que seja pouco utilizada, pois é muito íngreme!

A partir daí a trilha praticamente some, tomada pelo capim, porém logo depois reaparece já bem marcada pela erosão; que provocou alguns degraus que dificultam a subida. Requer também cuidado, pois é repleta de pedras miúdas e soltas, propícias para escorregões!

Ponto em que paramos para descansar
Na dianteira, o Piau foi subindo rapidamente; até que após 50 minutos de caminhada chegamos a um platô localizado entre o Pico Sudoeste e o Pico do Meio. Fizemos uma parada para descanso e lanche embaixo de umas pequenas árvores, que possibilitavam uma sombra agradável. Desse local foi possível obter grande visual por toda a região, pois já estávamos bem altos.

Apesar da beleza de todo o Vale do Paraopeba e da Serra da Moeda à frente/leste, o que realmente impacta o visual nesse momento é a Mineração do Feijão, de propriedade da Vale do Rio Doce. Essa atividade resultou em uma cratera gigantesca aos pés do conjunto do Pico dos Três Irmãos. Impressionante!

Os topos dos Picos dos Três Irmãos
Ficamos por lá cerca de meia hora, quando retomamos a caminhada, indo no sentido norte em direção ao Pico mais alto do conjunto dos Três Irmãos. A trilha é fácil e cerca de 20 minutos depois chegamos ao topo; que é pequeno, ovalado, formado por vegetação rasteira, portanto ausente de árvores e sombras. Possui um pára-raio; marcação geográfica e permite visual de 360 graus de toda a região do Vale do Paraopeba, inclusive dos topos dos Picos Irmãos menores!

Pedra Grande de Igarapé (zoom)
Serra do Elefante em Mateus Leme (zoom)
Serra da Moeda (zoom)
Arraial do Tejuco e Brumadinho ao fundo
Serra do Rola Moça, Curral em BH. Ao fundo, 'sombra' da Serra da Piedade em Caeté
Topo do Mundo na Serra da Moeda (zoom)
Deste topo é possível ver ao Sul/Sudeste o Arraial de Tejuco e a cidade de Brumadinho, bem próximos; além da Serra de Igarapé; a Pedra Grande de Igarapé e o horizonte pelos lados da cidade de Moeda. À leste é possível ver a Serra da Moeda, com o Topo do Mundo e a Serra da Calçada, onde fica o Forte de Brumadinho. Ao norte, além de um pico secundário bem próximo, mais ao longe é possível ver regiões de Belo Horizonte; além do conjunto de serras do Rola Moça, Curral e até a Serra da Piedade em Caeté. A oeste, é possível ver várias cidades da região, como Ibirité, Mário Campos e Sarzedo; além da Serra do Elefante bem distante, já na cidade de Mateus Leme!

A cratera da mineração
Norte: veja o contraste na serra
Do topo do Pico mais alto é possível observar o trabalho de mineração aos seus pés, no sentido leste. É um trabalho intenso e barulhento. Impressiona ver os gigantescos caminhões circulando por aquelas estradas circulares, indo até a parte mais baixa dentro da cratera. Em um pico secundário, porém alto, mais a leste, que possui em seu topo algumas antenas de comunicação é possível observar o resultado da atividade: um conjunto de degraus feitos para contenção vai dos pés ao seu topo, mudando radicalmente a paisagem! É uma imagem marcante!

Permanecemos no topo do Irmão Maior por aproximadamente 1h00, quando descansamos, lanchamos e curtimos o visual impressionante e ao mesmo tempo impactante! Deu vontade de ficar horas e horas por lá, tamanha a amplitude visual, apesar do estrago da mineração no lado oeste do Pico. Na verdade a mineração é uma atividade econômica importante, mas é inegável o impacto ambiental! Chega a doer o coração! No caso dos Três Irmãos, impossível não pensar como deveria ser a paisagem nos arredores antes da mineração...

Após a longa permanência no topo, iniciamos a descida, pois o sol do meio dia estava nos castigando. Os topos de todos os três picos são cobertos apenas por campos; e não há uma sombra sequer, nem pra remédio.

Ao descermos, Eu, Valdir e Piau fomos nos outros dois topos dos Irmãos Menores, enquanto a Sol e a Déia se contentaram apenas com o mais alto e ficaram nos esperando no platô entre o Pico do Meio e o mais a sudoeste.

O visual dos outros dois topos não difere do mais elevado e a ida a esses pontos foi só mesmo por satisfação pessoal, de modo que não fizemos grandes paradas em nenhum desses dois cumes!

Após o cume do pico mais à sudoeste, o mais baixo deles, voltamos para o pequeno platô onde encontramos com o restante do pessoal. Iniciamos a descida imediatamente, por volta das 13h00; feita pelo mesmo caminho da ida.

Alguns escorregões e uns tombos fizeram parte da descida, pois o terreno é cheio de traiçoeiras pedras miúdas. Porém rapidamente perdemos altitude e logo chegamos à matinha onde há o único ponto de água do trajeto.

Fizemos uma breve parada para hidratação e refresco na sombra, afinal o sol havia judiado tanto na subida, nos topos e na descida. Mais alguns minutos chegamos à estrada onde os carros estavam estacionados.

Embarcamos imediatamente, não fizemos parada em Tejuco (uma pena viu!) e seguimos direto para a casa da Sol em Brumadinho, onde chegamos por volta de 14h30. Lá na casa da Sol, uma lasanha deliciosa feita pela sua mãe nos aguardava: estava tudo uma delícia.

Após o almoço, ainda fiz uma horinha por lá e fiquei impressionado com a quantidade de plantas cultivadas pela mãe da Sol! E estavam lindas, viçosas, uma beleza. Está de parabéns! Por volta de 16h30 deixei a casa da Sol, tomando o coletivo direto para Belo Horizonte; e depois outro para a Pampulha, aonde cheguei em casa por volta de 18h30.

Registro meus agradecimentos ao Maurício (Piau) pela disposição e alegria nessa empreitada. Foi sensacional! E o parabenizo pela luta e trabalho na preservação ambiental da região de Brumadinho! Desejo-lhe sucessos! Agradeço à Déia que gentilmente me deu carona; e à Sol e à sua Mãe pela acolhida e pelo saboroso almoço!

Serviço

amigos no topo dos Três Irmãos
Localizado na cidade de Brumadinho, ao Sul de Belo Horizonte, o conjunto do Pico dos Três Irmãos fica na Serra de mesmo nome. Possui altitude média em torno de 1400m (IBGE). A vegetação predominante é a de campos de altitude, com canelas de emas e outras plantas da faixa de transição atlântica-cerrado. Dos topos é possível ter uma espetacular visão de 360 graus de todo o vale do Paraopeba e a região mais ao Sul de Belo Horizonte, além de todo o conjunto de serras que o circunda.

Como se pode comprovar a olho nu, o subsolo de toda a região é rico em minério de ferro e no entorno dos Três Irmãos há intensa atividade de mineração. Segundo informação extra oficiais, as terras onde se localiza o conjunto do Pico dos Três Irmãos está sob guarda das empresas mineradoras da região, que teriam a obrigação de mantê-lo e preservá-lo!

Como chegar e voltar - De ônibus

Cidade referência: Belo Horizonte
Tomar o coletivo 3787 (Brumadinho-Conceição de Itaguá-Belo Horizonte, esta é a linha mais frequente) e descer na entrada de Brumadinho → Embarcar em ônibus da linha 09 (Posto de Saúde-Tejuco ou Rodoviária-Tejuco aos domingos) e descer no bairro de Tejuco → Do Tejuco seguir a pé pela estradinha para a Mineradora Dona Marta (é a continuação da rua principal do Tejuco). Após a garagem da mineradora, subir um pequeno trecho e virar à direita; seguindo pela estrada até o ponto de água, em uma pequena mata onde há uma placa "proibida a entrada". A partir daí inicia a trilha para os Picos. Navegação visual.

► Consulte outras opções, tarifas e frequências de ônibus metropolitano no site do DER-MG 

Como chegar e voltar - De carro

Cidade referência: Belo Horizonte
BR 381 sentido São Paulo → Após o posto da PRF de Betim, tomar a estrada para Brumadinho, passando por Mário Campos → Em Brumadinho, logo na entrada da cidade, entrar à esquerda pela rua que leva à estrada para o bairro do Tejuco →Cruzar o bairro e seguir em direção à Mineradora Dona Marta → Após a garagem da mineradora, subir um pequeno trecho e virar à direita; seguindo pela estrada até o ponto de água, em uma pequena mata onde há uma placa "proibida a entrada". Estacionar → A partir daí inicia a trilha para os Picos. Navegação visual.

► Importante: Depois do arraial de Tejuco, caso a estrada da mineradora esteja fechada é possível chegar ao referido ponto de água (no caso o início da trilha) através de uma trilha curta desde o Tejuco, que corta uns pastos e umas capoeiras (matinhas secundárias). Mas se informe com algum morador local a respeito dessa trilha ao chegar no arraial. De todo modo, você terá os picos ao fundo como referência!

Considerações finais

► Proteja-se com calças compridas, pois há carrapatos nestas trilhas. Não se esqueça do protetor solar. 

► Fique atento nos topos dos picos: alguns dos lados, principalmente o lado oeste possuem pirambeiras. Por favor, se cuide!

► Leve água, pois só há um ponto de coleta em toda a trilha, logo no início da trilha; que pode estar seco no inverno. 

► Muito cuidado ao fazer essa trilha. Como descrito, no início há um ponto de captação de água que abastece o Bairro do Tejuco. Pelo amor de Deus, não deixe lixo nem interfira na água; muito menos faça de lá um banheiro! 

► Não tente ir ou acessar a área de mineração aos pés do conjunto de Picos. Há vigilância por toda a região e a paz deve reinar sempre!

► Há outras variantes para acessar o Pico dos Três Irmãos através de Mário Campos.

► Conforme nos alertou o leitor e trekker Mauricio Santos Leão Resende (veja comentário abaixo) na estradinha interna da mineradora, após virar à direita há duas placas indicativas "Área de Manancial, abastecimento público entrada proibida". A trilha inicia na segunda placa. Fiquem atentos. Na dúvida, como sugeriu o nosso leitor, salve a foto da placa e leve consigo para consulta e confirmação! Agradecemos ao Maurício pela preciosa informação.

► Carta topográfica da região: Brumadinho (IBGE). 

► Confira algumas Dicas Básicas para a prática de atividades outdoor

► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons ventos!
Última Atualização: Nov 2017

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