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Cachoeiras em Itambé do Mato Dentro: um descanso merecido!


Bucolismo no Complexo da Serenata
Itambé do Mato Dentro é um pequeno município de aproximadamente 2.500 habitantes, localizado à nordeste da Capital Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais. Encrustado na Serra do Espinhaço e à margem leste do Parque Nacional da Serra do Cipó, abriga em seu território recortes de belezas naturais marcantes.

Ao contrário que imaginamos, Itambé vai muito além do famoso e conhecido Distrito de Cabeça de Boi, oferecendo ao aventureiro outras possibilidades, especialmente cachoeiras. Foi para conhecer e desfrutar de alguns desses atrativos que nos mandamos pra Itambé no feriado do dia da Pátria. A missão era visitar as cachoeiras da Serenata, Vitória, Funil e Lúcio, um final de semana dedicado à curtição mais sossegada...

Rota realizada e disponibilizada no Wikiloc
Além de possibilitar estudar e visualizar a região, você poderá baixar este tracklog (necessário se cadastrar no Wikiloc); e inclusive utilizá-lo no seu GPS ou smartphone (necessário instalar aplicativo). Recomendamos que utilize esta rota como fonte complementar dos seus estudos. Procure sempre levar consigo croquis, mapas, bússola e outras anotações que possibilitem uma aventura mais segura.
Quanto melhor for o seu planejamento, melhor será o seu aproveitamento.
Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

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1 Deixamos BH por volta de 5h30 da manhã de sábado dia 6 de setembro. Após parada para café próximo ao trevo de Ipoema na BR 381 e enfrentar o empeirado trecho de estrada de terra entre Ipoema, Senhora do Carmo e Itambé, chegamos à simpática cidadezinha às 9h30. Nos dirigimos ao camping Ouro Fino, que transformamos em nossa base nos dois dias pela cidade. Rapidamente armamos acampamento e demarcamos território.

Altar Mor da Matriz de Itambé do Mato Dentro
Somente com mochilas de ataque, por volta de 10h15 reembarcamos em nosso apoio e sob um calor de matar fomos atrás do nosso objetivo do dia: visitar as Cachoeiras da Serenata e do Funil, ambas localizadas à nordeste da sede. Deixamos o camping, passamos em frente à Igreja Matriz e tomamos a rua da esquerda na pracinha. Esta rua não demora a acabar e adentramos de vez em uma estrada vicinal.

A estradinha é apertada, com algumas subidas e descidas fortes, especialmente no trecho final já em aproximação da sede do sítio onde fica a Cachoeira da Serenata. Inclusive, a poeira fofa pela estrada era grande, que provocava até afundamento em alguns pontos. Chegamos ao sítio por volta de 11h30, onde fomos recebidos pelos simpáticos proprietários. Pagamos as entradas, reservamos um almoço caseiro para a volta e partimos para a cachoeira.

A chamada "Lapoa"
A trilha de acesso à Cachoeira da Serenata passa à esquerda da sede do sítio, cruza uma cerca de arame farpado, margeia uma capelinha particular da família e em declive, segue em direção a um vale. Não demora e ao se aproximar de um imponente paredão à direita da trilha, já se pode avistar as águas do Ribeirão do Funil que formarão a queda principal da Serenata cerca de 300 metros abaixo. Nesse ponto há um moinho d'água desativado ao lado de uma primeira queda d'água, que alguns locais chamam de Cachoeira da Lapoa.

Parcial do cânion da Serenata com suas rochas esculpidas com a tempo
Sem paradas, nos dirigimos pela trilha adiante e mais à direita para conhecermos o Cânion da Serenata, que fica a uns 300 metros à direita do moinho desativado. Em minutos chegamos ao local. Apesar de chamarmos Cânion da Serenata, trata-se de um estreitamento entre rochas das águas do Rio Preto do Itambé.

É um conjunto muito bonito, com um poção antes do estreitamento, rodeado por rochas que lembram um solo lunar, repleto de caldeirões por onde a água desce com violência.. O que desagrada é o aspecto da água, parecendo poluída. Talvez isto se justifique, pois apesar do grande número de afluentes que possui, este rio banha anteriormente a cidade de Itambé do Mato Dentro. Nenhum de nós adentrou na água nesse ponto, parada mesmo somente para algumas fotos.

Cachoeira da Serenata, terceira e última queda
Deixamos o Cânion da Serenata pela trilha da ida, tomamos a bifurcação à direita logo abaixo de um lajeado e seguimos margeando o Rio pela esquerda junto à mata ciliar até a queda da Serenata. Trecho muito bonito do rio, com algumas corredeiras. Ao chegar na Cachoeira da Serenata constata-se a singeleza do lugar. Possui quedas de aproximadamente 8 metros, formando em sua base um poço de profundidade variada, apesar de pequeno.

Possibilita nadar, permanecer sob a queda e até se deitar na água para se refrescar... O solo é arenoso, dando um aspecto de praia fluvial ao lugar. Além disso, é uma cachoeira com arredores abertos, recebendo bastante luz solar direta. Providencialmente, há uma matinha de fronte à queda, onde se permite curtir uma sombra sob algumas pedras; além de uma toca de pedras à direita da queda. Abaixo do poço, há uma "ponte" natural, onde a água da cachoeira passa sob imensa rocha para se encontrar com o Rio Preto logo abaixo...

Poço abaixo da segunda queda da Serenata
Nos esbaldamos na cachu até por volta de 14h30. Tomamos a trilha que inicia ao lado da Toca de Pedra e metros adiante subimos uma rocha inclinada à direita. Fomos à parte alta da Serenata e seguimos ribeirão acima, passando pela segunda queda. Esta forma um grande poço, bem maior e mais profundo em alguns pontos que o da terceira queda.

Nessa altura alguns teimaram e prolongaram a estadia, pulando nas águas novamente... Cerca de meia hora depois reiniciamos a volta à Fazendinha pelo mesmo caminho da ida, onde chegamos em cerca de 15 minutos. Lá nos ganhamos milhões de calorias em um farto e delicioso almoço caseiro... 

Quedinhas na região da Funil
Barriga cheia pé na estrada próximos das 16h00... Reembarcamos rapidamente pois ainda iríamos a Cachoeira do Funil. Com louvor vencemos os trechos ruins das subidas que levam à Fazenda. Pontos para nosso motorista! Em poucos minutos chegamos à bifurcação da estrada que leva à Cachoeira do Funil.

Em declive pela estrada, rapidamente chegamos ao local, onde à esquerda da estrada há uma casa (fechada) com o que parece ser uma antiga área de camping. Atravessamos a cerca e fomos em direção às quedas d'água. Na verdade são pequenas e formam também pequenos poços. Nos acomodamos em uma rocha e ficamos curtindo o por do sol. Ninguém adentrou às águas, que estavam reduzidas devido à estiagem... Dei uma volta pela redondeza e fui até a ponte da estrada sobre o ribeirão. Há várias corredeiras e alguns poços, mas comparando com a Serenata é um lugar modesto...

Quase às escuras deixamos o lugar e em aproximadamente meia hora já estávamos de volta ao Camping Ouro Fino. Noite de curtição, com janta coletiva e até um churrasquinho, já que o camping é amplo, estruturado e permite essas mordomias. Fez frio à noite, entretanto dormimos bem tarde, fruto das discussões filosóficas noturnas...

Pico do Itacolomi de Itambé do Mato Dentro
2 O domingo amanheceu parcialmente nublado; e pouco depois o tempo ficou abafado e bastante quente. Sem delongas, tomamos café e reembarcamos na van rumo à Cachoeira da Vitória e do Lúcio, nossos destinos naquele dia.

Cachoeira da Vitória
Deixamos o camping por volta de 8h30, passamos em frente a Igreja Matriz e tomamos a rua da direita na pracinha. Após a ponte, tomamos a rua da esquerda e adiante entramos em aclive à direita na segunda rua, tomando rumo em direção à saída da cidade que leva à Cabeça de Boi.

Logo após à cidade, tomamos a estrada da esquerda (sinalizada) e seguimos direto à Cachoeira da Vitória. Em um ponto sinalizado da estrada, cujo pano de fundo à Oeste é o Pico do Itacolomi de Itambé do Mato Dentro, desembarcamos e iniciamos caminhada pela trilha à esquerda que leva à Cachoeira. Em leve declive e tendo um trecho sombreado, logo cruzamos as águas que vem da Cachoeira e em aclive nos dirigimos ao poço da Vitória. Uns 15 minutos de caminhada desde a estrada.

Poço da Cachoeira da Vitória
A Cachoeira da Vitória lembra a Tabuleiro em escala diminuta, com queda única de aproximadamente 65 metros e paredões muito bonitos. A queda morre nas rochas aos pés do paredão e no dia da visita o volume de água estava baixíssimo. Já o poço permite refresco, porém é pequeno e um pouco sombreado. É um lugar bucólico, que vale a visita pela beleza do conjunto. Ficamos por lá um bom tempo, quando por volta de 11h30 retornamos até nosso apoio que ficara na bifurcação da estrada.

Cachoeira do Lúcio
Embarcamos e pelo mesmo caminho da ida retornamos até a bifurcação para Cabeça de Boi. Tomamos a direção do Distrito e após cruzar uma ponte chegamos à Cachoeira do Lúcio. É isto mesmo: esta cachoeira é grudada à cidade! Desembarcamos e em poucos minutos percorremos os 80 metros que separa a cachoeira da estrada.

Formada por uma queda de uns 8 metros de altura e um bom poço para banho, é rodeada por mata ciliar, entretanto não impede a entrada de sol em boa parte do dia. Entre a queda maior e a estrada há outras pequenas quedas e poços, todos bonitos e charmosos, suficientes para curtição. Ficamos por lá até por volta de 15h30, quando reembarcamos e non stop retornamos ao Camping Ouro Fino.

Poço da Cachoeira do Lúcio
Por lá, banho, almoço tardio e por volta de 17h30 pé na estrada de volta à BH. Na rodovia BR 381 deparamos com um congestionamento rotineiro e somente por volta das 22h00 chegamos ao centro de BH. Foi um final se semana de relaxamento e curtição, uma pausa necessária especialmente a todos que gostam de trilhas e travessias mais pesadas, como é o nosso caso. Recomendo um descanso desse naipe; e se for em Itambé do Mato Dentro melhor ainda...

Obs.: Depois dessa curtição em setembro, retornamos à cidade em outubro, indo somente na Serenata e Lúcio. Apesar do desejo, não fomos na Cachoeira da Vitória, mas a informação que tivemos é que  devido à forte estiagem estava quase seca, infelizmente.

Serviço
Mais conhecido por abrigar em suas terras o Distrito de Santana do Rio Preto (Cabeça de Boi), o município de Itambé do Mato Dentro possui aproximadamente 2.500 habitantes e está localizado a 117 km a nordeste de Belo Horizonte, Minas Gerais. É uma cidadezinha pacata e acolhedora, com infraestrutura básica e essencial para o visitante, especialmente aquele mais aventureiro. 

Percurso no GE
O relevo da região é o típico do Espinhaço, formado por escarpas e afloramentos rochosos. A vegetação predomina campos rupestres e matas de galerias. Possui rica hidrografia, recortada por um sem número de córregos que tendem a desembocar no Rio Preto do Itambé, principal da região e que banha a cidade. Graças à diversidade do relevo, vegetação e hidrografia guarda vários tesouros naturais, especialmente cachoeiras, muitas delas de fácil acesso. É o caso das quatro cachoeiras que visitamos no final de semana.

Cachoeira da Serenata

Distante aproximadamente 10 km da cidade através de estrada vicinal sentido Morro do Pilar (há placas indicativas), mais 1 km de trilha leve. Localiza-se em área particular, nas confluências do Ribeirão do Funil e Rio Preto do Itambé. Na verdade poderíamos dizer que a Serenata é um complexo sequencial no curso do Ribeirão do Funil (Carta Topográfica IBGE). Possui 3 quedas intercaladas por poços, sendo o segundo poço o maior deles; e a última queda a maior e mais bonita delas. Em resumo, o ponto mais agradável do complexo é o terceiro e último, bem próximo ao Rio Preto.

► Entrada: R$5,00 (setembro 2014)
► O que fazer: nadar, banhar-se embaixo da queda, poços mistos.
► Infraestrutura: os proprietários oferecem almoço caseiro mediante reserva (R$15,00, setembro 2014).

Cachoeira do Funil

Distante aproximadamente 7 km da cidade através de estrada vicinal sentido Morro do Pilar (há placas indicativas), o mesmo sentido da Cachoeira da Serenata. Trata-se de uma série de pequenos e medianos poços, quedas e corredeiras do Ribeirão do Funil, o mesmo que alguns km abaixo formará a Cachoeira da Serenata. É um lugar bacana, porém mais modesto que a Serenata. Também é mais visitada devido ao fácil acesso e gratuidade.

► Entrada: entramos gratuitamente, mas fica em área particular.
► O que fazer: nadar, poços mistos.
► Infraestrutura: há uma construção na entrada do complexo, mas no dia da nossa visita estava fechado, não sendo possível apurar eventuais serviços. Pelo mesmo motivo, não foi possível saber se é cobrada alguma entrada em algum período.

Cachoeira da Vitória

Distante apenas 4,5 km da cidade através de estrada vicinal sentido Bairro Rural de Ribeirão Bonito (há placas indicativas), mais 500 metros de trilha leve. Trata-se de uma queda única entre 65 e 70 metros ladeada por belos paredões. Seu poço é pequeno, porém o conjunto é muito bonito. Impossível não compará-la com a famosa Cachoeira do Tabuleiro dada a semelhança, porém em menor escala.

► Entrada: entramos gratuitamente, mas fica em área particular.
► O que fazer: nadar, banhar-se embaixo da queda, poço misto.
► Infraestrutura: não há

Cachoeira do Lúcio

Distante menos de 1 km da cidade sentido Distrito de Cabeça de Boi (há placas indicativas). Fica na margem direita da estrada. É um pequeno conjunto de poços, corredeiras e quedas, sendo a última queda e poço o mais agradável e proveitoso. Devido ao fácil acesso, é a mais visitada da cidade, porém atente-se que no poço há uma formação rochosa curva embaixo da queda que requer atenção para não ocorrerem acidentes.

► Entrada: entramos gratuitamente, mas fica em área particular.
► O que fazer: nadar, banhar-se embaixo da queda, poço misto.
► Infraestrutura: não há.

Como chegar e voltar - de ônibus
Cidade referência: Belo Horizonte

Opção A:
Viação Saritur até Itambé do Mato Dentro.
Opção B:
Viação Saritur até  Itabira → Viação Santos (31 3831-4537) até Itambé do Mato Dentro.

► Consulte horários, frequências e tarifas nas empresas de ônibus
► Para visitar os atrativos listados neste post ideal é ir de carro para ganhar tempo; pois as distâncias são longas para se ir à pé pelas empoeiradas ou barrentas estradinhas. Não há linhas regulares de ônibus rural em Itambé; então sugerimos alugar táxi na cidade.

Como chegar e voltar - de carro
Cidade referência: Belo Horizonte

Opção A:
BR 381 até o trevo de Bom Jesus do Amparo → Eme Bom Jesus do Amparo seguir até Ipoema → Em Ioema seguir para o Distrito de Senhora do Carmo (estrada de terra) → Em Senhora do Carmo seguir para Itambé do Mato Dentro.

Opção B:
Seguir pela BR 381 norte até o trevo de Itabira e seguir até a cidade → Em Itabira seguir para o Distrito de Senhora do Carmo → Em Senhora do Carmo seguir para Itambé do Mato Dentro.

► Este percurso aumenta o trajeto, porém é todo feito por estradas asfaltadas.
► Fique atento às condições do tempo: sob chuva forte ou intermitente as estradinhas vicinais deterioram rapidamente.

Considerações Finais

Sementes da Ormosia Arborea (bico de pato; ou olho de cabra; ou pau ripa)
encontradas nas proximidades da Cachoeira da Serenata na segunda viagem ao lugar, em outubro
► Atente-se que, exceto a Cachoeira do Lúcio que está grudada à cidade, as outras cachoeiras estão em áreas rurais, portanto os acessos são feitos através de estradas vicinais. Em tempos de chuvas prolongadas ficam intransitáveis; ou mesmo em período de seca, em especial o trecho que vai para a Cachoeira da Serenata após a bifurcação da Cachoeira do Funil. Este trecho encontra-se muito ruim e não aconselhável para veículos de passeio.

► No sítio dos proprietários da Cachoeira da Serenata é possível almoçar. Basta chegar, reservar, ir à cachoeira e na volta aproveitar. Comida muito gostosa!

► Camping em Itambé: Ouro Fino (31 3836-5252), com boa infra estrutura, grudado à cidade, amplo, às margens do Rio Preto. Testado e aprovado. Ponta de Areia (31 3836-5115), com boa infra estrutura, amplo, grudado à cidade, às margens do Rio Preto. Testado o serviço de bar: aprovado! 

► Pousadas em Itambé: Pousada Recanto da Morena em Cabeça de Boi (31 3836-5296 / 99738-6683; Pousada da Ruth em Itambé (31 3836-5109 / 98374-7797) 

► A cidade conta com posto de gasolina, supermercado, Banco Bradesco e Casa Lotérica. Há alguns restaurantes, bares e padarias.

► A Carta Topográfica da região (IBGE): Conceição do Mato Dentro.

► Confira algumas Dicas Básicas para a prática de atividades outdoor.

►  Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons ventos!
Última atualização: Mar 2016

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