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Parque Estadual do Rio Preto: um lugar mágico!

Poço do Veado - PERP
Imagina um lugar com ambiente preservado; imensa beleza natural, cachoeiras diversas, prainhas e poços convidativos por todo lado; trilhas conservadas e sinalizadas; infra estrutura honesta; acolhimento dedicado e pasmem, de uso público! Impossível?
Pois pasmem, este lugar existe e tem um nome: Parque Estadual do Rio Preto PERP; localizado na cidade de São Gonçalo do Rio Preto, a 70 km de Diamantina, no Espinhaço Mineiro. Trata-se de um parque jovem, com pouco mais de 20 anos de idade. Nasceu fruto dos esforços e empenho da comunidade local. Além das belezas naturais e ótima infraestrutura, chama a atenção a acolhida que o visitante encontra por lá; do simples recepcionista à gerência da unidade. Por tudo isso, o PERP é realmente um lugar encantador, ideal para passar horas e dias de descobertas e descanso... Foi o que fizemos no recente feriadão de finados...

Para acessar o Resumo da Atividade, clique Aqui

Partimos de Belo Horizonte pouco depois das 23h00 do dia 30 de outubro; e após rápida parada nas proximidades de Mendanha para um café e esticar de pernas, chegamos em São Gonçalo do Rio Preto beirando 5h00. Non stop, rapidamente vencemos os quase 15 km de estrada de terra em boas condições que separa a cidade da Portaria do Parque; aonde chegamos por volta de 5h30. Fomos atendidos pelo porteiro que até tentou adiantar nossa entrada à reserva. Porém, tivemos que esperar até quase 7h00 para adentrar ao Parque. Foi bom por que alguns até tiraram um cochilo de modo mais tranquilo...


Dia 1 - Visita às Corredeiras

Centro de Visitantes
Trâmites burocráticos efetuados, pouco antes das 7h00 deixamos a portaria em direção ao Centro de Visitantes; aonde chegamos em uns 15 minutos. O trecho é uma estrada de chão bem conservada; rodeada por bela e preservada vegetação. Já no Centro de Visitantes nos dirigimos ao auditório para assistir a palestra obrigatória a todo visitante. A palestra é interessante e rápida; coisa de uns 20 minutos, quando é apresentada a história de criação do Parque, algumas estatísticas, atrativos e regras de uso e visitação. Após a palestra, tocamos direto para o Camping que localiza poucos metros abaixo do Centro de Visitantes.

Camping - Fundos
O camping é amplo, com vários pontos de churrasqueiras, pias com água potável e luz elétrica. Os sanitários são limpos e bem cuidados, oferecendo até papel higiênico em folha dupla! Pela área há várias árvores que favorecem o sombreamento em dias de sol; porém isso implica em um terreno com muitas folhas de árvores, alguns toquinhos e não necessariamente gramado; mas bom de um modo geral. Além da estrutura de serviços, juntamente ao camping há um heliponto. Com o camping relativamente vazio, escolhemos um local mais afastado das churrasqueiras e abrigado pela sombra das árvores. Com calma montamos nossas barracas; depois, um café para atinar o corpo; sendo que alguns o fizera no restaurante do Parque.

Ducha em antigo toco de árvore: pena que estava com pouca água
Ficamos aguardando os horários do Parque para botarmos os pés na trilha, pois as trilhas mais longas dentro da unidade só podem ser realizadas acompanhados por monitores. Assim, quando o relógio aproximou das 10h00 que é o horário de saída para a visita monitorada às Corredeiras, atrativo do nosso primeiro dia, deixamos o camping e nos dirigimos por cerca de 450 metros até as proximidades do Restaurante e Casa dos Guardas, que é o ponto de onde saem os passeios monitorados. Lá encontramos com o monitor Guilherme e rapidamente começamos nossa caminhada sob forte calor e tempo parcialmente nublado. Logo no início a trilha é larga, praticamente uma estradinha em leve declive. Passamos por uma ducha criativamente instalada em um velho toco de árvore à esquerda, com banquinhos no lado direito da trilha; para metros adiante em declive depararmos com alguns sanitários à nossa esquerda, pouco antes de um curso d'água.

Corredeiras - Foto: José Mendes
Cruzamos o rego d'água através de uma pequena ponte e logo adiante seguimos à esquerda, pois a trilha da direita segue para a Cachoeira do Crioulo. Mais alguns metros tomamos novamente à esquerda, já que à direita leva à Forquilha. Não demorou e logo chegamos ao Poço da Areia, uma bela praia fluvial intercalada por rochas no Rio Preto. Apenas algumas fotos e cruzamos o rio pulando pedras. A partir daí a trilha fica mais estreita, porém é limpa nas suas margens. Segue serpenteando o terreno e se alargando em alguns pontos.

Corredeiras - Foto: Thaís Araújo
Após uma saída à esquerda e novo curso d'água onde há uma pequena ponte, a trilha segue em aclive, onde se observa o trabalho anti-erosão das trilhas em vários pontos. Passamos por uma saída à esquerda (da Travessia para o Parque do Itambé) e seguindo à direita rapidamente chegamos a um mirante natural, de onde já foi possível ver as corredeiras entre árvores e ainda um pouco distante. Após o mirante, a trilha segue em declive em direção ao Rio Preto; onde há uma passagem em ponte de madeira (estava sem corrimão). Após, subimos alguns degraus em rocha e seguimos sem desníveis até as Corredeiras; aonde chegamos às 11h30.

Euzinho descansando nas Corredeiras - Foto: José Mendes
Como o próprio nome indica, trata-se do lugar onde as águas do Rio Preto escorregam pedra abaixo, formando um belo e convidativo poção ao seu final. Subindo pelo leito do Rio e sobre o lajeado, chega-se até um mini cânion muito bonito, onde as águas do rio descem espremidas entre rochas; proporcionando alguns pontos para relaxamento. Este é o ponto máximo aonde o Parque permite visitação. Tivemos então todo o tempo do mundo para curtir o lugar, que era somente nosso, os únicos visitantes das Corredeiras naquele dia. Com o calorão de rachar, a curtição foi total e nem lembramos que praticamente passamos a noite sem dormir...

Poço de Areia - Foto: Thaís Araújo
Por volta de 14h15 nosso monitor nos chamou para a caminhada da volta, que é feita pelo mesmo trajeto da ida. Viemos sem correrias e por volta de 15h00 já estávamos no Poço da Areia; quando despedimos do nosso agradável e discreto monitor, pois a partir dali sua presença não seria mais necessária. O Poço da Areia é uma prainha fluvial muito bonita, poço grande, profundidade agradável e com muitos peixes, as famosas piabanhas, que insistem em ficar mordiscando os banhistas! Ficamos por ali um bom tempo nos refrescando; à espera do sol baixar e o calorão diminuir.

Poço de Areia - Foto: José Mendes
Aos poucos e em grupos menores fomos retornando para o camping. Eu fiquei por último, juntamente com o Júlio. Ainda fui nos poços acima da passagem das rochas, outro recanto igualmente bonito com um grande areal nas suas margens. Às 17h00 deixamos o Poço da Areia e em pouco mais de 20 minutos já estávamos no restaurante do Parque, onde tomamos uma geladinha juntamente com a Teresinha, Zé, Solimar e Patrícia. Por volta de 18h30 no caminho em direção ao camping encontrei com o João, de Lorena - SP, que conforme havíamos combinado nos deu a honra da visita. Enquanto Ele foi jantar, eu toquei para o camping.

Ao chegar no camping o lugar estava bem mais cheio, com muitas pessoas fazendo churrascos; e alguns até com violões. O camping é acessível, automóveis praticamente adentram ao lugar! Mas isso não chegou a incomodar, pois o espaço é razoavelmente grande. Após o banho, enquanto alguns foram jantar no restaurante eu fiz o mesmo na porta da barraca. Depois fiquei proseando com o João até mais tarde. Boas histórias! Aguardava um céu limpo, mas isto não aconteceu naquele dia, infelizmente! Então, por volta de 22h30 já estava descansando... Fazia calor, porém adormeci; somente acordando na madrugada com o friozinho da montanha, sendo obrigado a abrir o saco de dormir...


Dia 2 - Visita às Cachoeiras do Crioulo e Sempre Viva

Acordei por volta de 5h00 da manhã com a cantoria dos pássaros. Há muito tempo não acordava com tanta cantoria de passarinho! Botei a cara fora da barraca e vi que o tempo estava nublado! Tentei esquecer dos cantos dos passarinhos mas era impossível... Somente consegui dormir um pouco mais tarde, com o dia totalmente claro. Levantei por volta das 7h00 e logo preparei o café. Pouco antes das 9h00 nos dirigimos para o ponto de saída dos passeios monitorados. Ao chegar deparamos com uma multidão no lugar. E pra complicar, praticamente todos pretendiam ir para a Cachoeira do Crioulo. Àquela altura até pensei em deixar pra ir em uma turma mais tarde, às 10h00, mas achei que esperar seria pior. Então, pouco depois de 9h00 iniciamos a caminhada: éramos ao todo 78 pessoas!!! Foi até engraçado rsrs...

Vista desde o Mirante do Lajeado:
Córrego das Éguas e Pico dos Irmãos
Inicialmente e até a primeira bifurcação após os sanitários e o rego d'água trata-se do mesmo trajeto que leva à Corredeiras que havíamos visitado no dia anterior. Logo no início, como nosso grupo é mais acostumado às pernadas, tomamos a dianteira juntamente com o monitor. Pontualmente às 9h30 tomamos a dita bifurcação da direita e começamos um trecho em aclive por trilha mais estreita. Parecia uma procissão tamanha a quantidade de pessoas! Mas na tranquilidade fomos subindo, chegando ao primeiro Mirante às 9h45. Parada para fotos e tive uma surpresa: não estava com minha câmera. Tive que me contentar com a lente do celular! A partir dali a grande procissão deu uma quebrada; inclusive o nosso grupo. Mais 10 minutos e chegamos a um novo Mirante. Mais uma paradinha e prossegui juntamente com o João; para 10 minutos depois chegarmos ao Mirante do Lajeado, de onde se tem bela vista do leito do Córrego das Éguas lá embaixo; além do Pico Dois Irmãos e do Pico do Alecrim à sudeste/sul. Muito bonito!

Poção da Crioulo
Suando bastante devido ao calorão abafado, prosseguimos sem dificuldade e agora com a trilha nivelada. Uns dez minutos e chegamos à bifurcação que à esquerda desceria direto para a Cachoeira da Sempre Viva. Porém, continuamos na trilha nivelada à direita; caminhando sem pressa, admirando a vegetação nos arredores e os morros à distância. Algumas sombras pontuais eram comemoradas, aliviando o calorão. Por volta de 10h40 chegamos a um ponto de água rodeado por uma matinha, onde parei para refrescar e abastecer. Adiante, em declive e rodeado pela matinha, ignoramos uma bifurcação à direita e tocamos pela trilha batida, aproximando da parte superior da Cachoeira do Crioulo. Cruzamos uma ponte sobre o Córrego das Éguas e chegamos à parte alta da Crioulo às 10h50.

Cachoeira do Crioulo em tempo nublado
O lugar realmente é muito bonito. Trata-se de um grande lajeado, cujas águas do Córrego das Éguas desce encachoeirado até a queda principal da Cachoeira do Crioulo. Lá embaixo um grande poço, rodeado pela viçosa vegetação em contraste com a areia branca em grande quantidade; emoldurada pelo tom ocre das rochas. Um conjunto realmente admirável; uma vista espetacular! Permaneci algum tempo por ali pois queria tirar umas fotos com menos pessoas na parte superior. Fui em direção ao paredão à direita, mas logo voltei sob o olhar de um outro monitor... Quando esvaziou e pensei em fazer as fotos, nosso monitor chegou e aí não teve jeito: tive que descer para a parte inferior da cachoeira. Na verdade, nosso monitor parecia um pouco mais preocupado, creio que devido ao grande número de pessoas que estava por ali.

Desci acompanhando o monitor; que incisivamente me chamou a atenção, alertando que eu estava atrasando o andamento do grupo. Evitei dar explicações e ponto final! Cheguei então ao poção da Crioulo; que é magnífico, digno de admiração! Por lá, todos do nosso grupo já estavam aproveitando o lugar. Ainda bem que o lugar é grandioso, pois éramos quase 80 pessoas! Aproveitei um pouquinho também, afinal o calor estava de matar...

Trecho bonito do Córrego das Éguas
Por volta de meio dia o monitor nos avisou que era hora de deixar a Crioulo. Tomamos agora a trilha pelo leito do Córrego das Éguas. Pouco abaixo alcançamos um grupo que estava na dúvida quanto a rota. Passamos por uma ponte improvisada, que parece ser fruto de enchentes e tocamos pra baixo pela margem esquerda do ribeirão. A paisagem é encantadora, com várias e curiosas formações rochosas; além de viçosa vegetação e inúmeros poços convidativos! Mais abaixo, descemos um degrau em rocha por uma escada de madeira (não me lembrei desse apetrecho) para logo depois nos aproximarmos da pequena Cachoeira Deitada. Como a área é um grande lajeado, ficamos aguardando o monitor!

Cachoeira da Sempre Viva
Chegado, descemos agora pela margem direita do Éguas e tocamos pra baixo. Por volta de 13h15 chegamos à Cachoeira Sempre Viva. Trata-se de um queda de aproximadamente 6 a 7 metros de altura, sem poço, mas que proporciona um chuveirão refrescante. Após a cachoeira, a água escorre pelas rochas e forma um belo poço logo abaixo; com enormes piabanhas. Como havia muita gente por ali, foi um custo conseguir uma foto da Sempre Viva sem interferências! Beirava as 14h00 quando retomamos a caminhada, descendo outra escadinha de madeira e continuando pela margem direita do Córrego das Éguas. A trilha dá uma nivelada, intercalando trechos sobre lajeados com outros em terra e areia. Nosso monitor ficou lá atrás fechando a trilha. Indo adiante, em um ponto tive dúvidas quanto a continuação da trilha, mas subindo o degrau logo visualizei os sinais. Em todo o percurso, em cada direção que se olha a beleza saltava aos olhos. Realmente uma pena ter que fazer o circuito sob pressão de horário e sem poder desfrutar por completo daquelas maravilhas!

Forquilha
Por volta de 14h40, tiramos as botas, cruzamos o córrego e chegamos à Forquilha; ponto de encontro do Ribeirão das Éguas com o Rio Preto. Um local aprazível, com areal e profundidade agradáveis; rodeado por vegetação viçosa. Um encanto de lugar! Por lá aterrizamos e logo depois despedimos do nosso monitor, pois dali em diante sua presença não era mais necessária. Depois de um bom tempo curtindo o lugar; o João desceu para o camping, pois pretendia conhecer outros atrativos antes de voltar para BH e Lorena ainda naquela noite. Mais tarde e em grupos menores fomos voltando para o camping. Os últimos, inclusive eu, deixamos a Forquilha pouco depois das 16h00. Caminhada tranquila, às 16h40 chegávamos ao camping.

Chegando, o João já estava com as tralhas prontas para voltar para BH. Fui dar uma geral na barraca e arredores atrás da minha câmera. Revirei e não encontrei a bendita. Fui até o guarda parque e perguntei se porventura alguém não havia encontrado e devolvido uma câmera; sabe como é, aquela esperança boba do impossível. O guarda foi muito gentil, mas infelizmente ninguém havia devolvido câmera alguma. Depois, remoendo os pensamentos, acho que esqueci minha câmera no dia anterior lá no Poço da Areia... Logo perdi todos os registros da ida às Corredeiras... Me despedi do João que voltava para BH e fui visitar a Prainha, que fica a 50 metros do camping. Apenas alguns registros no celular e retornei ao camping.

Pouco depois tratei de fazer minha janta em um quiosque de churrasqueira; enquanto a maioria foi jantar no restaurante. Continuando no lugar, mais tarde nos reunimos e rolou umas tapiocas gostosas preparadas pela nossa amiga Josie, que também estava no Parque com o casal amigo de BH, o Bruno e a Iara. Rolou até um vinho e uma cachinha boa; também levada pela Josie. Animados, por volta de 22h00 fomos avisados sobre silêncio no ambiente. Sem delongas fui dormir, enquanto alguns mais animados ainda foram à prainha... A noite estava límpida com um belo céu estrelado! Foi um sono tranquilo e infelizmente nem acordei com a barulhada do lobo guará que em horas mortas visitou o camping...


Dia 3 - Visita às Trilhas do Cerrado

Rio Lento
Acordei pouco depois das 5h00 da manhã. Novamente a cantoria dos passarinhos me fez pular cedo da barraca. Dei uma volta pelo camping e fui ao centro de visitantes, quando comprovei que o lobo guará circulou a noite inteira no lugar; pois suas pegadas estavam em toda parte. Aquele último dia seria light e visitaríamos o Poço do Veado, atrativo da Trilha do Cerrado. Depois do café e pouco antes das 9h00 deixamos o camping através de uma trilha à direita que desemboca em poucos metros na estrada de acesso ao Centro de Visitantes. Mais alguns metros, cruzamos a Ponte das Boleiras e imediatamente tomamos a trilha sinalizada à direita. Trecho muito bonito e que vai margeando o Rio Preto. Em pouco mais de 20 minutos desde o camping chegamos à bifurcação do Poço do Veado. Enquanto a maioria dos amigos desceu para o Poço, eu, Júlio e Robson prosseguimos pela trilha adiante.

Vau Bravo
Apertamos o passo e através de trilha limpa e bem marcada, em menos de 15 minutos chegamos ao Rio Lento; em um curto ramal à nossa direita. É um lugar que o Rio Preto literalmente pára; suas águas ficam mansas e justificam o nome. Rapidamente retornamos à trilha principal e tocamos para baixo. Em 10 minutos e através de outro curto ramal chegamos ao Vau Bravo. Lugar amplo, com um grande lajeado, onde o Rio Preto desce formando pequenas corredeiras. Apesar de bons poços pra banho, nem cogitamos adentrar ao Rio. Em minutos deixamos o lugar e continuamos pela Trilha do Cerrado.

Poço do Vau das Éguas
Às 8h45 tomamos outro ramal à direita que nos levou a lugar comum do Rio Preto. Retornamos e tocamos à direita pela principal. Depois de passar por um trecho com muitas pedras na trilha, topamos com a placa indicativa e entrando alguns metros à direita chegamos ao Vau das Éguas às 9h55. É um belo lugar, com uma pequena queda e um bom poço pra banho. Há presença de prainhas em vários pontos. Lugar muito bonito e aproveitamos pra fazer uma paradinha. O Júlio até pulou na água para se refrescar do calorão... Depois de 20 minutos no lugar retornamos pela mesma trilha da ida; sem cogitar explorar a trilha que segue aberta abaixo do Vau das Éguas (deve ir para a RPPN próxima). No trajeto, o Júlio veio correndo pois pretendia voltar à Valadares mais cedo. Eu e o Robson voltamos apenas com passos largos; chegando novamente na bifurcação do Poço do Veado às 9h45.

Poço do Veado
O Poço do Veado é realmente de uma beleza incrível. Suas águas acobreadas formam um belo conjunto em contraste com a areia branca das suas margens e com o verde da vegetação do entorno. A profundidade vai de poucos centímetros a alguns metros nas proximidades da pequena queda que o precede. É espetacular!!! Além do nosso grupo, havia poucas outras pessoas por lá. Ao chegar, me dirigi à parte superior do poço para aproveitar as várias "jucuzzi" que se formam por lá; lugar onde nosso grupo estava curtindo! Como o sol brilhava forte, logo retornei para a parte inferior, onde ficamos abrigados pela sombra de uma parede de pedra à direita do poção. Nessa altura, o Júlio já havia partido! Depois, em companhia do Mateus fui até às pinturas rupestres que há nas proximidades. Infelizmente, localizamos apenas pequenas marcas em uma rocha. Retornamos e ainda deu tempo para aproveitar mais um pouco do poção.

O calor estava torrando e ao terceiro dia no lugar já havíamos aproveitado bastante. Aos poucos e em grupos fomos retornando ao camping. Como sempre fiquei por último, deixando o lugar por volta de 13h00; chegando ao camping às 13h20. O camping estava completamente vazio e silencioso, praticamente só nosso grupo permanecia por lá. O jeito foi começar o ritual de retorno: banho, desmontar barraca, almoçar... Por volta de 16h00 e sob um calor infernal embarcamos na van e começamos a deixar o PERP. Rapidamente passamos pela Portaria, cidades de São Gonçalo, Couto de Magalhães e Diamantina; com uma paisagem de tirar o fôlego nos arredores. Foi uma tarde linda! Fizemos uma parada para café em Curvelo e imediatamente tocamos para BH, aonde chegamos pontualmente às 22h00; grato e de alma lavada pela companhia dos amigos e por ter desfrutado de um belo lugar...


Serviço - Parque Estadual do Rio Preto

Resumo do Parque
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Relevo acidentado e com muitos afloramentos rochosos, cujo ponto culminante é o Morro dos Dois Irmãos, com aproximadamente 1.820m de altitude. A vegetação é típica do Cerrado. O clima é seco no inverno; chuvoso no verão.

Abriga várias nascentes, destacando o Córrego das Éguas (afluente do Rio Preto), onde se localizam as Cachoeiras do Crioulo e Sempre Viva; e o Rio Preto (afluente do Araçuaí e Jequitinhonha), onde se localizam as Corredeiras; Poço da Areia, Poço do Veado e outros. Além de rica flora, abriga diversificada fauna. É um grande refúgio de aves.

Trata-se de um parque jovem mas com ótima infraestrutura. As trilhas são todas sinalizadas e bem cuidadas. Oferece e pratica acolhimento dedicado ao visitante. Pode ser considerado referência a outros Parques, inclusive nacionais.

►Localização: inteiramente no município de São Gonçalo do Rio Preto/MG 

►Telefone Gerência: 38 99976-5621 

►Email Gerência: antonio.almeida@meioambiente.mg.gov.br 

►Horário de funcionamento: terça à domingo; das 07h00 às 17h00. Em feriados abre às segundas.

Distâncias:

►Desde Diamantina, cidade pólo na região: 70 km aprox. 
►Desde Belo Horizonte: 350 km aprox. 
►São Gonçalo à Portaria do Parque: 15 km aprox. (estrada de terra sinalizada) 
►Portaria do Parque ao Camping/Centro de Visitantes: 5 km aprox. (estrada de terra)

Como chegar:

►Ônibus: a empresa que atende a região é a Pássaro Verde. Não há ônibus de São Gonçalo para o Parque. Utilizar táxi ou veículo próprio; ou seguir à pé.
Confira no site da empresa os horários e frequências. São Gonçalo é uma cidade pequena e com poucos horários. Fique atento!

►Carro: Seguir pela BR 040 até o trevão de Curvelo. Entrar na BR 135 até a cidade de Curvelo. Tomar a BR 259 até o entroncamento após a cidade de Gouveia; quando tomará a BR 367, passará por Diamantina, Mendanha (Distrito de Diamantina), Couto de Magalhães de Minas e seguirá até o trevo de São Gonçalo do Rio Preto. A cidade fica próxima ao trevo. Da cidade até o Parque são 15 km em estrada de terra bem conservada.

Infraestrutura:

►Comunicações: no Centro de Visitantes há rede wi-fi disponível. Há sinal de telefonia móvel (Vivo) em alguns pontos. 

►Camping: para utilizá-lo é necessário efetuar reserva antecipada.Possui pontos de energia, sanitários (inclusive para deficientes físicos) e quiosques churrasqueiras. 

►Alojamentos: para utilizá-los é necessário efetuar reserva antecipada e levar roupa de cama. 

►Restaurante: Funciona de quinta a domingo. Serve café da manhã, almoço e jantar. Telefones 38 99912-7266 ou 99743-2387; email restaurantesantosrp@gmail.com; falar com Macelino. 

►Preços Parque (nov 2015): ingresso (R$5,00); camping diária (R$10,00); alojamentos diária (até 2 pessoas R$60,00; até 3 pessoas R$80,00; para 4 ou 5 pessoas R$100,00). 

►Preços Restaurante (nov 2015): café da manhã (12,50); almoço ou jantar (R$17,50); todos estilo self-service.

Atrativos do Parque:

► Circuito Cachoeira do Crioulo: 13 km ida e volta. No trajeto visita a Cachoeira do Crioulo; trecho do Córrego das Éguas; a Cachoeira Sempre Viva e a Forquilha. É um circuito propriamente dito. Exige acompanhamento de monitor. As saídas ocorrem às 9h00; 10h00 e 11h00.

► Circuito Corredeiras: 11 km ida e volta. No trajeto visita as Corredeiras e o Poço da Areia, todos no Rio Preto. Exige acompanhamento de monitor. As saídas únicas ocorrem às 10h00.

► Circuito Trilhas do Cerrado: km ida e volta. No trajeto visita o Poço do Veado, o Rio Lento, o Poço de Pedra, o Vau Bravo e o Vau das Éguas; todos no Rio Preto. Exige acompanhamento de monitor. Verifique e converse com algum guarda parque a respeito do seu interesse.

►►Há outros atrativos no Parque, como algumas pinturas rupestres na porção norte do Parque.

►►Há também a travessia para o Parque Estadual do Pico do Itambé, cujo trajeto apresenta atrativos específicos, como o Pico Dois Irmãos; algumas lapas; pinturas rupestres e a nascente do Rio Preto. Para realizá-la é necessário agendamento prévio.

►►Para visitas à Forquilha, Poço da Areia e Poço do Veado não se exige a presença de monitor.

►►É um Parque que pode ser visitado praticamente por qualquer pessoa; inclusive crianças. Há atrativos para variados gostos; desde próximos até mais distantes.


Bons ventos a todos!


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