sábado, 2 de abril de 2016

Serra do Lopo: visitando a porta de entrada da Mantiqueira!

Pico do Lopo visto desde a Pedra das Flores
A Serra da Mantiqueira é um conglomerado de serras locais que se estendem no sentido predominante sudeste - nordeste por cerca de 600 km; iniciando na região de Atibaia em São Paulo; e atingindo até as proximidades de Barbacena, em Minas Gerais; além de algumas outras ramificações. Abriga um grande número de acidentes geográficos importantes; além de rotas consagradas no montanhismo brasileiro. Um desses acidentes é a Serra do Lopo, cujo ponto culminante é o Pico do Lopo; ou Pedra Cume como também é conhecido. Localizado na divisa dos Estados de Minas Gerais e São Paulo, entre as cidades de Extrema e Joanópolis; o Pico do Lopo torna-se interessante não somente pela sua bela formação rochosa e possibilidade de visual da região desde seu topo em todos os quadrantes; mas sobretudo porque é o primeiro ponto realmente significativo desta porção inicial da Mantiqueira; tornando-se uma espécie de porta de entrada do montanhismo neste conglomerado. Foi pra lá que zarpamos em fins de fevereiro...


1 Deixamos Belo Horizonte pouco depois de meia noite de sábado do dia 27 de fevereiro e rumamos sentido divisa com o Estado de São Paulo. Por volta de 6h00 chegamos à cidade de Extrema. O objetivo era atingir o Pico do Lopo via Trilha do Sapo e trecho da Trilha do Pinheirinho; acampar na Pedra das Flores e no domingo, descer sentido Joanópolis. Portanto, um trekking leve cujo clímax seria o visual desde o Pico do Lopo. Ainda em Extrema, tratamos de tomar um café reforçado numa padaria da cidade e acabamos nos enrolando por lá... Desse modo, somente em torno de 8h30 chegamos ao início da Trilha do Sapo nas imediações do Mirante da Caixa d'Água; um ponto conhecido e bem próximo do centro da cidade, distante cerca de oito quarteirões à sudeste da Igreja Matriz e Praça Central de Extrema. O clima estava abafado, nublado e as previsões do tempo nos indicava possibilidade de chuva e trovoadas na região ao final da tarde.

Rota realizada e disponibilizada no Wikiloc
Além de possibilitar estudar e visualizar a região, você poderá baixar este tracklog (necessário se cadastrar no Wikiloc); e inclusive utilizá-lo no seu GPS ou smartphone (necessário instalar aplicativo). Recomendamos que utilize esta rota como fonte complementar dos seus estudos. Procure sempre levar consigo croquis, mapas, bússola e outras anotações que possibilitem uma aventura mais segura.
Quanto melhor for o seu planejamento, melhor será o seu aproveitamento.
Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

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Início da pernada pela Trilha do Sapo
Iniciamos a pernada na sinalizada Trilha do Sapo que possui uma placa identificadora em seu início; seguindo bem marcada por um pasto em leve declive. Poucos metros adiante cruzamos uma cerca de arame através de um quebra corpo e, imediatamente após em uma bifurcação tomamos o rumo da esquerda. Seguimos agora pelo pasto já rodeado por grandes e belas árvores. Ao subirmos começamos a sentir a intensidade do calor e da umidade, fazendo-nos suar em bicas. Quinze minutos desde o início da trilha adentramos em um trecho de mata fechada. A trilha continuava uma avenida e rapidamente chegamos a um ponto de água. Parada apenas para refresco do calorão abafado.

Bicão: segundo ponto de água pela Trilha do Sapo
Continuamos a caminhada pela trilha larga por entre a mata, subindo pela margem esquerda de um curso d'água que desce da serra. Já não tínhamos visual ao longe, porém a mata era muito agradável e bonita. Fomos ganhando altitude rapidamente. Por volta de 9h30 chegamos ao Bicão, que é um outro ponto de água, à esquerda da trilha, com um cano largo jorrando fartamente o precioso líquido. O lugar é tão agradável que valeu uma pausa maior para refresco. Retomamos a subida agora por trilha mais íngreme e pouco acima passamos por uma rocha com muitas pichações. Há algumas bifurcações no trecho, mas nos mantivemos naquela mais marcada, praticamente subindo em linha reta. Após uns 20 minutos subindo interceptamos então uma outra trilha perpendicular e tomamos à direita sentido Pedra do Sapo, aonde chegamos às 9h45.

Detalhe da Pedra do Sapo e sua fenda
A Pedra do Sapo é um conjunto de rochas encravadas no meio da mata; possuindo uma fenda que torna possível subir a rocha para observar a cidade de Extrema e todo o vale nos seus arredores. Foi o que alguns de nós fizemos. Aproveitamos ainda para "beliscar" alguma coisa e descansar. Enquanto descansávamos passou por nós uma forte onda de calor! Sem perder tempo fomos à extrema esquerda da Sapo de onde se pode observar a cidade desde uma pequena rocha em nível. Tratamos logo de voltar a caminhar porque a chuva era iminente!

Retornamos por alguns metros pela mesma trilha da chegada à Sapo, passamos pela bifurcação do final da subida e seguimos reto em nível, sentido leste. Chegamos então em um lajeado no meio da mata. Percorríamos agora um trecho da Trilha do Pinheirinho. Próximo ao lajeado, há uma fonte de água alguns metros adiante, no sentido leste / reto. Porém, como estávamos abastecidos, alguns metros antes da fonte de água tomamos à direita em uma discreta saída e passamos a percorrer a trilha batida entre a mata úmida. Logo adiante observamos à nossa esquerda alguns rapazes que estavam acampados no interior da mata e próximos ao curso d'água. Tocamos direto, em curvas suaves com discretos aclives e declives. Aliás, após a Pedra do Sapo a trilha possui pouquíssima inclinação, o que torna a caminhada rápida e leve.

Placa nas imediações da Torre da Embratel:
Trecho da Trilha do Pinheirinho
Por volta de 11h00 chegamos à Torre da Embratel. Por lá estavam dois técnicos que trabalhavam no apetrecho. Passamos rente ao cercado e fomos em direção à estradinha de acesso. Fizemos uma parada e nesse momento a chuva fina e gelada chegou, nos obrigando a colocar as capas. Juntamente à chuva veio uma espessa neblina que ofuscou possíveis visuais à distância. Seguíamos agora pela estradinha que possui trechos com calçamento, o que torna a caminhada um pouco chata, apesar da beleza da vegetação nos arredores. Às 11h20 chegamos ao Trevo que marca o acesso por estrada tanto à Extrema quanto à Joanópolis. Há farta sinalização no local.

Um dos pilares do Portal das Pousadas
Tomamos então a estradinha calçada sentido rampas de voo livre. Fomos subindo sem pressa, uma vez que tínhamos tempo de sobra. O panorama não era muito animador com aquela insistente chuva e neblina! Por volta de 12h00 chegamos às rampas de asa delta. Em tempo aberto, o visual deste ponto é magnífico; mas naquele sábado só víamos espessa neblina... Fizemos uma parada, mas com a chuva fina chegou também o vento frio. Então voltamos a caminhar! Nos mantivemos na estradinha e em poucos minutos passamos por uma área de estacionamento onde havia até um ônibus. Às 12h20 chegamos ao conhecido Portal das Pousadas que marca o início da trilha para o Pico do Lopo.

Como não tínhamos visual e chovia um pouco mais forte, tocamos direto sentido Pico do Lopo; adentrando à nossa esquerda na trilha que inicia em meio à matinha que cobre a cumeada da serra. A trilha estava lisa e a vegetação das margens colaborava para nos encharcar um pouco mais. Desenvolvemos um bom ritmo, passamos por um tronco caído na trilha e beirando às 13h00 chegamos a um trecho com um pequeno lajeado. A chuva havia ido embora e o tempo começou a abrir. Pela primeira vez foi possível ver a região de Joanópolis com nitidez! Na continuação, em torno de 13h00 chegamos a uma bifurcação, onde tomamos à esquerda; pois à direita é o retorno para o Portal das Pousadas através de trilha ampla pelos restos de antiga estradinha.

Lajeado com vista para a região da Fernão Dias em Extrema
Prosseguimos caminhando em nível e entre mata, ou seja sem visual. Margeamos a Pedra do Cabrito e logo à frente alcançamos um farto ponto de água por volta de 13h20. Paramos para nos aglutinar e refrescar. Na sequência da caminhada, às 13h30 chegamos a um grande e descampado lajeado, com visual para o lado de Extrema e rodovia Fernão Dias. Estávamos a poucos metros do acampamento na Pedra das Flores, mas a fome falou mais alto. Jogamos as cargueiras na pedra e fomos matar a fome contemplando o visual. Porém, a parada não foi longa, uma vez que com o vento e as roupas molhadas sentir frio era fato.

Parcial da Pedra das Flores com o Pico do Lopo ao fundo
Retomamos a caminhada adentrando novamente na mata da cumeada e às 14h00 chegamos ao nosso ponto de acampamento, poucos metros antes da Pedra das Flores. Dividimos as barracas em duas clareiras e rapidamente o acampamento estava de pé. O tempo foi melhorando e até o sol deu as caras, nos animando completamente. Assim, por volta de 15h00 e somente com mochila de ataque seguimos para o Pico do Lopo para curtir o por do sol. Passamos pela Pedra das Flores e por lá estava uma mulher solitária admirando a imensidão... Na sequência, tomamos a trilha batida entre a matinha da cumeada e tocamos para o Pico do Lobo. Passamos por uma grande rocha beira trilha que permite até um abrigo, quando encontramos com um grande grupo de aventureiros que retornavam do Pico. Por volta das 15h30 chegamos aos pés do Lopo. Da Pedra das Flores até o Lopo não há dificuldade alguma, basta se manter na óbvia e mais batida trilha que não há erro. 

Vista sudoeste desde o topo do Pico do Lopo
No sopé do Pico transpusemos um grande degrau, escalaminhamos algumas rochas sem dificuldades e chegamos ao cume. O topo do Pico do Lopo é estreito e possui várias rochas desniveladas, porém permite a presença de muitas pessoas. Possibilita uma vista privilegiada da região em todos os quadrantes; destacando a Represa do Jaguari nas proximidades de Joanópolis. Possui ainda uma rocha isolada aonde fica o Livro Cume. Para atingi-lo é necessário um pequeno lance de escalada. Na verdade, não sei se aonde está o livro Cume é realmente o ponto culminante do Pico do Lopo, uma vez que sua extremidade mais à sudoeste parece ser ligeiramente mais alto. Mas enfim, como livros sempre estão no ponto mais elevado, talvez minha desconfiança não tenha procedência e seja apenas ilusória. De toda forma, e independente de escalar a rocha para assinar o livro, estar no Lopo é uma sensação maravilhosa. É uma vista digna de um cume na Mantiqueira!

Por do sol desde o Pico do Lopo: um lindo entardecer...
Permanecemos no topo por muito tempo; suficiente para fotos, curtição e até uma soneca. Fez uma tarde incrivelmente bela e límpida naquela região, contrariando todas as previsões do tempo. Por volta das 17h00 parte do nosso grupo retornou ao acampamento; enquanto outros, inclusive eu, permanecemos no Lopo para o último adeus ao sol. Nesse intervalo observando a região, ainda relembrei de uma enrascada que me meti por ali alguns anos atrás, quando desci do Lopo para Joanópolis através de uma trilha entre matas que me pregou inúmeras peças e perrengues...

Depois de contemplarmos aquele belíssimo por do sol de sábado; e um ligeiro friozinho teimar em varrer o Lopo; começamos a deixar o cume, retornando para o acampamento pela mesma trilha da ida. Em torno de 19h00 já estávamos em nosso hotel particular... Alguns de nós ainda fomos ao ponto de água próximo à Pedra dos Cabritos pois quando chegamos ao lugar ainda tinha esperança de encontrar água nas imediações da Pedra das Flores, pois em tempos passados localizei por ali uma água fraca. Porém, dessa vez não encontrei a tal mina: os arredores estavam fechados pelo mato! De volta à barraca, hora do jantar. Enquanto na clareira maior rolou até picanha, nós da clareira menor ficamos no trivial. Eu tive o privilégio de ficar ao lado da barraca do Fábio e da Sol: uma estratégia pra ganhar coisas gostosas hahahaha... E rolou uma carne desfiada deliciosa... À seguir, cama!


2 Depois de uma noite reparadora acordei com o despertador pouco antes das 5h00. Observei o clima e constatei que não chovera durante a noite; porém uma densa neblina cobria toda a região. Descartei ida ao Lopo para ver o nascer do sol. Voltei para o sleeping e apaguei. Nem vi que parte do grupo foi novamente ao Pico do Lopo para ver o nascer do sol mesmo com aquela neblina densa. Acordei novamente somente às 6h00 e logo os corajosos retornaram; dando-nos notícia de que tiveram uma pequena e rápida janela, mas tempo límpido realmente não aconteceu. Começamos então a desarmar acampamento e pouco depois das 9h00 deixamos a Pedra das Flores. O tempo ameaçou limpar e parecia que até iria ficar firme! Percorremos o trecho de mata, passamos novamente pelo lajeado, ponto de água, Pedra dos Cabritos e chegamos à bifurcação que leva até a região das pousadas por uma trilha mais aberta; na verdade uma antiga estradinha.

O que foi possível ver da Pedra dos Cinco Dedos
Tomamos então a rota das pousadas, passamos por uma clareira de acampamento, um pequeno lago à nossa esquerda e próximo das 10h00 chegamos à bifurcação da Pedra dos Cinco Dedos. Adentramos na trilha larga, escondemos nossas cargueiras e corremos em direção à Pedra. Infelizmente a neblina foi mais rápida e chegou antes. Fomos à pedra segundaria e sem ver nada e com face úmida, logo retornamos. Enquanto o grupo retornava, corri à verdadeira Pedra dos Cinco Dedos para marcar o ponto, juntamente com o Marcus e o Rodrigo. No topo da rocha em minutos começou a chover! Voltamos rapidamente e ao chegar aonde estavam nossas mochilas alguns amigos quiseram voltar na real Cinco Dedos também. Mesmo com a espessa neblina e a chuva fina voltamos até lá. Pouco vimos! Em minutos retornamos às mochilas.

Já na trilha estradinha principal, poucos metros adiante nos reencontramos todos no acesso à Pedra do Altar; localizada às margens da trilha. Nenhum visual e fazia frio! Encontramos com um grande grupo que seguia em direção ao Lopo mesmo com aquele tempo fechado. Dedo de prosa e tocamos pela estradinha; fizemos uma curva anti-horária e chegamos à estradinha com calçamento que ligam pousadas no alto da Serra. Tomamos à direita e em curto aclive chegamos ao Portal das Pousadas por volta das 11h20. Fizemos uma parada nos escondendo da chuva que naquele momento era forte. Como percebemos que a chuva continuaria, resolvemos caminhar. Do Portal das Pousadas até o trevo para as cidades de Extrema e Joanópolis  é o mesmo caminho que fizemos na ida! No trecho encontramos com novos aventureiros e vários carros que seguiam em direção às pousadas e ao Lopo. Caminhamos rapidamente sob chuva, frio e nenhum visual. Depois de passar pelas rampas de asa delta ainda levei um tombo que me fez sentir os joelhos. Pouco depois de 12h00 chegamos ao trevo de acesso à Extrema e Joanópolis no alto da serra. 

Despedimos de um casal amigo que voltaria para Extrema via estradinha norte e nós outros tocamos no sentido oposto para Joanópolis. Sempre em declive, passamos por alguns sítios e depois por um trecho de descida acentuada que devido a chuva estava liso feito sabão. E tome chuva: fomos premiados com uma pancada de respeito! Por volta das 13h00 passamos por uma bifurcação em que seguimos à direita. O trecho para Joanópolis é praticamente descida o tempo todo, uma estradinha com belo visual; porém bastante cansativa. Senti fortemente meu joelho esquerdo, cuja lateral levou uma pancada numa pedra em fins de janeiro em uma pernada na Serra do Breu. Mesmo assim mantivemos o ritmo! 

Pra não dizer que inventei nomes...
Em torno das 13h30 fizemos uma parada para descanso e petiscos nas proximidades do Sítio das Fruteiras, quando pudemos saborear uns moranguinhos selvagens que cresceram na beira da estrada. Estávamos já nos aproximando do final da pernada. A chuva havia dado um tempo e o sol até ameaçava dar as caras. O calor voltava a apertar! Recompostos, logo começamos a caminhar por uma estrada mais batida; passamos em frente a alguns sítios; percorremos um último aclive e seguimos pela estrada plana que nos levou até a rodovia que liga Joanópolis à Fernão Dias.  Graças a um cálculo perfeito ao mesmo instante nossa van de resgate estacionava no local. Estava dada por encerrada a nossa Travessia pouco depois das 14h30. Foram pouco mais de 26 km percorridos que devido à chuva tornou-se um pouco mais exigente que o planejado, porém a encerramos com louvor!

"Os light" da vez na Serra do Lopo
Obrigado ao Trilhando pela permissão em estar junto.
Foto: Arquivo Trilhando
Trocamos de roupa na van e nos arredores; colocamos as encharcadas cargueiras no bagageiro e embarcamos em direção à rodovia Fernão Dias. Alcançada, logo após a divisa de estados encostamos no primeiro restaurante à direita e almoçamos fartamente. Nesse intervalo o tempo abriu completamente e fazia sol e calor; clima típico do verão! Após o almoço e descanso caímos na estrada em torno de 16h30. Viemos non stop para Belo Horizonte, aonde chegamos pouco depois das 21h00. Esta visita à Serra do Lopo foi uma pernada interessante e que sem dúvidas nos mostrou mais uma vez o quanto a nossa Mantiqueira é rica em possibilidades! Valeu a caminhada!


Serviço

Extrema vista desde a Pedra do Sapo
Travessia com aproximadamente 26 km ligando a cidade de Extrema, em Minas Gerais até a rodovia de acesso à cidade de Joanópolis, estado de São Paulo. Percorre a porção mais ocidental da Mantiqueira, cujo acidente geográfico principal é o Pico do Lopo, na Serra do Lopo. A Travessia em si é formada por um misto de trilhas e estradinhas vicinais. Partindo de Extrema percorre-se a Trilha da Pedra do Sapo; para a seguir percorrer um trecho da Trilha do Pinheirinho. Já no alto da Serra do Lopo há uma série de estradinhas, inclusive com calçamento que ligam pousadas, rampas de voo livre e antenas de comunicação. Para chegar ao Pico do Lopo percorre-se uma trilha de curta distância, passando pela Pedra dos Cabritos e Pedra das Flores. Há também outros mirantes naturais pelo trecho da cumeada da serra, como a Pedra do Altar e a Pedra dos Cinco Dedos, que localizam no lado norte da Serra do Lopo. Já a parte da descida para Joanópolis é uma estradinha vicinal, que apesar da beleza nos arredores pode-se tornar mais cansativa devido aos fortes declives. Neste trecho não há um atrativo especial à beira da estrada.

Região de Joanópolis vista desde a Pedra das Flores
O Pico do Lopo (1.693m segundo meu GPS) permite visual 360 graus de trechos de ambos estados, possibilitando visualizar várias cidades da região. Seu cume é rochoso, pequeno, desabrigado e irregular, cujo acesso final é um misto de degraus e pequenas escalaminhadas. Possui uma rocha com um livro cume, que muito embora necessite de um curto lance de escalada para assiná-lo, é sabido que alguns mais ousados o fazem mesmo sem equipamentos, o que não recomendamos em face do risco de acidentes. Por fim, o Pico do Lopo pode ser visitado através de bate e volta, seja subindo em veículo partindo de Extrema e seguindo até a região das pousadas; ou seja através da Trilha da Divisa (ou da Vargem), que parte diretamente da rodovia Fernão Dias. Há ainda outras opções menos usuais, como aquela que percorre entre matas e liga a rodovia SP 036 ao Pico, porém da última vez que passei por ali a alguns anos atrás a trilha encontrava bastante fechada; e desde então não tenho notícias que continue a ser utilizada.

O Pico do Lopo é um ponto de grande beleza e que vale a visita. Para aqueles que moram mais distantes, interessante seria combinar a ida ao Pico com visitas às diversas e belíssimas cachoeiras existentes tanto em Extrema quanto em Joanópolis.

Como chegar - cidade referência: Belo Horizonte

De ônibus - ida
De Belo Horizonte a Pouso Alegre através do Expresso Gardênia;
De Pouso Alegre até Extrema através da Auto Viação Cambuí (35 3431-3000).

De ônibus - volta
De Joanópolis a Bragança Paulista através da Viação Atibaia;
De Bragança Paulista para Pouso Alegre através da Auto Viação Cambuí (35 3431-3000)
De Pouso Alegre para Belo Horizonte através do Expresso Gardênia.

► Joanópolis é uma pequena cidade, logo as frequências dos horários de ônibus partindo da cidade são escassas. Já Extrema é um pouco maior e localiza-se às margens da rodovia Fernão Dias, facilitando os deslocamentos.
► Há a possibilidade de se embarcar em linhas da Gontijo e Cometa que liga Belo Horizonte a São Paulo, desembarcando ou embarcando nas proximidades de Extrema. Porém isto implicará em pagamento de passagem cheia; na viabilidade de desembarque e embarque na rodovia; bem como deslocar-se do final nas proximidades de Joanópolis até a rodovia Fernão Dias nos casos de travessia. Verifique nestas empresas esta possibilidade.

De carro - ida
Rodovia Fernão Dias até Extrema.

De carro - volta
Rodovia SP 36 (para casos de travessia); depois Rodovia Fernão Dias até Belo Horizonte.

► Para a realização de travessia lembre-se que início e fim se dão em pontos diferentes. Necessário programar o resgate.


►► Tanto Extrema quanto Joanópolis localizam bem próximas à São Paulo. Desse modo, a logística de acesso à estas localidades partindo da cidade de São Paulo é bem mais fácil.

Considerações Finais

► Ao se dirigir para o Pico do Lopo abasteça de água na fonte logo após a Pedra dos Cabritos, pois é a última fonte de água fácil e segura no trajeto. Se for acampar na Pedra das Flores abasteça em carga total para todo o período.

► Não há a necessidade de cordas para atingir o cume do Pico do Lopo.

► Somente para aqueles que desejam assinar o Livro de Cume recomenda-se que dominem a técnica da escalada e estejam com equipamentos técnicos.

► A área de acampamento na Pedra das Flores é no estilo natural. Cabem várias barracas e é abrigado, pois se localiza entre mata. No topo do Pico do Lopo até há uma pequena área que cabe uma barraca aos pés da pedra do Livro Cume; porém não se recomenda acampar, pois é desabrigado.

► A trilha de acesso à Serra do Lopo que inclui a Trilha do Sapo e do Pinheirinho é bem marcada, porém possui várias bifurcações ao longo da subida desde a cidade de Extrema. Recomenda-se manter na rota mais marcada e seguir sempre o sentido sul. Não possui trechos técnicos, mas devido às bifurcações pode levar os menos experientes a confundir os caminhos. Portanto, se encontra-se nestas condições somente vá ao lugar acompanhado por outros mais experientes.

► Por toda a trilha da subida de Extrema à Serra do Lopo, que é a rota mais utilizada na região, há 4 bons pontos de água: a Bica e o Bicão na Trilha do Sapo; do Lajeado logo após a Pedra do Sapo na Trilha do Pinheirinho; e entre a Pedra dos Cabritos e o Lajeado Extrema, já bem próximo à área de acampamento da Pedra das Flores.

► É possível atingir a cumeada da Serra do Lopo de automóvel. Há uma ampla área para estacionamento antes do Portal das Pousadas. Para subir de automóvel recomendamos utilizar o acesso via Extrema, pois o acesso via Joanópolis encontra-se em péssimo estado, recomendável apenas para veículos 4 x 4.


► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto


Bons ventos a todos!


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