sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Pico da Canjerana: o acesso mais fácil do Caraça!

Atualização Mar 2016: Pico da Canjerana visto desde a trilha do Inficionado
O Pico localiza-se à sudoeste do Sítio Histórico do CaraçaFoto ilustrativa,
de ocasião mais recente, apenas para dar a dimensão do Pico,
pois na ocasião da visita descrita neste relato,
a neblina cobriu a região por todo o tempo.
Localizada na região Central de Minas Gerais, bem próximo à Belo Horizonte, a RPPN do Caraça é um lugar grandioso sob todos os aspectos. Para o Montanhismo, interessa que em seus domínios localizam sete grandes picos, todos possíveis de serem conquistados, sendo o Inficionado e o Sol os mais procurados pelos montanhistas e caminhantes. Recebendo um convite de um amigo, agendamos uma visita ao Pico do Inficionado, seguindo todas as normas impostas pela RPPN. Entretanto, aproximada a data da aventura, o clima não foi favorável e respeitando as normas do Caraça, acabamos trocando o Inficionado pelo Canjerana, acrescido de umas firulas nos arredores do Santuário...


Marcamos a então visita com pernoite ao Inficionado para os dias 10 e 11 de novembro. Meu amigo ajeitou os trâmites logísticos e burocráticos e ficamos espreitando o tempo. Para nossa decepção, além da dificuldade na agenda do Caraça, o clima não estava nada amistoso na semana da viagem. Fomos avisados pelo Guia credenciado no Caraça que se o clima não mudasse talvez tivéssemos que mudar os planos. Então, a contragosto tivemos que elaborar um plano B no próprio Caraça, pois cancelar a aventura não estavam nos nossos planos...

Na véspera da viagem, ao ajeitar minhas tralhas descobri que meu fogareiro estava no meu trabalho, fruto de um empréstimo a um amigo. No dia da viagem, saí de casa às 5h30 debaixo de chuva e fui ao escritório pegar o bendito fogareiro. Do escritório corri para a rodoviária de BH, onde às 7h00 encontrei com o Gabriel que veio de São Paulo para nos acompanhar. Da rodoviária corremos para o Terminal JK, onde encontramos o restante do pequeno grupo e embarcamos rumo ao Caraça por volta de 7h30 da manhã. O tempo estava nublado e chuviscava bastante. Seguimos pela BR 381 sentido Vitória; uma viagem vagarosa pela rodovia movimentada e com pista escorregadia. Avistamos sete acidentes na rodovia em um trecho de aproximadamente 60 km! Aliviados, deixamos a BR 381 e pegamos a rodovia MG 436 passando por Barão de Cocais; e por fim, antes de chegarmos à Santa Bárbara, entramos à direita em direção ao Caraça.

Beirando 9h00 chegamos ao Caraça ainda sob chuva fina. Fomos direto à lanchonete tomar um café e o Eudes foi cumprir a parte burocrática na recepção. Ao retornar juntamente com o nosso guia Neneco, veio a notícia definitiva: esqueçam o Inficionado, pois os córregos que cruzam a trilha estavam "jogando água pra fora"! Então, o jeito era colocar em prática o Plano B: fazer um hiking ao Pico da Canjerana, com seus 1.890m de altitude; e no dia seguinte "inventar moda" nos arredores do Santuário. Corremos então à pousada do próprio Caraça e por lá deixamos as nossas cargueiras, pois com aquele tempo, pernoitar por ali era o mais acertado. Escolhemos dois quartos triplos; sendo que o nosso (dos homens), um de nós teria que dormir no chão...

Retornamos à Lanchonete apenas com as mochilas de ataque e debaixo de chuva fina deixamos o Sítio Histórico às 10h30, caminhando pela estrada de acesso sentido Portaria da Unidade. Até o cume do Canjerana seriam aproximadamente 12 km.  Voltando sentido portaria, cruzamos uma ponte e após uma casa de hóspedes à esquerda, entramos à esquerda na bifurcação; tomando sentido sudoeste através de trilha larga e praticamente plana. À frente seguia o nosso guia, modos que fomos despreocupados. Há muito, muito tempo mesmo não caminhava com um guia. Confesso que custei um pouco a me desligar dos "acidentes-referências" que normalmente observamos quando estamos “sós” em uma trilha!

Foto do retorno: Sol "molhada" pelos Campos de Fora...
Depois de pouco mais de 1 hora de caminhada, quase toda rodeada por uma mata de transição, capoeiras e leve aclive, chegamos à região chamada de Campos de Fora. À nossa direita, distante uns 300 metros estava a Cachoeira dos Campos de Fora, bufando com tanta água! Até esse ponto, confesso que foi uma caminhada até entediante. Isto porque a neblina não deixou ver nada à distância! Diria que foi como caminhar rumo a lugar nenhum. Mas a partir dos Campos de Fora começou a surgir alguma coisa mais animada! Logo de cara tivemos que enfiar o pé na água em um córrego enxurrada para prosseguirmos na trilha. 

Sob neblina e chuva pelos Campos de Fora
Aguaceiro pela trilha
Começamos então a saída dos Campos de Fora, tomando sentido sul e adentrando no trecho de subida mais acentuada. Belas formações rochosas aparecem, apesar da entediante neblina. Mais um trecho e tivemos novamente que enfiar o pé num rego d’água, cujas pedras pareciam terem sido cuidadosamente lubrificadas com óleo.

Cuidado redobrado, mas ao subir num trechinho complicado adiante alguns teimaram em escorregar e irem ao chão. Eu escapei, graças a Deus. A essa altura eu nem me importava mais em proteger-me, pois estava todo molhado mesmo. Só tentava proteger a minha câmera sem vergonha, mas nem ousava tirá-la para registrar alguma imagem! Pensava também nos petiscos: julgava que haviam virado mingau!

E tome subida. A trilha é fácil, larga em quase toda a sua extensão, mas é longa: 12 km, sendo mais de 4 km composto por subidas. E sob chuva e neblina não era nada agradável. Em muitos trechos a enxurrada tomava conta da trilha. Pelas pedras e barrancos escorriam cachoeiras provisórias. Fomos margeando o morro, sem conseguir ver absolutamente nada. Mas pelo que notei, não tem erro na trilha: ela é única! E o tempo foi passando, graças aos muitos escorregões. As paradas também foram várias, inclusive para observarmos uma pequena cobra que se camuflava na beira da trilha. Modos que só chegamos ao topo do Pico Canjerana por volta de 14h30, mais ou menos.

O grupo no topo do Canjerana: visual zero!
E para D: Sol, Neneco, Eudes, Débora,
Raquel, Gabriel e James
Uma das construções no topo que abrigava subestação de energia
Restos do antigo cercado no topo
No pequeno topo do Canjerana há duas construções também pequenas, rodeadas por um resto de cerca, que anos atrás abrigava uma estação de energia, que alimentava as linhas de trens que circulavam pela região. Isto explica porque grande parte da trilha se desenvolve pelos restos de uma antiga estrada, de uns três, quatro metros de largura, apesar de estar tomada pelo mato ralo. Claro, a suposta estrada foi necessária porque equipamentos pesados faziam parte do conjunto no topo do Pico e para levá-los até lá certamente utilizou-se de algum transporte especial. Segundo o guia, nos tempos em que a estação funcionava era proibido ir ao Pico da Canjerana, inclusive lá havia vigilância por 24 horas. Apesar do péssimo estado de conservação dos pequenos cômodos, eles podem servir de abrigo em caso de emergência; ou ainda suficientes para armar algumas barracas. Ademais, o topo é completamente exposto!

A única coisa que deu pra ver desde o topo do Canjerana...
Permanecemos pouco tempo no topo, no máximo meia hora, pois ventava bastante, chovia e fazia muito frio. Além disso não tínhamos visual, havia neblina por todos os lados. Como estávamos encharcados, ficar muito tempo por lá não era recomendável! Assim, após algumas fotos e comermos algumas bobeirinhas tratamos de iniciar a descida. Havia também outra condicionante: estávamos na Pousada do Santuário e pretendíamos jantar. E a janta por lá é servida entre 18h30 e 19h30 impreterivelmente. Como havíamos levado mais de 4 horas para subir o Pico, estávamos com tempo curto para voltarmos, trocarmos de roupa e ainda jantar! Ficar sem janta seria um castigo, até porque não se pode acender fogareiro nas dependências da Pousada do Caraça!

Descendo o Cajerana
Ao deixarmos o topo, felizmente a chuva deu uma trégua. Aí eu tirei a câmera e fiz alguns registros trilha abaixo. Mas visual ao longe que é bom nada! A trilha é pelo mesmo caminho da ida, sem variações. Viemos descendo em ritmo normal, sem corre-corre. Modos que por volta de 17 horas mais ou menos estávamos entrando novamente na região dos Campos de Fora. Aí sim, apertamos o passo porque a trilha agora era plana.

Que visual...
Tanque Grande
Casa das Sampaias
Aqui Pedro II caiu do Cavalo...
Mais uma hora e meia de caminhada (mais ou menos) e chegamos a uma bifurcação, onde o guia tomou um atalho, passando pelo Tanque Grande, que é uma represa muito bonita. Dada à chuva e ao volume de água, tivemos que atravessar na correnteza do vertedouro. Foi um pouco perigosa essa passagem. Alguns com mais facilidades; outros com menos, mas todos passaram com louvor e se ajudando mutuamente. Poucos metros adiante e já era possível ver a torre neogótica do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens. Chegamos então no Sítio Histórico por volta de 19 horas, passando pela Casa das Sampaias e pela Pedra Dom Pedro II, adentrando no Pátio da Igreja. Estávamos em petição de miséria: molhados, gelados, embarrelados, cansados e esfomeados!

Fomos diretos para nossos aposentos, rapidamente trocamos de roupa e fomos para o restaurante jantar, afinal estávamos no limite do relógio. Jantamos fartamente, afinal não havíamos almoçado. Fizemos um pouco de hora por lá, mais para nos aquecer, modos que fomos praticamente os últimos a deixar o recinto. Antes de deixar o restaurante ainda caí na cilada armada pelo Sr. James Dean Amorim, que resultou na minha escolha para dormir no chão naquela noite!

Depois do jantar, enquanto alguns foram descansar, eu e o James demos uma circulada pelo local. Tomamos uma Brahma (na lanchonete no Claustro vende!) e ficamos esperando o famoso lobo guará aparecer no pátio da Igreja. Ficamos de pé, quietos à espera... Mas nada do bendito aparecer... 

Voltamos para o nosso quarto e, com a demora do sono, em torno de 23h00 ainda fui lá no pátio tentar ver o lobo que ainda não havia dado as caras. Algumas pessoas, inclusive estrangeiros ainda estavam por lá, num silêncio absoluto, armados com suas câmeras ultra mega tecnológicas estrategicamente posicionadas, à espera dos mais famosos moradores do Caraça. Segundo o guia Neneco, os lobos podem aparecer por lá até de madrugada. Mas fui vencido pelo cansaço e por volta de 23h30 caí na cama, melhor, no chão do quarto e dormi feito pedra, afinal havia caminhado 24 km aproximadamente e embaixo de chuva! Pelo que depois fiquei sabendo, o lobo deu um baile em todos aquela noite...

2 O domingo amanheceu chuvoso, pra variar. Então, nada de aventuras mais ousadas, até porque vários ribeirões que cortam a RPPN do Caraça estavam cheios. Assim, agradecemos ao Guia Neneco e permanecemos nos arredores do Santuário. Depois do café da manhã reforçado na Pousada, decidimos que iríamos à Gruta Nossa Senhora de Lourdes, que fica a apenas 3 km do Sítio Histórico. A trilha é fácil e não necessita guia para fazê-la.

Santuário visto da trilha da Capela
Capelinha dos SS Corações
A trilha inicia-se próximo ao estacionamento de ônibus, à esquerda, através de uma matinha rala. Há alguns trechos mais íngremes que estavam muito escorregadios, mas foi fácil transpor. Eram por volta de 9h30 da manhã quando chegamos à Capela do Sagrado Coração de Jesus, que estava fechada. Ao lado da Capela há ruínas de uma construção anexa. Parada rápida para algumas fotos, pois do local se tem uma boa visão dos arredores. Logo seguimos trilha acima, que é bem demarcada.

Eu no Mirante antes da Gruta de Lourdes.
Ao fundo cachoeira temporária
Com tempo muito fechado chegamos a um mirante, de onde se via parte do paredão logo à frente, o que seria a base do Pico do Carapuça. Do paredão descia uma cachoeira provisória devido às chuvas, resultando numa imagem muito bonita. Parada rápida para fotos, apesar da chuvinha insistente. Desse mirante rochoso dirigimos para o fundo do vale, descendo pelas pedras que tomam conta da trilha. A Gruta Nossa Senhora de Lourdes fica logo abaixo, no sopé do paredão.

Imagem na Gruta Nossa Senhora de Lourdes
A Gruta é pequena, de uns 15 metros de largura por uns 8/9 de altura e profundidade bem pequena, que não passa de uns 5 metros. Há uma imagem de Nossa Senhora de Lourdes num ponto mais ao alto. Ao lado, há uma saliência na rocha, possível de ser alcançada através de subida na parte esquerda da gruta. É um pouco perigoso ir até esta saliência, pois o acesso está repleto de lodo. À frente da gruta cresce uma matinha, que vai rumo abaixo pelo pequeno vale.

Ficamos por lá por uns 40 minutos e logo iniciamos a volta pela mesma trilha de acesso. Ao chegarmos novamente na Capela do Sagrado Coração fomos explorar as ruínas ao lado da Igreja. Ficamos por lá por uns 30 minutos, fotografando e papeando. Reiniciada a caminhada, logo chegamos ao Sítio Histórico a tempo de saborear o almoço de domingo.

Após o almoço, por volta de 14 horas fomos conhecer a Cascatinha, que fica a 2 km do Sítio Histórico, exceção para o Gabriel, que preferiu permanecer na Pousada para conhecer os atrativos históricos locais, que são variados e belos.

Cascatinha nervosa devido às chuvas.
À direita uma imagem de Nossa Senhora...
A trilha para a Cascatinha é plana em todo o trajeto e inicia-se também no estacionamento de ônibus, próximo onde eram as churrasqueiras (agora proibidas de serem usadas). Trilha tranqüila, sem possibilidade de erros; sobressaltos mesmos só com o volume de pessoas que encontrávamos pelo caminho.

O tempo até ensaiou uma abertura e fez calor. Uns 40 minutos depois chegamos à Cascatinha, que na verdade estava uma baita cascata, tamanho o volume d’água. Havia muitas pessoas por lá, aliás, uma multidão, que logo foi embora. Aproveitamos o momento sossego para registrar umas imagens, mas não entramos na água. Quando nova leva de pessoas chegava por lá, deixamos o local.

Vale visto do início da trilha para o Pico do Sol
Retornando pela trilha, logo adiante o Eudes foi nos mostrar a trilha de início ao Pico do Sol. Não iríamos ao Pico, é claro, foi mesmo só pra exploração. Subimos alguns lances iniciais, passando por rochas que exigem alguns malabarismos. Chegamos a um pequeno platô de onde se tem bela vista do vale abaixo, por onde segue a trilha da Cascatinha.

Sol e Inficionado encobertos e com várias cascatas temporárias
À nossa esquerda estava lá, encoberto pela neblina o Pico do Inficionado. Acima, estava o Pico do Sol, também encoberto, de onde descia outra cachoeira provisória. Logo descemos e retomamos a trilha de volta ao Sítio Histórico. Eu, a Sol e o James ficamos um pouco para trás porque gostamos de bisbilhotar plantas, formações, caçar detalhes, fotografar ... Mesmo assim, próximo das 16h00 chegamos de volta ao Santuário, com tempo apenas para resgatar nossas tralhas da Pousada, pois nosso resgate já nos aguardava.

Calvário no Sítio Histórico
Igreja vista desde o Calvário
Antes de partir fui ainda ao belo Calvário do Sítio Histórico, que fica em frente e em um nível mais elevado que o Santuário. Momento para gratidão! Voltei correndo para o estacionamento e embarcamos de volta para BH, aonde chegamos por volta de 19h00.

Desembarquei juntamente com o Gabriel, no centro de BH e fomos para a Rodoviária, onde permaneci até por volta de 20h30, quando nos despedimos. De lá direto pra casa! Cheguei com um misto de sensações: uma boa, porque ter estado em um lugar tão belo e em boas companhias foi mais uma vez um privilégio; a outra sensação era um tanto frustrante: mais uma vez eu fora atingido pela ausência de visual justamente na visita de um pico, fato que é fundamental quando se visita um desses pontos! Terei que voltar...


Serviço

O Pico da Canjerana (1.890m) é aquele de acesso mais fácil de todo o Caraça. A trilha de acesso tem início na estrada de acesso antes de adentrar o Sítio Histórico. É plana ate a região dos Campos de Fora. A partir deste ponto, a trilha torna uma longa subida de aproximadamente 4 km, que segue serpenteando o Pico. Trata-se de uma antiga estradinha que serviu de acesso ao topo, pois em tempos passados ha via uma subestação de energia no Canjerana. 

Em dias abertos, desde o Canjerana é possível observar todos os principais Picos do Caraça, a saber: Carapuça (1.955m); Conceição (1.800m); Inficcionado (2068m); Pico do Sol (2.072m); Três Irmãos ou Trindade (1.675m) e Verruguinha (1.650m). 

Além dos picos, há no Caraça outros atrativos naturais, como a Cascatinha, a Cascatona, a Cachoeira da Bocaina, a Pedra da Paciência, a Gruta de Lourdes, dentre outros. Para visitar esses atrativos não é necessária a presença do guia credenciado, e as trilhas são sinalizadas.

Vale destacar que recomenda-se ao visitante reservar um tempinho para conhecer o Sítio Histórico, que além do Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, uma bela construção neogótica, com belíssimos vitrais e um órgão de tubos ainda em funcionamento; há o Claustro, Catacumbas, Museu, Biblioteca, Jardins, Calvário e a Capelinha do Sagrado Coração de Jesus.


Infraestrutura


Podendo ser acessado por estradas asfaltadas, há algum tempo as instalações do antigo Colégio do Caraça foram transformadas em uma charmosa pousada com infra-estrutura básica ao visitante. Há também a opção de locação de uma casa para grupos; dentre outras instalações específicas, como um Centro de Convenções. Há restaurante aberto ao público para almoço. Nos arredores do Santuário há lanchonete, loja de souvenir e sanitários. Quanto às comunicações carece de sinal de telefonia celular de melhor qualidade.Não há camping dentro da RPPN do Caraça; mas há amplo estacionamento no lugar.

Horários de visitação e ingresso

Segunda a segunda, das 08h00 às 17h00.
► A entrada só é liberada entre 08h00 e até às 15h30. A saída deve ocorrer até às 17h00.
► Para hospedagem a entrada é permitida até às 21h00. Após esse horário a portaria é fechada e não se permite acesso em hipótese alguma. Há a pousada e algumas casas para grupos específicos.
► É cobrada uma taxa de visitação, atualmente no valor de R$10,00 por pessoa (abril 2015).

Telefones importantes

Caraça: 31 3837-1939 | 31 98978-3179 | 31 99617-3533
Ponto de táxi em Barão de Cocais: 31 3837-1812
Ponto de táxi em Santa Bárbara: 31 3832-2210

Distância - Belo Horizonte ao Caraça:

Aproximadamente 120 km através de estradas asfaltadas.

Como chegar ► cidade referência: Belo Horizonte

De ônibus
Embarcar na rodoviária de Belo Horizonte em ônibus da Viação Pássaro Verde e desembarcar na cidade de Barão de Cocais. Outra opção é seguir até a cidade de Santa Bárbara, também pela Pássaro Verde. De ambas localidades até o Caraça a única opção é o uso do serviço de táxi, pois não há linha regular de ônibus entre estas localidades.

► Não aconselho desembarcar do ônibus na rodovia na altura do trevo que segue para o Caraça, pois deste ponto até o Santuário são 20 km, distância considerável para se ir à pé pelo asfalto!
► Para frequências e horários, consulte o site da  Viação Pássaro Verde
► Ligue nos pontos de táxi e confira o valor da viagem.

De Trem
Embarcar na Estação Ferroviária no Trem Vitória-Minas e desembarcar na Estação Dois Irmãos em Barão de Cocais. Desta, tomar táxi até o Caraça.

► Confira horários e frequências no Site Oficial da Estrada de Ferro Vitória Minas

De carro
Seguir pela BR 381 até o trevo de Barão de Cocais, entrando à direita pela MG 436. Passar pela cidade de Barão de Cocais e seguir sentido Santa Bárbara. Antes de Santa Bárbara entrar à direita sentido Caraça. Há farta sinalização no trecho.


Considerações Finais

► Para visita ou pernoite nos picos do Caraça; ou para caminhadas em atrativos com distância acima de 6 km é obrigatória a contratação de guia local; mesmo que você já tenha feito todas as Altas Montanhas mundo afora; ou tenha escalado todas as vias no planeta; ou ainda, tenha "Doutorado em Trilhas"
►► Atualização Fev 2016: Por tempo indeterminado estão suspensos pernoites de caminhantes nos picos do Caraça.

► A agenda dos guias locais é bastante concorrida, portanto planeje sua aventura. Se quiser os contatos do Guia Neneco, solicite nos comentários abaixo ou via e-mail que os enviarei. 

► A visita ou pernoite de grupos nos picos é limitada a 11 pessoas, incluso o guia local. 
►► Atualização Fev 2016: segundo Comunicado recente, a limitação baixou para 10 pessoas.

► Para visitas em grupos maiores, mesmo que não se utilize guia local (distâncias até 6 km) é necessário agendamento prévio. 

► Não é permitido acampar, fazer churrasco ou fogueira no Caraça. Não há camping dentro da RPPN do Caraça. Fora dos domínios da RPPN há o Camping do Sol, mas fica a mais de 10 km da portaria.

► A RPPN é extremamente vigiada e prima pela limpeza. Traga de volta o seu lixo.

► Há água pelo trajeto. Após os Campos de Fora, que é quando inicia o trecho de subida um pouco mais acentuada é possível encontrar água pelo menos em três pontos. 

► No período de inverno a temperatura é baixa no Caraça. Fique atento! 

► O Caraça é muito visitado por estrangeiros. Dificilmente se vai por lá e não cruza com alguns deles. 

►► O Caraça é administrado pelos Padres da Congregação da Missão, portanto o lugar é marcado pela religiosidade e por regras rígidas e específicas. Tome ciência disso e evite transgredi-las, pois poderá ser 'convidado' a se retirar do lugar. Também é uma RPPN cujas regras podem mudar conforme avaliação da administração. Por isso, antes de visitar o lugar, ligue e se informe sobre alguma atualização.

►► Saiba tudo sobre o Caraça no seu Site Oficial

►► Confira algumas Dicas Básicas de Segurança para a prática de Atividades Outdoor

►► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto


Bons ventos a todos!
Última Atualização: Mar 2016

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