segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Serra do Ouro Fala em Aiuruoca: Ouro Mesmo!

Serra do Ouro Fala, em Aiuruoca vista desde o bairro Pedra da Campina
A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, MG, bem próxima à divisa com o município de Alagoa, sul de Minas Gerais. Está à leste da localidade rural de Pedra da Campina, município de Alagoa; à margem direita do Rio Aiuruoca, no município de Aiuruoca! Esta serra faz parte da minha vida desde criança; sendo sem dúvidas a Serra que mais vi na vida! Aproveitando minha viagem para a cidade de Alagoa para as festividades do fim do ano de 2012, procurei programar pelo menos um trekking na região. Não programei vários outros porque sei que nessa época do ano chove bastante por lá. As chuvas quando não são contínuas, vem em forma de fortes pancadas de fim de tarde, com muitos raios e trovoadas. Consultei a previsão do tempo e os modelos eram estes mesmo, confirmando o costume. Assim, programei ir ao extremo noroeste da Serra do Ouro Fala, local que há muito tempo pretendia revisitar. Meu objetivo incluía algumas explorações, visando maior e nova incursão no próximo período de inverno.

►►Leia também outro relato de outro atrativo na região: a Pedra da Campina

Segundo a carta topográfica da região (Alagoa - IBGE), a Serra do Ouro Fala possui altitude que varia entre 1700 a 2073 metros. Bem, neste trekking não levei equipamentos para medição, mas creio que essa altitude seja um pouco conservadora, uma vez que, em praticamente todos os topos da região, as medidas extra oficiais obtidas pelos visitantes são sempre superiores às lançadas na Carta Topográfica. Isto vale para o Pico do Papagaio, Bandeira, Garrafão (ou Santo Agostinho) e Mitra do Bispo, dentre outros. Vale dizer que a Serra do Ouro Fala é pequena em extensão e trata-se de uma crista no sentido Sudeste-Noroeste. É formada por três cumes, denominados Toca Grande, Conquista e outro sem nome, mas que alguns nativos chamam-no de Mandiocal. 

Serra do Ouro Fala pela manhã
Divisa de Alagoa-Aiuruoca
Arraial da Campina, com o extremo noroeste da serra ao fundo
Conforme programado, na manhã do dia 26 de dezembro de 2012 deixei a localidade de Pedra da Campina, município de Alagoa, Minas Gerais, às 07h00 da manhã rumo a Serra do Ouro Fala. Tomei a estradinha de terra que liga Alagoa a Aiuruoca, sempre pela margem esquerda do Rio Aiuruoca. Caminhada tranquila e 15 minutos depois já estava na divisa entre os municípios de Alagoa e Aiuruoca. Mais cinco minutos de caminhada já passava pelo simpático arraial de Campina, já no município de Aiuruoca. Continuei descendo pela estradinha que margeia o Rio Aiuruoca, rejeitei uma carona do meu irmão (pois já estava no final da caminhada pela estrada) e dez minutos depois cheguei ao ponto em que deveria deixar a estradinha. Desde o princípio da caminhada, o meu destino final estava às vistas e assim continuaria até o cume.

Uma arcaica ponte pênsil
Rio Aiuruoca com água barrenta devido às chuvas
Saí da estradinha e tomei então a trilha em uma bifurcação à direita e uns dez metros adiante estava na entrada de uma pinguela sobre o Rio Aiuruoca. Nesse ponto do Rio Aiuruoca sempre existiu uma pinguela e quando estava indo de Belo Horizonte para Alagoa, ao passar nesse local tomei o cuidado de conferir se a dita cuja estava lá. Agora, ao chegar a pé no local constatei que a pinguela era sustentada por cabos de aço, com tábuas e corrimãos em ambos os lados, que facilitam a passagem. Antigamente usava-se apenas um pinheiro como pinguela. Esta pinguela atual é bem feita e amarrada, porém balança bastante.

Atravessei a pinguela e imediatamente na margem direita do Rio Aiuruoca tomei a trilha bem demarcada à esquerda. Desci por um curto trecho dentro de uma capoeira rala e cheguei a um “quebra-corpo”. Ao atravessá-lo rasguei a camisa no arame farpado. Menos mal. Saí então em uma estradinha que liga sítios e fazendas na região. Tomei o sentido da esquerda e caminhei por uns cem metros. Nesse ponto constatei que seria o momento ideal para deixar a estradinha e comecei a subir pelo pasto acima, sem trilha definida, me orientando apenas pelo visual.

O orvalho começou a incomodar e a bota começou a molhar. Mas fazia calor e o sol já ardia quando cheguei a uma divisa de pastos, onde atravessei uma cerca de arame farpado e descansei um pouco sob a sombra de uma bela árvore.

Ao centro a crista da Serra do Papagaio já aparece
À esquerda o Morro do Cangalha; à direita, Morro do Goulart
Era quase 08h00 da manhã quando retomei a caminhada. Igualmente fui subindo um pasto, sem trilha, meio na diagonal e cheguei até um ponto plano, na cabeceira do pasto. Nesse ponto já era possível ver no sentido Norte parte da crista da Serra do Papagaio, com destaque para o Pico do Bandeira. Nova parada para descanso. 

Retomei a caminhada e haviam sinais de uma trilha bem desgastada, que logo cruzava uma matinha rala, porém muito bonita. Dentro da matinha a trilha é bem definida! Ao chegar do outro lado, constatei que logo abaixo havia um retiro (curral) de gado. Havia apenas gado solteiro no local, que ficaram assustados com minha presença. Imagino que raramente vêem gente por ali. Não fui ao curral e continuei subindo por uma trilha pasto acima, à beira da matinha rala.

Ponto de água. Pode secar na estiagem
Atravessei uma cerca, desci um pequeno lance e cheguei a um ponto de água pouco acima do curral de gado. A água é pouca e escorre de umas pedras, entremeada a muitas raízes de uma figueira. É límpida e gelada; porém há indício que possa secar em períodos de estiagem. É o penúltimo ponto de água que localizei, mesmo assim, é recomendável o uso de purificador se for necessário bebê-la, pois há gado no local! Fiz nova parada, pois a subida é forte e estava pingando de suor. A essa altura constatei que gastaria mais de uma hora para chegar ao cume do Pico Noroeste da Serra do Ouro Fala.

Retomei a subida agora mais íngreme e fui beirando uma “mancha de mato” por onde desce a água. Mais acima fui um pouco para a esquerda e constatei novo ponto de água, porém precário, com muitos sinais de que o gado o utiliza também; por isso, ao coletar água por ali, tanto neste, quanto no ponto mais abaixo, use purificador. Contornei a mancha de mato e dei uma guinada para a direita em um trecho bem íngreme, beirando uma velha cerca de arame farpado. Constatei que ali acabava o trecho de pasto e após a fina tira de mato iniciava-se o longo trecho de campos de altitude. Fiquei feliz e até fiz uma paradinha. Já passava de 08h40 da manhã e fazia muito calor. Nuvens de chuva já começavam a formar em pontos diversos.

Campos de altitude crescido e fofo: foi mais difícil subir que imaginei...
Atravessei a cerca de arame, pratiquei um curto vara-mato cheio de perigosas samambaias secas e cheguei à área de campo de altitude. Aí fiquei preocupado, pois o capim chegava quase à minha cintura e estava fofo, aliás, fofinho. Era uma pisada e afundava-se todo! Fui subindo um pouco em diagonal indo mais para a esquerda para fugir de um trecho bastante íngreme. Depois foi só mirar o topo da Serra e ir subindo. Foram várias paradas morro acima e o cume parecia cada vez mais longe. As pernas já estavam cansadas quando cheguei a uns sinais de antiga cerca de arame, que restaram somente alguns mourões.

Fiz uma parada maior para fotografar as belas Serras do Papagaio, Cangalha, Campina, Paiol, Tamanduá, Guapiara, Nogueira, além do belo vale do Aiuruoca lá embaixo, bem embaixo. Retomei a caminhada e comecei a encontrar muitos formigueiros camuflados no capim seco. Uma armadilha para os desavisados. Algumas mutucas enjoadas insistiam em me tirar do sério. Distribui tapas pra todo lado; até que elas sumiram. Fiz um esforço maior, respirei fundo, mirei o cume e rapidamente cheguei. Era 09h40 da manhã. E apesar da curta distância, não foi fácil chegar até lá. Creio que o desnível enfrentado foi em torno de 700 metros, mais ou menos. E o campo de altitude foi cruel. Mas agora era curtir o topo. Porém, a curtição tinha que ser rápida. Nuvens de chuva formavam por todos os lados.

Conquista: até lá um varamato básico
Rapidamente caminhei pelo topo em direção ao leste para investigar se atualmente seria possível desse ponto acessar o Pico da Conquista, uns 200m mais alto que o Pico Norte. Constatei que a base está formada por uma matinha rala e no topo um pouco mais limpo. Logo constatei ser perfeitamente possível acessá-lo partindo desse ponto e caminhando pela crista. Deu vontade de correr lá, mas seria um pequeno varamato e as pesadas nuvens de chuva me fez repensar a ida! Mas já estava garantida a diversão para o próximo inverno! A minha dúvida era porque, visto do lado sudoeste, há um rochoso aparentemente perigoso à distância; por onde me lasquei em certa ocasião que tentei acessar o cume pela rota...

Condado, Borges, Negra. Planalto do Itatiaia e Serra Fina ao Sul
Fui então observar e contemplar os topos das serras que contornam toda a região. Para o lado Sul há as Serras do Grafite, Condado, Borges, Planalto de Itatiaia e algumas serras da região de Itamonte. Além do Agulhas Negras que estava coberto por nuvens, foi também possível observar bem ao longe a região da Serra Fina, também coberta por algumas nuvens nos topos.

Capoeirão e Garrafão à sudeste
Serra do Paiol à oeste
Na direção sudeste, destaque para a Serra do Capoeirão, por onde sobe a estrada que liga Alagoa a Itamonte e a Serra e o Pico do Garrafão, com seus 2.359m de altitude (IBGE); além das serras da região do Charco, no sentido do município de Baependi; onde fica a sede do Parque Estadual da Serra do Papagaio. Também é marcante a Serra do Paiol, mais à oeste, que é um belo rochoso pontiagudo; de onde se tem bela vista de toda a região.

Oeste/Noroeste: Paiol e Campina
Cangalha e toda a crista da Serra do Papagaio ao extremo Noroeste
No quadrante noroeste/norte pude contemplar as serras da Campina, Cangalha e do Papagaio. A Serra da Campina está bem próxima, sendo possível observar detalhes. Já no extremo noroeste, apresenta toda a crista da Serra do Papagaio, por onde se desenvolve parte da Travessia do mesmo nome, que liga os municípios de Baependi e Aiuruoca. 

Pico do Papagaio e Vale do Aiuruoca ao Norte
Guapiara e Tamanduá
Já no quadrante Norte, Nordeste é possível ver as serras da Guapiara, Tamanduá, Quatro Olhos como os topos da Serra Verde; bem como a Serra do Nogueira que segue em direção à Mitra do Bispo; que não é vista deste ponto. Além é claro das cabeceiras do desfiladeiro leste da própria Serra do Ouro Fala.

Pedra da Campina
Localidade rural de Pedra da Campina
Deixando as cabeceiras e baixando um pouco mais o olhar é possível contemplar um mar de morros. Praticamente 80% do município de Alagoa é visto desde este ponto da Serra do Ouro Fala. Vê-se serras e morros secundários, como Pedra do Juquinha (que julgo ser interessante para rapel), Serra Negra, Pico do Chorão, Brejo Grande, Pedra da Campina etc. Fiquei um tempão observando todos os caminhos por onde eu trilhei boa parte da minha vida! As árvores, residências, estradinhas, pastagens... todas pequeninas vista à distância e por outro ângulo! Como é gostoso reviver tudo isso...

Alagoa vista desde o topo da Serra do Ouro Fala (zoom)
Desde o topo também é possível ver a cidade de Alagoa ao Sul; bem como a cidade de Aiuruoca ao norte. É realmente muito bela a vista. Caminhei um pouco mais em direção ao extremo noroeste do topo para observar o arraial de Campina. Pareceu-me imagem de cinema: aquela pracinha rodeada por casinhas com a Igreja de São Sebastião ao centro, adentrando à praça. Essa imagem é típica dos arraiais do interior de Minas! Linda, linda, linda!!!

Por volta de 11h00, como algumas nuvens de chuva começaram a ficar mais persistentes, negras inclusive, decidi que era hora de abandonar o topo. Aliás, um facho de nuvem começou a roçar o topo da Serra da Conquista, curiosamente trazendo consigo uma onda de calor! Situação curiosa e impressionante!

Comecei a descida rapidamente rasgando capim abaixo e escutei alguns trovões ao longe. Para quem reside em cidade e não tem o hábito de visitar áreas rurais; ou ainda reside em áreas planas não pode imaginar como é o barulho de um trovão em área montanhosa. É um misto de beleza e terror ao mesmo tempo! Apressei mais ainda o passo e em certos momentos me agarrava ao capim para agilizar a descida. Em poucos minutos percorri o trecho de campo de altitude. A tempestade parecia iminente...

Atravessei a matinha e a cerca divisória entre o campo de altitude e a pastagem e fiquei mais tranqüilo, pois sabia que caso chovesse, logo ali abaixo teria um curral de gado com uma casinha para me abrigar. Porém, uma brisa vinda do norte começou a soprar mais forte e levou a nuvem de chuva para o lado sul. Ufa, escapei! Sentei para descansar e nem me dei conta que estava embaixo de um jacarandá e uma sucupira, que se enamoravam no alto do pasto. Em caso de raio seria o pior lugar, mas nesse momento, inesperadamente o sol voltou a brilhar!

Retomei a descida pelo mesmo caminho da subida, modos que em meia hora de caminhada tranquila já estava de volta às margens do Rio Aiuruoca. Decidi então retornar para casa não pela estradinha da margem esquerda do Rio Aiuruoca, mas sim por uma estrada secundária à margem direita do rio, que liga vários sítios na região e é parte do conhecido Caminho dos Anjos.

Permaneci um tempo observando uma lagoa natural às margens do Aiuruoca, mas como sei que serpentes adoram esse ambiente no meio do dia, preferi não chegar mais próximo e ficar esperto. O tempo já estava firme, sem chance de chuva nas próximas horas... Assim retomei a caminhada, agora sem pressa e até lamentando ter descido a serra tão depressa...

Ponte moderna, construída no lugar onde existiu uma ponte de madeira,
que era coberta e foi destruída por uma enchente.
Até hoje, foi o único exemplar de ponte coberta que vi na vida!
Fiz várias paradas, inclusive na divisa dos municípios Aiuruoca-Alagoa, onde antigamente havia uma ponte de madeira que era coberta por telhas de zinco. Haviam porteiras em ambos os acessos da ponte e os cavaleiros tinham que apear para atravessar a dita cuja! Segundo informações, uma enchente a destruiu alguns anos atrás; e no lugar construíram uma ponte de concreto. Pena, porque a antiga ponte coberta é o único exemplar do gênero que vi na vida! Chamávamos de Ponte de Zinco!

Ainda no mesmo ponto, fiquei um tempo admirando a pequena corredeira do Aiuruoca abaixo da ponte e poucos metros adiante um belo poço propício para mergulho, chamado Areião. Costumava ir lá quando criança, mas dessa vez não fui, pois ou teria que atravessar a mata às margens do rio ou então dar uma volta de uns 400 metros mais ou menos. Além disso, as águas estavam barrentas! Fiquei com preguiça!

Observando a Serra do Paiol (E) e Campina (D)
Era 13h00 quando retomei a caminhada, chegando à bifurcação com a estrada principal, junto à uma Capelinha de Santa Cruz. Fiquei um tempo observando as Serras da Campina e do Paiol. Depois retomei a caminhada pela estradinha principal no sentido da esquerda (para Alagoa) e fui caminhando sem pressa. Parei várias vezes, inclusive para contemplar a Serra do Ouro Fala e o ponto onde estive.

Missão cumprida com meu bastão tecnológico eheheh
Cheguei novamente em casa por volta de 14h00. Confesso que portava uma pontinha de chateação com São Pedro, afinal desci correndo a serra receoso de uma tempestade que se formava. Porém, a ameaça passou e nesse dia não caiu sequer uma gota de chuva nessa região! Mesmo assim estava feliz por ter visitado a serra da minha infância. Tratou-se do início de uma planejada e completa exploração dessa bela porém esquecida Serra, que vale ouro mesmo!


Serviço

A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais, Brasil. Apesar de localizar no município de Aiuruoca, esta Serra situa-se nas proximidades da divisa com o município de Alagoa, que é a cidade mais próxima. Assim,  para se visitar esta serra, a melhor maneira é se dirigir para a cidade de Alagoa e seus arredores.

Segundo a carta topográfica da região (Alagoa - IBGE), a Serra do Ouro Fala possui altitude que varia entre 1700 a 2073 metros. A Serra do Ouro Fala é pequena em extensão e trata-se de uma crista no sentido Sudeste-Noroeste. É formada por três cumes, denominados Toca Grande, Conquista e outro sem nome, mas que alguns nativos chamam-no de Mandiocal. 

Muito embora possa ser acessado por outros pontos, acesso mais fácil À Serra do Ouro Falo é aquele através do extremo noroeste, bem próximo à estrada de terra que liga Alagoa a Aiuruoca, cruzando o Rio Aiuruoca, entre as localidades rurais de Campina e Nogueira, acessando através de pastos, alguns filetes de mata rala e campos de altitude.

Como chegar em Alagoa - Serra do Ouro Fala

De ônibus
Ida - De Belo Horizonte:

Opção 1 - via Aiuruoca:
Expresso Gardênia, desembarcando em Caxambu. Em Caxambu Viação Sandra até Aiuruoca. Em Aiuruoca há ônibus coletivo para Alagoa de segunda à sexta feira, às 14h30. Desembarcar ou na localidade rural da Campina; ou mesmo antes, na pinguela após a residência do Sr. Pedro Pena; no início da trilha.

Opção 2 - via Itamonte:
Viação Útil, desembarcando em Capivari, Distrito de Pouso Alto, próximo a Itamonte. No Distrito, Viação Delfim (35 3366-1260) para Itamonte. Em Itamonte Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) para Alagoa, com partida às 14h00 de segunda à sábado; 15h30 aos domingos. 

► Da cidade de Alagoa até o Bairro rural da Campina no município de Aiuruoca são 5,5 km. Ir de táxi; ou se pela manhã de segunda à sexta há ônibus da Viação Souza Aguiar às 7h00; o mesmo que segue de Alagoa para Aiuruoca. Nesse caso, desembarcar ou na localidade rural da Campina; ou mesmo antes, na pinguela após a residência do Sr. Pedro Pena; no início da trilha.

Volta - Para Belo Horizonte:

Opção 1 - via Aiuruoca:
Viação Souza Aguiar até Aiuruoca (seg a sex às 7h00). Em Aiuruoca Viação Santa Cruz ou Viação Sandra para Caxambu. Em Caxambu Expresso Gardênia para Belo Horizonte.

► Se for voltar via Aiuruoca, basta aguardar o ônibus da Viação Souza Aguiar às margens da estrada, após cruzar a pinguela no final da trilha; de segunda à sexta em torno de 7h20 da manhã; o mesmo que segue de Alagoa para Aiuruoca.

Opção 2 - via Itamonte:
Viação Souza Aguiar (seg a sab às 6h00; dom às 13h00) para Itamonte; em Itamonte, Viação Delfim para Capivari; Em Capivari embarcar na Viação Útil para Belo Horizonte.

► Se for voltar via Itamonte, do Bairro rural da Campina no município de Aiuruoca à cidade de Alagoa são 5,5 km. Ir de táxi; ou se pela tarde de segunda à sexta há ônibus da Viação Souza Aguiar às 15h30; o mesmo que segue para Alagoa vindo de Aiuruoca.

Ida e volta de outras localidades importantes:

De São Paulo: siga para o Distrito de Capivari (Viação Cometa).
Do Rio de Janeiro: siga para a cidade de Itamonte (Viação Cidade do Aço).
►►Destas localidades, embarcar em ônibus e rotas conforme descrito acima.

Importante:
► De Belo Horizonte, ao comprar passagem da Viação Útil para a região, adquira o trecho Belo Horizonte - Cruzeiro. Faça isto com antecedência, inclusive a volta, pois não há postos de venda na região, nem vendem-se passagens nos ônibus.
► Em Aiuruoca é possível embarcar no ônibus da Santa Cruz e desembarcar em Três Corações (ao invés de Caxambu), agilizando eventual retorno para Belo Horizonte.
► A Viação Delfim que faz a linha Itamonte-Capivari-Itanhandu é administrada pela Viação Souza Aguiar.
►►Para horários de ônibus e suas frequências, confira nos sites ou ligue nas empresas de transporte, pois horários e frequências costumam sofrer alterações sem prévio aviso.

De carro

Ida e Volta - De Belo Horizonte

Opção 1:
Rodovia Fernão Dias sentido São Paulo até Campanha → BR 267 sentido Juiz de Fora até o trevo de Aiuruoca → Entrar à direita, passar por Aiuruoca → Alagoa (32 km estrada de terra).
A localidade de Campina fica a 5,5 km antes de Alagoa. O início da trilha na pinguela a 6 km.

Opção 2:
Rodovia BR 040 até Lafaiete → seguir para São João Del Rey → Cruzília → Aiuruoca → Alagoa (32 km estrada de terra).
A localidade de Campina fica a 5,5 km antes de Alagoa. O início da trilha na pinguela a 6 km.

Ida e volta de outras localidades importantes:

De São Paulo: Rodovia Pres. Dutra até Cruzeiro → Itamonte → Alagoa (29 km asfalto, 7 km de terra). Chegando à cidade de Alagoa, a localidade de Campina fica a 5,5 km sentido Aiuruoca.
Do Rio de Janeiro: Rodovia Pres. Dutra até Resende → Itamonte → Alagoa (29 km asfalto, 7 km de terra). Chegando à cidade de Alagoa, a localidade de Campina fica a 5,5 km sentido Aiuruoca.

Distâncias Aproximadas

Alagoa a Belo Horizonte: 435 km 
Alagoa ao Rio de Janeiro: 270 km 
Alagoa a São Paulo: 350 km

Hospedagem e Alimentação em Alagoa

Pousada Fazenda Corguinho
Estrada Alagoa x Bocaina de Minas - km 3 - Bairro Corguinho
Telefone: 35 3366 – 1399

Pousada Flores da Mantiqueira
Rua João Alves de Sena, nº 35 - Centro 
Telefones: 35 9 9983-2804 | 9 9911-4566

Pousada Pica Pau
Rua Antero Lopes de Siqueira, 344 - Pedra Furada
Telefone: 35 3366– 1221

Pousada Trilha do Ouro
Estrada Alagoa x Engenho - Km 10 - Bairro Engenho 
Telefone: 35 9 9949-1144

Camping Pedra do Gavião
Estrada Alagoa x Aiuruoca - km 6 - Bairro Campina de Cima
Telefone: 35 9 9918-5605

Considerações finais

► Se você é de uma localidade distante e interessou pelo visual obtido a partir da Serra do Ouro Fala, o ideal é conjugar a visita à esta serra com outros atrativos na região, como o Pico do Garrafão, a Mitra do Bispo, a Pedra do Juquinha, o Pico do Chorão, a Serra do Paiol, a Serra da Campina, a Pedra da Campina, dentre outros.

► Há água na trilha, pouco antes do trecho de samambaia e próximo a um curral. Porém, na estiagem essa água pode secar. É possível encontrar água nas proximidades de uma fazenda ainda no vale do Aiuruoca, seguindo à direita após o quebra corpo, logo no início da pernada.

► É possível acampar no topo da Serra do Ouro Fala, mas a área é exposta e não há água. Se for em direção ao Pico da Conquista, há outras áreas menos expostas, porém o capim e o mato ralo são inconvenientes. Lembre-se: a Serra é uma crista e não possui topo amplo.

► Vale informar que, o ponto de partida e retorno desse trekking aqui relatado foi a localidade rural de Pedra da Campina, município de Alagoa, MG, a 4 km da sede pela estradinha Alagoa-Aiuruoca, totalizando aproximadamente 10 km ida e volta. Porém, se começar no Bairro da Campina, logo após a divisa dos municípios, a distância será em torno de 8 km ida e volta. Se começar na boca da trilha na pinguela, são em torno de 7 km ida e volta.

► Ao transitar na região, mantenha as porteiras fechadas e não corte eventuais cercas de arame; nem espante as criações.

► Há sinal de telefonia móvel no topo da Serra do Ouro Fala (operadoras Vivo e Tim).

► Outras informações sobre Alagoa nos sites da Prefeitura Municipal e da Associação Terras Altas da Mantiqueira

► Carta Topográfica IBGE: Alagoa


►► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto


Bons ventos a todos!
Última Atualização: Mar 2016

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