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Serra do Ouro Fala em Aiuruoca: Ouro Mesmo!

Serra do Ouro Fala, em Aiuruoca vista desde o bairro rural da Pedra da Campina, em Alagoa-MG
A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, bem próxima à divisa com o município de Alagoa, ambas pequenas cidades do sul de Minas Gerais. Está à leste da localidade rural de Pedra da Campina, município de Alagoa; e à margem direita do Rio Aiuruoca, no município de Aiuruoca! Esta serra faz parte da minha história pessoal; sendo sem dúvidas a Serra que mais vi na vida!

Aproveitando minha viagem para a cidade de Alagoa ao final de 2012, procurei programar pelo menos um trekking na região. Não programei vários porque sei que nessa época do ano chove bastante por lá. As chuvas quando não são contínuas, vem em forma de fortes pancadas de fim de tarde, com muitos raios e trovoadas. Consultei a previsão do tempo e os modelos confirmavam o costume. Assim, apenas programei ir à Serra do Ouro Fala, local que há muito tempo pretendia revisitar...

►►Leia também um relato de outro atrativo na região: a Pedra da Campina

Segundo a carta topográfica da região (Alagoa - IBGE), a Serra do Ouro Fala possui altitude variando entre 1.700 a 2.073 metros. Bem, neste trekking não levei equipamentos para medição, mas creio que essa altitude seja um pouco conservadora, uma vez que, em praticamente todos os topos da região, as medidas extra oficiais obtidas pelos visitantes são sempre superiores às lançadas na Carta Topográfica.

Isto vale para o Pico do Papagaio, Bandeira, Garrafão (ou Santo Agostinho) e Mitra do Bispo, dentre outros. Vale dizer que a Serra do Ouro Fala é pequena em extensão e trata-se de uma crista no sentido Sudeste-Noroeste. É formada por três cumes, denominados Toca Grande, Conquista e outro sem nome, mas que alguns nativos chamam-no de Mandiocal. 

Divisa de Alagoa-Aiuruoca
Conforme programado, na manhã do dia 26 de dezembro deixei a localidade de Pedra da Campina, município de Alagoa, MG às 07h00 rumo a Serra do Ouro Fala. Tomei a estradinha de terra que liga Alagoa a Aiuruoca e segui pela margem esquerda do Rio Aiuruoca. Fazia uma manhã linda, com o sol anunciando um dia quente. Caminhada tranquila e 15 minutos depois já estava na divisa entre os municípios de Alagoa e Aiuruoca.

Arraial da Campina, com o extremo noroeste da serra ao fundo
Mais cinco minutos de caminhada já passava pelo simpático arraial de Campina, já no município de Aiuruoca. Continuei descendo pela estradinha que margeia o Rio Aiuruoca, rejeitei uma carona do meu irmão (pois já estava no final da caminhada pela estrada) e dez minutos depois cheguei ao ponto em que deveria deixar a estradinha. Desde o princípio da caminhada, o meu destino final estava às vistas e assim continuaria até o cume.

Uma arcaica ponte pênsil
Rio Aiuruoca com água barrenta devido às chuvas
Saí da estradinha e tomei a trilha em uma bifurcação à direita e uns dez metros adiante estava na entrada de uma pinguela sobre o Rio Aiuruoca. Nesse ponto do Rio Aiuruoca sempre existiu uma pinguela e quando estava indo de BH para Alagoa, ao passar nesse local tomei o cuidado de conferir se a dita cuja estava lá.

Agora, ao chegar a pé no local constatei que a pinguela era sustentada por cabos de aço, com tábuas e corrimãos em ambos os lados, que facilitam a passagem. Antigamente usava-se apenas um pinheiro como pinguela; com um pega mão de madeira só pra desencargo de consciência! Esta pinguela atual é bem feita e amarrada, simula uma ponte pensil; porém balança que é uma beleza! O Rio Aiuruoca apresentava volume normal, porém suas águas estavam barrentas devido às chuvas dos dias anteriores.

Atravessei a pinguela e imediatamente na margem direita do Rio Aiuruoca tomei a trilha bem demarcada à esquerda. Desci por um curto trecho dentro de uma capoeira rala e cheguei a um “quebra-corpo”. Ao atravessá-lo rasguei a camisa no arame farpado. Menos mal. Saí então em uma estradinha que liga sítios e fazendas na região. Tomei o sentido da esquerda e caminhei por uns cem metros. Nesse ponto constatei que seria o momento ideal para deixar a estradinha e comecei a subir pelo pasto acima, sem trilha definida, me orientando apenas pelo visual.

O orvalho começou a incomodar e a bota começou a molhar. Maldita fala de impermeabilidade das botas. Sinceramente só mesmo uma Sete Léguas pra aguentar o tranco! Mas como anunciava um dia quente não me incomodei. Quando cheguei a uma divisa de pastos logo acima, onde atravessei uma cerca de arame farpado tive que descansar sob a sombra de uma bela árvore: o calorão havia chegado pra ficar!

Ao centro a crista da Serra do Papagaio já aparece. À esquerda o Morro do Cangalha; à direita, Morro do Goulart
Era quase 08h00 da manhã quando retomei a caminhada. Igualmente fui subindo um pasto, sem trilha, meio na diagonal e cheguei até um ponto plano, na cabeceira do pasto. Nesse ponto já era possível ver no sentido Norte parte da crista da Serra do Papagaio, com destaque para o Pico do Bandeira. Nova parada para descanso e contemplação. 

Retomei a caminhada e haviam sinais de uma trilha bem desgastada, que logo cruzava uma matinha rala, porém muito bonita. Dentro da matinha a trilha é bem definida! Ao chegar do outro lado, constatei que logo abaixo havia um retiro (curral) de gado. Havia apenas gado solteiro no local, que ficaram assustados com minha presença. Imagino que raramente vêem gente por ali. Não fui ao curral e continuei subindo por uma trilha pasto acima, à beira da matinha rala.

Ponto de água. Pode secar na estiagem
Atravessei uma cerca, desci um pequeno lance e cheguei a um ponto de água pouco acima do curral de gado. A água era pouca e escorre de umas pedras, entremeada a muitas raízes de uma figueira. É límpida e gelada; porém há indício que possa secar em períodos de estiagem.

Este foi o penúltimo ponto de água que localizei, mesmo assim, é recomendável o uso de purificador se for necessário bebê-la, pois é uma região de pastagens e há gado no local! Fiz nova parada, pois a subida é forte e estava pingando de suor. A essa altura calculei que gastaria mais de uma hora para chegar ao morro noroeste da Serra do Ouro Fala.

Retomei a subida agora mais íngreme e fui beirando uma “mancha de mato” por onde desce o merejo de água. Mais acima fui um pouco para a esquerda e constatei novo ponto de água, porém precário, com muitos sinais de que o gado o utiliza também. Por isso, ao coletar água por ali, tanto neste, quanto no ponto mais abaixo, use purificador.

Contornei a mancha de mato e dei uma guinada para a direita em um trecho bem íngreme, beirando uma velha cerca de arame farpado. Constatei que ali acabava o trecho de pasto. Após a fina tira de mato iniciava-se o longo trecho de campos de altitude. Fiquei feliz e até fiz uma paradinha. Já passava de 08h40 e fazia muito calor. Nuvens de chuva já começavam a formar em pontos diversos daquele céu do sul de Minas...

Campos de altitude crescido e fofo: foi mais difícil subir que imaginei...
Atravessei a cerca de arame, pratiquei um curto vara-mato cheio de perigosas samambaias secas e cheguei à área de campo de altitude. Aí fiquei preocupado, pois o capim chegava quase à minha cintura e estava fofo, aliás, fofinho. Era uma pisada e afundava-se todo! Fui subindo um pouco em diagonal indo mais para a esquerda para fugir de um trecho bastante íngreme. Depois foi só mirar o topo da Serra e ir subindo. Foram várias paradas morro acima e o cume parecia cada vez mais longe. As pernas já estavam cansadas quando cheguei a uns sinais de antiga cerca de arame, que restaram somente alguns mourões.

Fiz uma parada maior para fotografar as belas Serras do Papagaio, Cangalha, Campina, Paiol, Tamanduá, Guapiara, Nogueira, além do belo vale do Aiuruoca bem embaixo. Retomei a caminhada e comecei a encontrar muitos formigueiros camuflados no capim seco. Esses formigueiros são como armadilhas para os desavisados. Surgiram também algumas mutucas que teimavam em me tirar do sério.

Fiz um esforço maior, respirei fundo, mirei o cume e rapidamente cheguei. Era 09h40 da manhã. E apesar da curta distância, não foi fácil chegar até lá. Creio que o desnível enfrentado foi em torno de 700 metros, mais ou menos. E o trecho de campo de altitude foi cruel. Mas agora era curtir o topo. Porém, a curtição tinha que ser rápida. Nuvens de chuva se formavam por todos os lados...

Conquista: até lá um varamato básico
Rapidamente caminhei pelo topo em direção ao leste para investigar se continuava sendo possível desse ponto acessar o Pico da Conquista, uns 200m mais alto que o Pico Noroeste. Constatei que a base está formada por uma matinha rala e o topo encontra-se um pouco mais limpo. Pelo que observei, o acesso continua sendo possível, bastando ir caminhando pela crista.  A vontade em correr até lá era grande, mas seria um varamato e eu não havia levado nenhuma ferramenta. Por fim, as pesadas nuvens de chuva que se formavam me fez repensar a ida!

Vista Sul: Condado, Borges, Negra. Planalto do Itatiaia e Serra Fina
Fui então observar e contemplar os topos das serras que contornam toda a região. Para o lado Sudeste-Sul há as Serras do Grafite, Condado, Borges, Capoeirão e o Pico do Garrafão. Emoldurando ao fundo o grande Planalto de Itatiaia. O Pico das Agulhas Negras estava coberto por nuvens; bem como toda a região da Serra Fina, observada bem ao fundo.

Sudoeste: Capoeirão e Garrafão

Oeste: Serra do Paiol e Campina.. Observa-se parte dos campos superiores do PE da Serra do Papagaio
Noroeste/Norte: crista da Serra do Papagaio 
Na direção Oeste estão as Serras do Paiol e da Campina. A Serra do Paiol é um pico rochoso em forma piramidal muito bonito. Do seu topo tem-se uma vista também maravilhosa de toda a região. Já a Serra da Campina apresenta-se bem próxima, sendo possível observar detalhes.

Norte: Pico do Papagaio e Vale do Aiuruoca
Norte: Guapiara e Tamanduá
Já no quadrante Noroeste, Norte, Nordeste é possível observar a Serra do Papagaio e outras menores, como as serras da Guapiara, Tamanduá e Quatro Olhos; além dos topos da Serra Verde. A Serra do Nogueira apresenta-se bem próxima ao desfiladeiro norte da própria Serra do Ouro Fala.

Oeste: Pedra da Campina
Deixando as cabeceiras e baixando um pouco mais o olhar é possível contemplar um mar de morros. Praticamente 80% do município de Alagoa é visto desde este ponto da Serra do Ouro Fala. Vê-se serras e morros secundários, como Pedra do Juquinha; um ponto interessante para rapel; Serra Negra, Pico do Chorão, Brejo Grande, Pedra da Campina etc. Permaneci um bom tempo observando os caminhos por onde eu trilhei boa parte da minha vida! As árvores, residências, estradinhas, pastagens... todas pequeninas, à distância e por outro ângulo! Como é gostoso reviver tudo isso...

Sudoeste: Alagoa vista desde o topo da Serra do Ouro Fala (zoom)
Desde o topo também é possível ver a cidade de Alagoa à sudoeste; bem como a cidade de Aiuruoca ao norte. É realmente muito bela a vista. Caminhei um pouco mais em direção ao extremo noroeste do topo para observar o arraial de Campina. Pareceu-me imagem de cinema: aquela pracinha rodeada por casinhas com a Igreja de São Sebastião ao centro, adentrando à praça. Essa imagem é típica dos arraiais do interior de Minas! 

Por volta de 11h00, como algumas nuvens de chuva começaram a ficar mais persistentes, negras inclusive, decidi que era hora de abandonar o topo. Aliás, um facho de nuvem começou a roçar o topo da Conquista, trazendo consigo uma onda de calor! Situação impressionante e que me preocupou, pois uma chuva forte àquele momento não seria nada agradável...

Comecei a descida rapidamente rasgando capim abaixo e escutei alguns trovões ao longe. Para quem reside em cidade e não tem o hábito de visitar áreas rurais; ou ainda reside em áreas planas é difícil imaginar como é o estrondo de um trovão em área montanhosa. É um misto de beleza e terror ao mesmo tempo! Apressei mais ainda o passo e em certos momentos me agarrava ao capim para agilizar a descida. Em poucos minutos percorri o trecho de campo de altitude. A tempestade parecia iminente...

Atravessei a matinha e a cerca divisória entre o campo de altitude e a pastagem e fiquei mais tranqüilo, pois sabia que caso chovesse, logo ali abaixo teria um curral de gado com uma casinha para me abrigar. Porém, uma brisa vinda do norte começou a soprar mais forte e levou a nuvem de chuva para o lado sul. Ufa, escapei! Sentei para descansar e nem me dei conta que estava embaixo de um jacarandá e uma sucupira, que se enamoravam no alto do pasto. Em caso de raio seria o pior lugar, mas nesse momento, inesperadamente o sol voltou a brilhar!

Retomei a descida pelo mesmo caminho da subida, modos que em meia hora de caminhada tranquila já estava de volta às margens do Rio Aiuruoca. Decidi então retornar não pela estradinha da margem esquerda do Rio Aiuruoca, mas sim por uma estrada secundária à margem direita do rio, que liga vários sítios na região e é parte do conhecido Caminho dos Anjos.

Permaneci um tempo observando uma lagoa natural às margens do Aiuruoca, mas como sei que serpentes adoram esse ambiente no meio do dia, preferi não chegar mais próximo e ficar esperto. O tempo já estava firme, e não indicava chuva nas próximas horas... Assim retomei a caminhada, agora sem pressa e até lamentando ter descido a serra tão depressa...

Fiz várias paradas, inclusive na divisa dos municípios Aiuruoca-Alagoa, onde antigamente havia uma ponte de madeira que era coberta por telhas de zinco. Haviam porteiras em ambos os acessos da ponte e os cavaleiros tinham que apear para atravessá-la! Segundo informações, uma enchente a destruiu alguns anos atrás; e no lugar construíram uma ponte de concreto. Pena, porque a antiga ponte coberta era o único exemplar do gênero que vi na vida! Chamávamos de Ponte de Zinco!

Ainda no mesmo ponto, fiquei um tempo admirando a pequena corredeira do Aiuruoca abaixo da ponte e poucos metros adiante um belo poço propício para mergulho, chamado Areião. Costumava ir lá quando criança, mas dessa vez não fui, pois ou teria que atravessar a mata às margens do rio ou então dar uma volta de uns 400 metros mais ou menos. Além disso, as águas estavam barrentas! Fiquei com preguiça!

Era 13h00 quando retomei a caminhada, chegando à bifurcação com a estrada de terra Alagoa-Aiuruoca, junto à uma Capelinha de Santa Cruz. Fiquei um tempo observando as Serras da Campina e do Paiol. Depois retomei a caminhada pela estradinha principal no sentido da esquerda-Alagoa. Fiz várias paradas para observar a Serra do Ouro Fala e o ponto onde estive.

Cheguei novamente ao meu destino por volta de 14h00. Confesso que portava uma pontinha de chateação com São Pedro, afinal desci correndo a serra receoso por uma tempestade que não ocorreu. Aliás, naquele dia não caiu sequer uma gota de chuva nessa região! Mesmo assim estava feliz por ter visitado a serra da minha infância, que vale ouro mesmo!

Serviço

A Serra do Ouro Fala está localizada no município de Aiuruoca, Sul de Minas Gerais, Brasil. Apesar de localizar no município de Aiuruoca, esta Serra situa-se nas proximidades da divisa com o município de Alagoa, que é a cidade mais próxima. Assim,  para se visitar esta serra, a melhor maneira é se dirigir para a cidade de Alagoa e seus arredores.

Segundo a carta topográfica da região (Alagoa - IBGE), a Serra do Ouro Fala possui altitude que varia entre 1700 a 2073 metros. A Serra do Ouro Fala é pequena em extensão e trata-se de uma crista no sentido Sudeste-Noroeste. É formada por três cumes, denominados Toca Grande, Conquista e outro sem nome, mas que alguns nativos chamam-no de Mandiocal. 

Muito embora possa ser acessado por outros pontos, o acesso mais fácil À Serra do Ouro Fala é aquele através do lado oeste-noroeste; ponto mais próximo à estrada de terra que liga Alagoa a Aiuruoca. Para isto, basta cruzar o Rio Aiuruoca, entre as localidades rurais de Campina e Nogueira; e através da subida através de pastos, alguns filetes de mata rala e campos de altitude chegar à ponta da Serra conhecida localmente como Mandiocal.

Distâncias Aproximadas

Alagoa a Belo Horizonte: 435 km 
Alagoa ao Rio de Janeiro: 270 km 
Alagoa a São Paulo: 350 km

Hospedagem e Alimentação em Alagoa

Pousada Fazenda Corguinho
Estrada Alagoa x Bocaina de Minas - km 3 - Bairro Corguinho
Telefone: 35 3366-1399

Hospedaria Pedra da Mitra
Bairro do Mato Dentro - Mitra do BispoTelefone: 35 99877-9878

Pousada Pica Pau
Rua Antero Lopes de Siqueira, 344 - Pedra Furada
Telefone: 35 3366-1221

Pousada CasarãoEstrada Alagoa x Itamonte – km 7 - Bairro Engenho
Telefone: 35 99809-8644

Camping Pedra do Gavião
Estrada Alagoa x Aiuruoca - km 6 - Bairro Campina de Cima
Telefone: 35 99918-5605

Como chegar e voltar - De ônibus

Cidade referência - Belo Horizonte:
Opção 1 - via Aiuruoca: Expresso Gardênia até Caxambu → Viação Sandra até Aiuruoca → Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) até a pinguela do Sr. Pedro Pena; que dá início à trilha.

Opção 2 - via Itamonte: Viação Útil até Capivari, Distrito de Pouso Alto → Viação Delfim (35 3366-1260) até Itamonte → Viação Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) até Alagoa → Táxi ou à pé até o início da trilha. São 6 km por estrada de terra.

Cidade referência - São Paulo
Viação Cometa até Itanhandu ou Capivari → Viação Delfim (35 3366-1260) até Itamonte → Viação Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) até Alagoa → Táxi ou à pé até o início da trilha. São 6 km por estrada de terra.

Cidade referência - Rio de Janeiro
Viação Cidade do Aço até Itamonte → Viação Delfim (35 3366-1260) até Itamonte → Viação Viação Souza Aguiar (35 3366-1260) até Alagoa → Táxi ou à pé até o início da trilha. São 6 km por estrada de terra.

► Da cidade de Alagoa até o Bairro rural da Campina no município de Aiuruoca  há ônibus da Viação Souza Aguiar em dias úteis pela manhã. É o mesmo ônibus que segue para Aiuruoca. Nesse caso, desembarcar após o arraial da Campina; na pinguela do Sr. Pedro Pena que dá início à trilha.
► De BH, há opcionais. Via Aiuruoca é possível chegar/retornar através da Viação Sandra. Via Itamonte é possível chegar até São Lourenço (Expresso Gardênia); depois Viação Cidade do Aço até Capivari ou Itamonte.
► De BH, ao comprar passagem da Viação Útil para a região, adquira o trecho Belo Horizonte - Cruzeiro. Faça isto com antecedência, inclusive a volta, pois não há postos de venda na região, nem vendem-se passagens nos ônibus.
► No retorno para BH, estando em Aiuruoca é possível embarcar no ônibus da Santa Cruz e desembarcar em Três Corações (ao invés de Caxambu), agilizando eventual retorno para Belo Horizonte.
► A Viação Delfim que faz a linha Itamonte-Capivari-Itanhandu é administrada pela Viação Souza Aguiar.
► Confira horários e frequências nas empresas de ônibus; pois são comuns alterações sem prévio aviso.

Como chegar e voltar - De carro

Cidade referência - Belo Horizonte
BR 381 até Campanha → BR 267 até o trevo de Aiuruoca → Acesso à Aiuruoca → Estrada de terra para Alagoa (32 km estrada de terra).
O início da trilha se dá na pinguela às margens da estrada de terra, 6 km antes de Alagoa.

Cidade referência - São Paulo
Rodovia Pres. Dutra até Cruzeiro → SP 052 e MG 158 até BR 354 em Capivari → BR 354 até Itamonte → LMG 881 até Alagoa (30 km asfalto, 6 km de terra).
Chegando à cidade de Alagoa, o início da trilha fica às margens da estrada de terra para Aiuruoca, distante 6 km desde Alagoa.

Cidade referência - Rio de Janeiro
Rodovia Pres. Dutra até Resende → BR 354 até Itamonte → LMG 881 até Alagoa (30 km asfalto, 6 km de terra).
Chegando à cidade de Alagoa, o início da trilha fica às margens da estrada de terra para Aiuruoca, distante 6 km desde Alagoa. 

Considerações finais

► Se você é de uma localidade distante e interessou pelo visual obtido a partir da Serra do Ouro Fala, o ideal é conjugar a visita à esta serra com outros atrativos na região, como o Pico do Garrafão, a Mitra do Bispo, a Pedra do Juquinha, o Pico do Chorão, a Serra do Paiol, a Serra da Campina, a Pedra da Campina, dentre outros.

► Há água na trilha, pouco antes do trecho de samambaia e próximo a um curral. Porém, na estiagem essa água pode secar. É possível encontrar água nas proximidades de uma fazenda ainda no vale do Aiuruoca, seguindo à direita após o quebra corpo, logo no início da pernada.

► É possível acampar no topo da Serra do Ouro Fala, mas a área é exposta e não há fonte de água. Se for em direção ao Pico da Conquista, há outras áreas menos expostas, porém o capim e o mato ralo são inconvenientes. Lembre-se: a Serra é uma crista e não possui topo amplo.

► Vale informar que, o ponto de partida e retorno desse trekking aqui relatado foi a localidade rural de Pedra da Campina, município de Alagoa, MG, a 4 km da sede pela estradinha Alagoa-Aiuruoca, totalizando aproximadamente 10 km ida e volta. Porém, se começar no Bairro da Campina, logo após a divisa dos municípios, a distância será em torno de 8 km ida e volta. Se começar na boca da trilha na pinguela, são em torno de 7 km ida e volta.

► Ao transitar na região, mantenha as porteiras fechadas e não corte eventuais cercas de arame; nem espante as criações.

► Há sinal de telefonia móvel no topo da Serra do Ouro Fala (operadoras Vivo e Tim).

► Outras informações sobre Alagoa nos sites da Prefeitura Municipal e da Associação Terras Altas da Mantiqueira

► Carta Topográfica IBGE: Alagoa


►► Pratique a atividade aplicando os Princípios de Mínimo Impacto

Bons ventos!
Última Atualização: Nov 2017